11 Maio 2012

Crime de Amor

Crime d’amour – Alain Corneau – 2010 (DVD)

Quando um filme é acima da média algumas evidências deixam isso claro: burburinho em blogs especializados, prêmios em festivais e ou afins, distribuidoras gastando a mais com novas divulgações, e comentários a cerca da interpretação dos atores envolvidos.

Crer na inteligência humana é o primeiro passo para acreditar na perfeição. Quando falo aqui sobre erudição quero dizer aquela que abrange tudo, não a inteligência especifica.

Crime de Amor é o 587º filme sobre o crime perfeito. Ele traz duas atrizes perfeitas para o papel da chefe sedutora, fria e calculista (Kristin Scott Thomas – deslocada), e a funcionária pró-ativa, tímida, competente e enigmática (Ludivine Sagnier – ótima).

Assim como é o mundo, alguns filmes ridículos ganham as manchetes e o público através de burburinhos, premiações, e propagandas, temos centenas de milhares de exemplos, o último que me recordo A Serbian Film (2010) todos conhecem. Crime de Amor é do mesmo ano.

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25 Abril 2012

Game Change

Game Change – Jay Roach – 2012 (HBO)

Em 2008 o mundo conheceu Barack Obama e o seu “sim, nós podemos” e caiu de amores pelo senador negro norte-americano democrata e simpático. Uma celebridade desse calibre necessitava de uma oposição a altura.

Sarah Louise Heath Palin, ex-modelo, miss Wasilla 1984, prefeita de 1996 a 2002, governadora do Alasca, uma defensora dos preceitos bélicos do país, foi à resposta republicana para virar o jogo.

Baseado no livro homônimo dos respeitados jornalistas Mark Halperin e John Heilemann, os bastidores da corrida presidencial estadunidense de 2008 são expostos com grau de realismo poucas vezes visto num filme feito para televisão. É necessário destacar também a humanização da caricata Sarah feita com maestria pela talentosa Julianne Moore, além do brilhante trabalho de Woody Harrelson e Ed Harris.

Surpreendentemente dirigido por Jay Roach, responsável pela sensacional franquia de comédia Entrando numa Fria (2000), o filme ganha em não colocar atrás das câmeras alguém com mão pesada e criar um clima sério demais.

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10 Abril 2012

Shame

Shame – Steve McQueen – 2011 (Cinemas)

Nós não somos pessoas ruins, nós só viemos de um lugar ruim.

Brandon (Michael Fassbender) está sozinho, nu e deitado na cama, a câmera estrategicamente posicionada no alto nos mostra a cena por cima, seu olhar é vago e seu corpo imóvel. O jogo de cama é de um azul cromado e sua expressão é de vazio total.

O filme mais comentado e controverso do ano, Shame é uma crítica não só ao sexo – essa é só a ponta do iceberg – ele discorre sobre os vícios a que somos expostos. “É sobre a disponibilidade do sexo. Se no supermercado há mais comida gordurosa, as pessoas engordam. Existe grande disponibilidade de bebidas alcoólicas, então adivinha? Muitas pessoas enchem a cara. È assim que é. Todo mundo quer se perder um pouco, e de forma compreensível”. Afirma o cineasta londrino Steve McQueen em entrevista ao The Telegraph. McQueen que muito se utiliza de longas tomadas sem cortes e da câmera estática para contar a história do protagonista vivido pelo ator alemão Fassbender.

O antagonista da trama, o chefe de Brandon, não é viciado em sexo como seu funcionário que destruiu o HD do computador com pornografia, mas ele é casado e vive dando em cima de mulheres desconhecidas. É viciado em traição.

A personagem feminina, Sissy (Carey Mulligan) não é viciada em sexo como o irmão, porém se humilha por telefone ao namorado e logo depois corre atrás de um homem casado. É viciada em paixão.

E você, qual seu vício?

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09 Abril 2012

O Abrigo

Take Shelter – Jeff Nichols – 2011

Faz parte da cultura norte-americana o medo. Eles foram forjados assim, cresceram e se tornaram um império dessa maneira, e hoje são essa nação desfacelada, descerebrada e fechada por isso. O medo destrói a nossa capacidade de ser feliz, mas também é a responsável por nossa preservação, é ela quem nos afasta dos perigos. É um sentimento ambíguo e de difícil percepção.

Curtis (Michael Shannon – se especializando em papeis desse tipo) é um pai de família trabalhador e dedicado com um sentimento cada vez mais forte de que alguma catástrofe está para acontecer.

O Abrigo é mais um filme da leva que começou com Bug, Possuídos (2006) no Brasil, coincidentemente? Com o mesmo Shannon, e foi passando por O Nevoeiro (2007) e Cisne Negro (2010). É uma película muito bem produzida e que ainda traz a nova namoradinha norte-americana Jessica Chastain.

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02 Abril 2012

L’Apollonide

L’Apollonide - Souvenirs de la maison close – Bertrand Bonello – 2011 (Cinemas)

Quantos anos você tem?
Dezesseis.
Porque você veio aqui?
Para ser independente e livre.
Para ser livre? Estamos em uma casa de tolerância. A liberdade está fora, não aqui.

Rodado quase inteiramente numa casa que serve como cenário para um bordel, L’Apollonide mostra a vida de prostitutas em Paris no final do século 19. Além das belas tomadas e reconstituição de época, o filme é cru e ao mesmo tempo temperado de poesia.

Eu sou o cliente, eu paguei, eu digo quando parar.

Algumas personagens se destacam do grupo das prostitutas como, por exemplo Madeleine (Alice Barnole), sua resignação, antes pelo fato de ser prostituta e não ter escolhas, e depois, já desfigurada por um cliente e transformada em A Mulher que Ri, mostra o talento da atriz em interpretar um mesmo sentimento de maneira completamente diferente.

Essas qualidades, juntamente com um cineasta seguro e ambientado ao tema, Bertrand Bonello dirigiu Tiresia (2003), fazem de L’Apollonide um filme cult, carregado de apelos cinematográficos e com uma trilha sonora sensacional que ressucita o grande Lee Moses.

20 Março 2012

Compramos um Zoológico

We Bought a Zoo – Cameron Crowe – 2011 (Cinemas)

Às vezes tudo que precisamos é de 20 segundos de uma coragem insana. Literalmente 20 segundos de bravura destemida. E eu lhe prometo, algo maravilhoso virá disso.

Tudo o que eu precisava era de 20 segundos para decidir assistir a Compramos um Zoológico. O título, a sinopse, o trailer, tudo jogava contra, só o nome Cameron Crowe me chamava à atenção. Sem dúvida, foi o filme que mais me surpreendeu ultimamente.

A felicidade deles é muito alta.

Baseado no romance homônimo e auto-biográfico, Compramos um Zoológico é a luta de um pai para esquecer a esposa morta e mudar de vida com um casal de filhos. Como num filme de Crowe pode esperar grandes frases, brilhantes acenos cinematográficos, e excelente música, aqui a cargo de Jónsi, vocalista e fundador da melhor banda islandesa do mundo, Sigur Rós, que Cameron revelou ao mundo em Vanilla Sky (2001). Veja e ouça a música-tema do filme abaixo.

09 Março 2012

A Invenção de Hugo Cabret

Hugo – Martin Scorsese – 2011 (Cinemas)

EXT. DIA. SET DE FILMAGEM DE VIAGEM A LUA.
Se você já imaginou de onde vêm os sonhos, dê uma olhada ao seu redor... aqui é onde eles são feitos.

Tudo em Hugo lembra o cineasta Martin Scorsese, restaurações de filmes – Scorsa é reconhecido por seu trabalho nessa área – lembranças de velhos diretores que ajudaram a formatar o cinema como o conhecemos hoje, e claro a magia e o espetáculo do cinema. Só faltou uma coisa para Hugo, ser lembrado como um filme do cineasta.

Hugo é uma ode aos primórdios do cinema, a partir da invenção dos franceses Lumière. É riquíssimo em detalhes cinematográficos, e tem uma perfeita combinação com a literatura, mas não tem como sair da sala de exibição sem a sensação de ter visto um filme de Steven Spielberg.

Spielberg aliás que é colega de Martin Scorsese no que chamo de síndrome do Oscar. Inspirado na síndrome de Estocolmo, quando vítimas de seqüestro desenvolve simpatia pelo seu captor, acredito que os dois cineastas que tanto fizeram filmes para ganhar a estatueta e foram repetidamente ignorados até chegar a conquista, hoje só se aventuram pensando no seu algoz dourado.

Enfim, Hugo é uma filmão, que carece da assinatura de seu principal nome, Martin.

02 Março 2012

Homenagem a John Hughes



Um pouco atrasado, mas não poderia deixar de colocar esse comercial aqui no Museu. Veiculado para a final do super bowl norte-americano, um evento que tem uma audiência de mais de 4 milhões, a propaganda foi dirigida por Todd Phillips de Se Beber, não Case (2009), e homenageia de forma excepcional o mestre John Hughes e seu clássico Curtindo a vida Adoidado (1986).

16 Fevereiro 2012

O Artista

The Artist Michel Hazanavicius 2011 (Cinemas)

"SENSACIONAL
maravilhoso, uma obra de arte
O CINEMA SEMPRE SE REINVENTA
e a tecnologia só está a serviço das boas histórias"

10 Fevereiro 2012

Os Descendentes

The Descendants – Alexander Payne – 2011 (Cinemas)

Meus amigos no continente acham que só porque vivo no Havaí, estou no paraíso. Como férias permanentes. Que ficamos só bebendo maitais, balançando os quadris e pegando ondas. Eles são loucos? Acham que somos imunes à vida? Como é possível achar que nossas famílias erram menos, temos cânceres menos fatais, enxaquecas menos dolorosas? Diabos, não subo numa prancha de surfe há 15 anos.

Essa angústia, denunciada logo no início de Os Descendentes, pela personagem Matthew King de George Clooney, é o prelúdio do filme. E ele é um sentimento moderno, atual da nossa época, e pelo qual todos nós sofremos um pouco. Matt chegou num momento da vida em que toda essa angústia será trocada por outra: como educar as duas filhas com a mulher em coma, e tendo que decidir sobre um negócio bilionário da família.

Baseado no livro de Kaui Hart Hemmings – que faz uma ponta como à assistente do amante da esposa de Clooney pelo telefone, a película procura nas locações da ilha norte-americana centrar o relato, assim como descreve a publicação.

Ao contrário da grande maioria, achei George Clooney caricato e deslocado num tipo de papel que geralmente ele transforma em comédia escrachada, vide seus filmes com os Irmãos Coen. Sua personagem é baseada na interpretação de Marcello Mastroianni em Estamos Todos Bem (1990) de Giuseppe Tornatore.

O grande responsável por Os Descendentes ser um dos melhores filmes do ano é Alexander Payne, um cineasta que possui uma filmografia sem retoques, além de ser um cinéfilo atuante – colaborou junto com Bráulio Mantovani no roteiro do nosso Cidade de Deus (2002). Payne mistura humor com assuntos sérios com a elegância de um lorde inglês. Gostei bastante da atuação de Judy Greer e Robert Foster, um ator que quando dirigido por um craque entrega atuações excepcionais.

02 Fevereiro 2012

Cartazes de Filmes 12+


Assim como Martin Scorsese, sou aficionado por pôster de cinema. Em minha coleção fulgura o original polonês de Profissão: Repórter feito pelo artista Bartlomiej Kuznicki e uma versão de O Poderoso Chefão. Óbvio que esses dois cartazes farão parte de nossa seleção que busquei diversificar, verificar com o conteúdo da obra, e atrelar a uma regra, de já ter sido citado em outras listas de melhores.

1. Violência Gratuita US – O rosto de Naomi Watts chorando e em estado de choque é uma das atrações dessa refilmagem de um clássico alemão. O designer é do artista Akiko Stehrenberger.

2. Profissão: Repórter (Polonês) – Bartlomiej Kuznicki conseguiu passar a sinopse de um filme usando um cartaz. E olha que falamos de uma das maiores películas da humanidade dirigida por Michelangelo Antonioni.

3. A Árvore da Vida – A luz da vida contada através de um pé de bebê sendo segurado por mãos de adulto. Mark Carroll com uma foto produziu um dos cartazes mais lindos do ano.

4. O Demônio das Onze Horas – Esse é o típico pôster que nos leva a ver a obra. Uma cena do filme e pronto, tá feito um grande cartaz.

5. Volver – Penélope Cruz nesse filme está carregada de flores, e nessa foto seu semblante é enigmático, sensacional. Pedro Almodóvar não poderia faltar.

6. A Fita Branca – Mais uma personagem chorando e mais um filme de Michael Heneke, mas o que chama atenção nesse pôster é a fita branca amarrada em seu braço.


7. O Poderoso Chefão – A maior película da humanidade merecia um cartaz a sua altura. A silhueta de Brando com os títeres em cima do nome da obra é clássico.

8. Roma de Fellini – Reza a lenda que Rômulo e Remo, fundadores de Roma, foram jogados, ainda bebês, no rio Tibre, e salvos por uma loba que os amamentou. A loba do mestre Federico Fellini é humana.

9. Tubarão – A ameaçadora mandíbula do animal que deixou amedrontada uma geração inteira é o centro desse pôster de Roger Kastel.

10. A Dama do Lotação – Não poderia deixar de fora um cartaz nacional, e esse com Sônia Braga explodindo sensualidade, assim como no filme, é um clássico.

11. Sob o Domínio do Medo – Qualquer lista de pôster tem que ter a película de Sam Peckinpah nela. A foto de Dustin Hoffman com os óculos quebrado demonstra o que ele irá passar.

12. Malèna – Um cartaz com Monica Bellucci sendo a atração não poderia deixar de ser mencionado pelo Museu, ainda mais em filme de Giuseppe Tornatore.

27 Janeiro 2012

Precisamos Falar Sobre Kevin

We Need to Talk About Kevin – Lynne Ramsay – 2011 (Cinemas)

Porque eu não entendi o contexto? Eu sou o contexto!

Quando eu comentei que Tilda Swinton não merecia ganhar o Oscar por sua interpretação em Conduta de Risco (2007), quase fui apedrejado. Exageros a parte, Precisamos Falar Sobre Kevin é a prova cabal. Aqui Tilda tem a melhor interpretação de sua carreira, uma espécie de Meryl Streep alternativa.

Travo um debate fervoroso sempre que comentam que o excelente Traffic (2001) não traz nenhuma solução para o combate as drogas. Como não? Ele é a resposta definitiva para enfrentar o problema, é só rever a cena final. Precisamos Falar Sobre Kevin, na minha opinião, contém a resposta para pararmos de criar psicopatas, é só observar a cena final.

A cineasta inglesa Lynne Ramsay constrói ou seria melhor desconstrói a história do casal Eva (Swinton) e Franklin (John C. Reilly). No inicio ficamos sabendo que alguma tragédia aconteceu, e no decorrer do filme vamos “investigando” através de curtos flashbacks. É o segundo filme da diretora, antes veio o pouco visto O Romance de Morvern Callar (2002), mas ela mostra uma competência e segurança que é bom ficarmos de olho nela.

25 Janeiro 2012

Poesia

Shi – Lee Chang-dong – 2010 (DVD)

“A poesia é nossa resposta para o que não compreendemos, é nossa forma de buscar alguma beleza quando as coisas ao nosso redor estão feias, complicadas”.

Se o significado de poesia se traduz pela frase acima, dita pelo cineasta sul coreano Lee Chang-dong, o título do filme então é mais do que acertado. Mija (a excelente Jeong-hie Yun), a simpática senhora da foto, recebe o diagnóstico de Alzheimer e a sugestão de escrever poesias para amenizar os efeitos da doença, enquanto tenta escrever poemas – ela sente muitas dificuldades, aparecem problemas com o neto que ela cria.

Poesia é um filme humanista, muitas vezes seco, mas filmado ancorado na realidade dos eventos que acontecem na vida da protagonista. E pensar na dificuldade que o diretor, que foi ministro da cultura do seu país, teve em produzir o filme, levando-o a cogitar desistir da carreira se o filme desse prejuízo.

19 Janeiro 2012

A Separação

Jodaeiye Nader az Simin – Asghar Farhadi – 2011 (Amanhã nos melhores cinemas)

Minha única crítica ao filme é quanto a sua teoria simplista para os acontecimentos narrados derivado do pedido de separação do casal Simin (Leila Hatami) e Nader (Peyman Moaadi). Ela quer deixar o Irã, mas o marido desiste porque o pai sofre de Alzheimer. Simin então pede o divórcio, e a filha adolescente do casal, Termeh (Sarina Farhadi – filha do diretor) escolhe ficar com o pai.

A Separação é uma película que tem seu ponto alto nos diálogos, ganhou o Urso de ouro no Festival de Berlim, e venceu o Globo de Ouro de filme estrangeiro, chamando a atenção para o Irã, cuja relação com os Estados Unidos estão estremecidas por suspeitas de fabricação de bombas atômicas e sanções econômicas.

Os cineastas iranianos, que convivem com o pesadelo de serem presos dependendo do conteúdo de suas obras, estão preocupados com essa exposição, já que tudo só é feito a partir da aprovação do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica. A Separação sofreu com essa censura quando teve as filmagens interrompidas pelo ministro, devido a um discurso de Asghar Farhadi num festival de cinema sobre a repreensão cultural do país.

Farhadi já demonstrou seu receio não cumprimentando a cantora Madonna na entrega do prêmio da imprensa estrangeira de Hollywood. O Islã proíbe contato entre homens e mulheres que não sejam casados. Agora é aguardar seu comportamento no Oscar.

07 Janeiro 2012

Melhores 2011

Enfim chegou o dia de escolhermos os melhores filmes do ano que passou. Um ano sem muitas surpresas é verdade, mas que deixou, a meu ver, um legado sem precedentes para a história do cinema. Dito isso, vamos às escolhas:

Em março Juliette Binoche aportou nos cinemas com o drama criativo Cópia Fiel (2010), uma belíssima história de amor filmada de uma maneira original e inovadora.

Logo em janeiro fomos surpreendidos por mais uma obra-prima dos irmãos Coen. Usufruindo do período mais sensacional de suas carreiras, Bravura Indômita (2010) é um filmão que soube envelhecer, aliás como a maioria dos filmes dos cineastas.

Novembro trouxe um garotinho que só queria ser amado pelo pai, e por isso acabou sendo taxado de problemático, mas não espere lágrimas desse drama. O Garoto da Bicicleta (2011) dos irmãos Dardenne, conquistou Cannes e o mundo, e o Museu também.

Já em dezembro, com o ano já para terminar, eis que surge um dos cineastas favoritos desse blog com um filme que agora é também um dos meus favoritos em sua filmografia, A Pele que Habito (2011) recebeu críticas frias em Cannes, mas bastou chegar ao Brasil para reconhecermos que Pedro Almódovar está cada vez melhor.

E no mês que era do desgosto, agosto, surge um espetáculo, uma oração, uma explicação para o que é o cinema, uma ode à vida, a natureza, ao homem. Em agosto o mundo conheceu A Árvore da Vida (2011), e um cineasta que era recluso até agora (tenho razões para acreditar nisso e que voltarei a falar em breve). É ele o homem do cinema do ano, 2011 é todo dele. O gênio de QI elevado, Terrence Malick.

Menções: Pensei em colocar Cisne Negro (2010), é um ótimo filme, mas que não soube envelhecer, ao contrário de Poesia (2010) que provavelmente irei me arrepender de não encaixá-lo na lista, mas que no momento não significou uma obra tão importante. Veremos em 2012. Feliz ano novo!