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Mostrando postagens de fevereiro, 2010

Noite Branca

Nuit Blanche from Spy Films on Vimeo . Noite Branca é um curta-metragem de Arev Manoukian, vencedor do prêmio principal do LG Film Fest Contest. Impressiona a fotografia, a trilha sonora, a edição e os efeitos, mas o roteiro é o grande espetáculo. Não é do perfil do blog postar curtas assim, mas esse merece o destaque.

Educação

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An Education – Lone Scherfig – 2009 (Cinemas) Se existe uma mulher que merecia uma indicação ao Oscar, ela chama-se Lone Scherfig . Dinamarquesa de Copenhagem, Lone foi à única mulher do movimento liderado por Lars Von Trier , Dogma 95 , com seu début cinematográfico e ótimo Italiano para Principiantes (2000). Quando somos adolescentes nosso principal desejo é participar do círculo dos adultos de festas, viagens, namoros e bebidas. No começo dos anos 60, no frio e conservador subúrbio londrino, o sonho disso tudo se resumia a uma palavra, Paris. Para Jenny (a excelente Carey Mulligan), a cidade francesa é muito mais que isso, é uma idéologie , congregada na língua, na música, no cinema e no estilo de vida. Seus pais (interpretados pelos ótimos Olivia Williams e Alfred Molina) são obcecados por educação, daí o título do filme. Apesar de terem educado a filha de uma maneira correta, a principal inquiétude deles agora é com a sua vida adulta, e a escolha entre ser uma profissional e in...

Preciosa

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Precious – Lee Daniels – 2009 (Cinemas) TUDO É UM PRESENTE DO UNIVERSO Ken Keyes Jr. É fácil simpatizar com Claireece Precious Jones (Gabourey Sidibe – soberba). Apesar das agruras que passa, é uma sonhadora. Estuprada freqüentemente pelo pai, ela é mãe de uma criança com deficiência e está grávida de outra menina. Sua mãe louca (Mo’Nique – show) a maltrata por julgá-la culpada das aberrações que sofre, além disso tudo, ela ainda sofre com a obesidade. Mesmo com um tema pesado, Lee Daniels consegue transformar o livro num filme sem melodramas, uma ressalva é a síndrome-da-música-dos-créditos-finais que o diretor parece sofrer no inicio, “ ♪ levou muito tempo para ver acontecer. Levou muito tempo andando em círculos. ♪ ” , Preciosa não recorre ao sensacionalismo barato das minorias para contar a sua já trágica história. Em nenhum momento a protagonista, por ser negra e gorda, se sente melhor ou pior que os outros. Sente-se pior sim por seu abuso familiar. Segunda película de Daniels ...

Cena de Cinema: A Fita Branca

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A Fita Branca (Das Weisse Band – Michael Haneke – 2009 – Cinemas) Alguns cineastas precisam de um verdadeiro aparato tecnológico – trilha sonora, fotografia, maquiagem – para criar um clima de suspense. Outros, como Alfred Hitchocock , precisavam simplesmente usar nossa imaginação. A imaginação do ser humano é poderosa, ela ultrapassa as barreiras da realidade, Michael Haneke sabe disso, talvez por sua formação em psicologia, para o cineasta alemão uma porta fechada pode conter uma imagem de violência forte e pesada. A mãe e mulher do pastor corta e enrola dois pedaços de fita branca. Parece enxugar uma lágrima. Primeiro chama Klara no andar superior e depois abre uma porta para chamar Martin, seus dois filhos mais velhos. Eles já sabem do que se trata, cabisbaixos acompanham a mãe até o fim do corredor e entram na porta em frente. A câmera de Haneke fica imóvel no começo do corredor, sua marca registrada, mostrando a porta fechada. Passam 10 segundos de um silêncio absoluto e ela se ...

Diálogos: A Fita Branca

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Essa é uma outra cena crucial do filme, a facilidade de Michael Haneke em escrever diálogos tão pesados, mas tão verdadeiros, impressiona. Talvez seja um dos momentos mais importantes porque virou capa do pôster do filme, belíssimo por sinal. O choro do adolescente pode até parecer comédia, mas o resultado, principalmente na vida adulta, não tem nada de engraçado. Escrito por Michael Haneke – A Fita Branca – ALE (2009) INT. ESCRITÓRIO DO PASTOR. DIA. - ...sua mãe e eu ficamos muito preocupados com você. Pense bem. Você dormiu mal? Está muito cansado? - Não - Tem problemas na escola que eu não saiba? - Não pai. - Você não entende porque nos preocupamos. Vou lhe explicar. Como sabe, também sou o Pastor em Birkenbrunn. Um dia, uma mãe veio me ver, com um filho que tinha a mesma idade que você, e os mesmos sintomas que você vem mostrando ultimamente. O garoto, de repente, apareceu extremamente fatigado. Seus olhos tinham olheiras, estava deprimido e sem alegria. Ele evitava olhar seus p...

A Fita Branca

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Das Weisse Band – Eine Deutsche Kindergeschichte – Michael Haneke – 2009 (nos melhores cinemas do país) Acredito que o cinema possa mudar um pensamento. Acredito que o cinema é educação, ele tem esse viés, mas para acreditar nisso, preciso também acreditar que ele pode ser usado para o mau. Temos exemplos disso, Hitler o utilizava invariavelmente para seus objetivos. Não sei se a história que quero contar a vocês é inteiramente verdadeira. Parte dela eu só conheço por ouvir falar. Depois de muitos anos, várias coisas permanecem obscuras, e muitas perguntas continuam sem respostas. Mas acho que devo contar os estranhos acontecimentos que sucederam em nossa aldeia. Quem sabe, eles poderiam esclarecer algumas coisas que ocorreram neste país. Acho que tudo começou com o acidente ocorrido com o médico. Depois de uma sessão de adestramento na propriedade do Barão, ele se dirigia para a casa para ver se alguns pacientes haviam chegado. Ao entrar no jardim, seu cavalo tropeçou em um arame este...

Títulos que não Intimidam

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Existem filmes, poucos na verdade, que atraem pelo título. Geralmente ficam em nossa cabeça, atrai de uma forma inesperada. Alguns cineastas têm o dom para criar nomes de películas, Pedro Almodóvar , Os Irmãos Coen , Alfred Hitchcock . Outros até criam nomes espetaculares para suas produções, mas ai vem à distribuidora e adota outro, assassinando a obra do autor, caso de De Olhos Bem Fechados de Stanley Kubrick , que deveria ser chamado Olhos Escancaradamente Fechados. Um título é quase uma obra. No inicio de sua carreira, o cineasta Paul Thomas Anderson brigou até o último momento com a produtora para nomear seu primeiro filme de Sydney, os executivos não queriam, pois alegavam que confundiriam com o Estado, claro que PTA perdeu a batalha e o filme foi batizado de Hard Eight, aqui se chamou Jogada de Risco, que já possui 353 filmes com esse nome. Enfim, não estamos aqui para falar do lado negativo, viemos para mostrar os 10 melhores títulos originais de filmes, isso leva em conta o ...

Guerra ao Terror

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The Hurt Locker – Kathryn Bigelow – 2008 (DVD) O calor da batalha é um vício freqüente, potente e letal, na guerra é uma droga. - Chris Hedges Kathryn Bigelow comunga com Barack Obama da mesma opinião, eles são favoráveis ao envio de mais soldados para o Iraque. Acham que só assim teremos paz por aquelas bandas. O problema é que eles “esquecem” de que não há mais inimigos no país. O problema do Iraque agora é problema dos iraquianos. Mas esse não é o grande defeito de Guerra ao Terror, pelo contrário, esse é o único ponto positivo do longa, corretamente lançado apenas em DVD, porque ao colocar essa discussão, Bigelow mostra a opinião da maioria da nação norte-americana, discutir é bem vindo e oportuno. Guerra ao Terror , a tradução é tão boa quanto o filme, não tem profundidade, se alimenta das cenas nervosas de desarmar bombas que, de tão repetitivas tornam-se clichês, alias o que a diretora foge o tempo todo, mas acaba se tornando presa de sua própria armadilha. A ex-esposa do trili...

Nine

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Nine – Rob Marshall – 2009 (Cinemas) Durante a coletiva de imprensa do filme, os jornalistas esperavam ansiosos para conhecer mais de Nine , o diretor, porém não queria passar nenhuma informação. Cada vez que falamos do filme ele morre , dizia ele num inglês carregado de sotaque italiano. Dissertando sobre o prejuízo que se tem quando o cineasta fica comentando sobre sua obra, ele é questionado sobre sua massa preferida. Enfim uma pergunta séria ! Grita para todos caírem na gargalhada. A cena é a abertura de Nine, mas dá para enxergar, no imaginário cinéfilo de todos nós, a figura de Federico Fellini . Tenho uma imensa lacuna como cinéfilo, não vi 8½ (1963). Talvez seja até imperdoável esse crime, mas a verdade é que Nine vai me fazer amenizar isso, pois meu próximo filme a ser visto será 8½ (1963) de Federico Fellini . Quem acompanha o Museu sabe de minha paixão pelo cinema italiano. Eu amo o preto e branco, eu amo as luzes e iluminação, o modo como o cineasta coloca uma imagem num p...