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Mostrando postagens com o rótulo Netflix

O Irlandês

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The Irishman - Martin Scorsese - 2019 (Netflix) Quem matou JFK? Quem matou o Papa João Paulo I? Quem matou Benjamin Siegel? E quem matou Jimmy Hoffa? Essas perguntas sempre estiveram em aberto, muitas teorias, poucos resultados, em comum só o fato de sempre a máfia estar envolvida nelas. A Omertà, código de honra e silêncio siciliano, segundo o livro pizzo - história e administração da máfia , é algo tão enraizado na cultura que foi utilizado pela máfia como método administrativo de manter segredos dos atos fora da lei. Na última vez que Joe Pesci, Martin Scorsese e Robert De Niro estiveram juntos na telona, o Brasil conhecia a internet, o Ebola dizimava populações na África e FHC governava o país em meio a escândalos, como do SIVAM. O mundo e o Brasil mudaram, mas esses três continuam os mesmos, o velho Scorsa rápido, certeiro, musical e usando e abusando da narração de fundo, aqui ele até brinca com essa característica colocando o narrador falando em frente à câmera....

Milada

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Milada - David Mrnka - 2017 (Netflix) O comunismo matou mais de 120 milhões de pessoas no mundo, para se ter uma ideia o nazismo matou cerca de 6 milhões de judeus. E isso em contas posteriores porque é muito difícil obter dados desses regimes, mas hoje, em pleno século 21, convivemos perfeitamente bem com ele, são partidos políticos, um deles inclusive usa o nome, ideologias que seguem o pensamento do doutrinador-fundador Karl Marx, e ícones gráficos como o famoso foice e martelo (imagina ver a suástica - símbolo nazista - nas ruas em camisetas). Hoje, essa aberração chamada comunismo, é uma cultura entre nós, a pessoa nem se julga comunista, mas adquiriu pensamentos e atos comunistas intencionalmente repassados por Gramsci.  Uma das explicações para essa aberração acontecer aqui no Brasil é a ignorância, não temos um Steven Spielberg com A Lista de Schindler (1993) mostrando os campos de concentração e trabalho forçado soviéticos como Kolimá e as gulags. Outra justif...

Big Little Lies

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Big Little Lies - David E. Kelley - HBO (2017) Luzes policiais azuis e vermelhas se misturam num cenário que parece ter sido uma festa. Investigadores por todos os lados e convidados espantados denunciam ter havido algum tipo de crime. Não demora muito para informarem ter encontrado um corpo. Após vários depoimentos rápidos (que se estenderá por toda a série) descobrimos se tratar de uma escola, ao mesmo tempo já somos apresentados à nossas protagonistas, Madeline Mackenzie (Reese Whiterspoon), Jane Chapman (Shailene Woodley) e Celeste Wright (Nicole Kidman). Em comum, mães de meninos de 6 anos colegas de colégio na Otter Bay . Já no primeiro dia de aula, uma professora sem experiência e uma escola sem habilidade criam um ambiente ainda pior que as filas de carro na porta. No meio do pátio, quando todas as crianças já estavam com seus pais para irem embora, a docente acha certo anunciar que uma criança foi agredida, e não satisfeita pede a garotinha apontar o agressor ...

Black Mirror

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Black Mirror - Charlie Brooker - 2011 (Netflix) "Se a tecnologia é uma droga - e parece ser mesmo - então quais são precisamente os efeitos colaterais?" Com essa pergunta o produtor e criador Charlie Brooker justifica sua criação, o suspense tecnológico Black Mirror , novo vício mundial. A série não tem uma continuidade, o tema é o mesmo, mas os atores, cenários e roteiros seguem uma independência. A inteligência permeia todos os filmes através da mão de Brooker em todas as histórias. Sim, podemos chamá-los de filmes visto que possui o tempo de duração de um. Alguns já ganharam status de cult, como o sensacional e doce San Junipero , uma viagem ao tempo dos anos 80 e 90, e o Nosedive , uma crítica a nova sociedade dos likes e que ilustra esse post. Black Mirror é um projeto britânico desenvolvido para a Endemol, a empresa por trás do Big Brother, foi criada em 2011 e produzido 6 capítulos e 1 especial de Natal. Em março desse ano, a Netflix pagou 40 mil...

Melhores 2015

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O ano de 2015 é todo da Netflix. O streaming dominou todos os cinéfilos, é impossível hoje pensar em cinema excluindo ela, para melhorar ainda a situação já confortável, a empresa resolveu fazer filmes! E começou simplesmente com a película do ano. Beasts of no Nation prova, assim como ocorreu com a HBO alguns anos atrás, que uma produtora boa é sinônima de liberal e provocadora. Labirinto de Mentiras é o alemão da vez, mas dirigido por um italiano, mostra o nazismo sob o ponto de vista deles. Ponte de Espiões é o filme que nasceu para ganhar prêmios. Teoria de Tudo nasce de uma história maravilhosa e consegue exceder as expectativas. Mia Madre é a volta de Nanni Moretti aos filmes dramáticos com a sua grafia que consegue dar leveza e ritmo como só ele é capaz. Idris Elba vale por 2, primeiro sua interpretação selvagem no filme Beasts of no Nation , e segundo para homenagear a Netflix.

Beasts of No Nation

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Beasts of No Nation - Cary Fukunaga - Netflix (2015) Eu só quero ser feliz nessa vida. No dia 2 de setembro de 2015, o mundo acordou chocado com a imagem de um garotinho morto numa praia na Turquia. Ele fugia de uma guerra na Síria. A hashtag #KiyiyaVuranInsanlik (humanidade levada com as águas) , inundou o twitter em poucos minutos. Beasts of No Nation é, como diz o nome, apátrida, sem pátria, é uma guerra que acertadamente não define local, mocinhos ou bandidos, aliás, define todos como bandidos, bestas, animais, selvagens. Nas cenas das batalhas ficamos sem saber quem é quem, sem "escolher" um lado para "torcer", ficamos perdidos, só contemplando onde nós chegamos, ou voltamos. 3 nomes definem a película, o cineasta californiano Cary Fukunaga que rege a história com equilíbrio, arte, mas sem retoques que poderiam glamorizar a guerra, mesmo sem nenhum aspecto documental durante a trama. O excelente menino ganês Abraham Attah, e seu expressivo ...

Narcos

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Narcos - José Padilha - 2015 (Netflix) Ao contar uma piada, a pessoa tenta ao máximo ser engraçado, muitas vezes acontece da piada ser ótima, mas o contador péssimo. Ou, o contrário. Um filme é exatamente assim, por isso a importância tão forte do diretor. José Padilha é um excelente diretor de ação, mas Narcos depende muito mais de outras coisas para contar a incrível história de Pablo Escobar. Ficam de fora da série como um homem devotado a família, aos filhos e, vá lá, a esposa, se transforma num dos maiores vilões da história do mundo. Essa pincelada psicológica, tão característica do cinema de David Fincher , por exemplo, é nula para o cineasta brasileiro. Se em Tropa de Elite ele se especializou em cenas de torturas e violência, em Narcos ele se diverte - até o "põe no saco" do Cap. Nascimento, é traduzido pro " poner en la bolsa ". Também se peca por uma câmera medrosa e arredia nas cenas mais chocantes, parece que ao ver o que se a...

Garota Exemplar

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Gone Girl – David Fincher – 2014 (Cinemas) No quinto aniversário de casamento a escritora Amy (Rosamund Pike), esposa de Nick (Ben Affleck), desaparece deixando pequenas marcas de sangue na casa do casal. As atitudes suspeitas do marido o fazem o principal suspeito. Logo na primeira cena Nick narra com detalhes: “ Às vezes gostaria de cortar o crânio de minha esposa, separar delicadamente cada pedaço de seu cérebro, e entender o que passa em sua cabeça ”. Após exatos 5 meses de sumiço, eis que surge um filme digno de comentário, acredite, foram 5 meses de hibernação artística no mundo cinematográfico, e um pouco de preguiça e procrastinação de minha parte. Coincidentemente volto a falar de um filme do último diretor que comentei aqui, e novamente irei recorrer a uma frase que usei: David Fincher , um expert em tratar da psique humana. Em Garota Exemplar Fincher disseca o marido suspeito que só quer ser educado, a esposa exemplar e garota perfeita, a detetive que n...