12 janeiro 2018

Melhores 2017

2017 foi um ano atípico para o cinema. Enquanto que para hollywood o ano ainda não terminou com denúncias de assédio, no cinema mundial poucas produções chamaram a atenção, uma delas estará em nossa lista. O festival de cannes continua sendo o principal holofote para filmes de fora dos EUA, duas películas que passaram por lá entraram em nossa relação. E por último outros dois filmes norte-americanos, um de uma lenda viva e outro de um cineasta que se encaminha nessa direção, finalizam nossos melhores de 2017.

Silêncio de Martin Scorsese apaga um pouco as características do diretor para nos contar uma história forte, real e sem lados. Uma aula de como transmitir uma verdade sem tomar partido, os professores "engajados" deveriam tomar nota.

Dunkirk de Christopher Nolan tem as mesmas características, é também um documento histórico. A ressalva é que Nolan parece cada vez mais impor seu estilo sem cair na armadilha de ser maior que a história que vai contar.

A Criada de Chan-wook Park é uma obra de detalhes, desde sua adaptação de um livro ocidental para a cultura oriental, às suas imagens e iconografia que parecem reviver um aspecto maravilhoso do cinema do oriente.

O Cidadão Ilustre de Gastón Duprat e Mariano Cohn foi o burburinho do ano, uma produção que alçou voo exclusivamente por causa de seus admiradores. Tem muitos aspectos do cinema argentino, a exceção de Ricardo Darín.

Toni Erdmann de Maren Ade é o filme de 2017. Cru, direto, objetivo, com performances que parecem ocorrer ao nosso lado, misturando humor, seriedade, crítica social sem ser chata ou apontando o dedo, Maren Ade também é a personalidade do ano. Que cineasta! 

Um comentário:

Kamila Azevedo disse...

Cassiano, dos filmes que você destaca, só assisti a "Silêncio" e "Dunkirk", dois longas belíssimos. "Silêncio", inclusive, está na minha lista de melhores filmes do ano!