05 maio 2011

Michael Haneke


“É um dever da arte formular perguntas, não de fornecer respostas. E se você quiser uma resposta clara, eu ignoro”.

O trânsito caótico prevê-se o acontecimento de algo grave. Uma aglomeração ao lado de dois carros aparentemente batidos é a explicação. Em frente aos automóveis, duas senhoras discutem e se empurram, alguns curiosos apenas olham, 2 transeuntes tentam acalmá-las afastando-as uma da outra. O desfecho é quase certo e é por isso que tanta gente está ali. Num momento de distração dos fortes rapazes, as duas velhas se engalfinham rolando pelo chão.

A violência é inerente ao homem. Ela é uma ferramenta de educação. É um instinto animal que nós, apesar de termos inteligência, possuímos. A violência atraí nossos olhares, a violência nos é instintiva.

O psicólogo e filósofo Michael Haneke é professor na Academia de Cinema de Viena, na Áustria, onde leciona duas vezes por semana e reside com sua esposa Susanne, com quem tem 4 filhos. Nascido em Munique na Alemanha em 23 de março de 1942, filho do ator e diretor alemão Fritz Haneke e da atriz Beatrix Degenschild, Michael começou no cinema como crítico e depois editor e dramaturgo de televisão. Em 1973 dirigiu seu primeiro filme para TV chamado ...Und was Kommt Danach?

Suas películas trazem a violência como trama principal. Câmeras estáticas e cortes abruptos usando fundo preto são marcas de seu cinema. Sua grife emprega o suspense de forma a adiar a iminência de uma tragédia, também faz do espectador uma vítima cooptando-o a julgar os envolvidos.

Haneke é o mais novo membro da sala vip do museu. Na sua retrospectiva farão parte os filmes: O Castelo (1997), Violência Gratuita (1997), Código Desconhecido (2000), A Professora de Piano (2001), Caché (2005) Violência Gratuita U.S (2007), A Fita Branca (2009) e Amour (2012).

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3 comentários:

cinefilapornatureza disse...

Só assisti a três filmes dele: "Caché", o remake de "Violência Gratuita" e "A Fita Branca", que é justamente aquele que eu gosto mais.

Victor Nassar disse...

Só vi um único filme dele, "Caché", que por sinal, acho demais interessante. Mas definitivamente é pra poucos, e em momentos muito específicos. Hoje preciso me preparar pra assistir um filme dele, não dá pra ser por impulso.

E uma curiosidade: ele fez 2 filmes diferentes chamados Violência Gratuita? Remake dele mesmo? Continuação? Só mesma temática?

Abs!

Museu do Cinema disse...

Kamila, tá uma bela seleção, indico URGENTE A Professora de Piano para vc!

Victor, Violência Gratuita é remake dele mesmo, ou adaptação da obra alemã para os preguiçosos norte-americanos q não gostam de legendas.