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Mostrando postagens com o rótulo conservadorismo

Denzel Washington traz a vida um filme que recoloca o Livro Sagrado no Altar da Civilização

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The Book of Eli - Os Irmãos Hughes - 2010 (streaming) A alta-cultura ocidental, a filosofia greco-romana, a arte sagrada de grandes artistas e a fé judaico-cristã formam o alicerce da nossa humanização. Se dela nos afastarmos, desumanizamo-nos irremediavelmente. Isso explica toda a crise da civilização moderna, cada dia mais longe da Igreja e exposta a uma arte dúbia e perigosa. A alta-cultura ocidental é uma criação do cristianismo: Dante, Shakespeare, Bach, Tintoretto, Da Vinci... Escolas, universidades, hospitais, inquéritos (vindo da inquisição, erroneamente nos ensinado) enfim, nossa sociedade é baseada nisso. O Livro de Eli é uma fábula que aponta o nosso afastamento disso. Num futuro apocalíptico, Eli (Denzel Washington) carrega um livro importantíssimo, algo lhe diz que deve atravessar o deserto que a terra se encontra, indo a Oeste levar essa publicação. Nesse caminho ele para numa cidade governada pelo Ditador Carnegie (Gary Oldman), cujo objetivo é encontrar um...

A Mula

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The Mule - Clint Eastwood - 2018 (Cinemas) Em pouco mais de 5 minutos, o cineasta Clint Eastwood apresenta Earl Stone (o próprio Clint), um horticultor dedicado, mas que negligência a própria família e não percebe a importante mudança no mercado de flores - a internet. 12 anos depois, falido e sem parentes, tudo que lhe resta é a neta, que ainda acredita nele. O filme é baseado na história verídica de Leo Sharp, um veterano da II Guerra que se tornou, aos 80 anos, o mais velho, e produtiva "mula" (o atravessador da droga), para o tráfico nas fronteiras norte-americanas. Um artigo escrito no jornal The New York Times por Sam Dolnick serviu de base pro sensacional roteiro de Nick Schenk, que já tinha trabalhado com o diretor em Gran Torino (2008). Aos 88 anos, Clint Eastwood nos presenteia com sua capacidade de contar uma história com seu conservadorismo característico. Bradley Cooper, que interpreta um policial, parece querer ser seu pupilo, a afinidade entr...

Amistad

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Amistad - Steven Spielberg - 1997 Nos deixem livres! Grita Cinque - ao som da soberba melodia principal de John Williams - se levantando com dificuldade, cheio de correntes, dos bancos dos réus onde se encontra amarrado a mais 41 conterrâneos depois de uma rebelião no barco La Amistad onde se encontravam amarrados nos porões. As pessoas que lotam o fórum ficam estupefatos. A liberdade que Cinque implora vai muito além daquelas algemas em seus pulsos e tornozelos. O seu grito ainda ecoa no século 21, quase 200 anos depois. A verdadeira liberdade se estende a verdade sufocada, ao livre pensamento, as amarras ideológicas, ela ultrapassa a barreira do corpo. A história da humanidade, tão escrita e reescrita de acordo com a ideologia do autor, é rica em detalhes. Esse quebra-cabeças em busca da verdade deve passar pelos detalhes, o usurpador não se preocupa com eles. A escravidão é uma delas, todas as nações passaram ou ainda passam por isso. Nativos escraviza refugiados em troc...

15h17 para Paris

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15:17 To Paris - Clint Eastwood - 2018 (Cinemas) "Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde há ofensa, que eu leve o perdão. Onde há discórdia, que eu leve a união. Onde há dúvida, que eu leve a fé. Onde há erro, que eu leve a verdade. Onde há desespero, que eu leve a esperança. Onde há tristeza, que eu leve a alegria. Onde há trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido; amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna." Na oração da paz de São Francisco de Assis ele pede a Deus que o transforme num objeto de sua paz. Essa era a oração que Spencer Stone rezava quando criança, era nela que ele buscava a tranquilidade quando as coisas saiam errado na sua vida. É baseada neste oração que o cineasta e lenda viva do cinema, Clint Eastwood , dita o ritmo de seu fil...

A Força do Destino

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An Officer and a Gentleman - Taylor Hackford - 1982 (DVD) Somente duas coisas vem de Oklahoma corno e viado. Qual dos dois é você? Não tô vendo chifre então deve ser viado. Na década de 80 os jovens se comportavam com as regras que as mídias espalhavam. Era o auge do rock, das drogas e do hippie, e claro do sexo livre. Impor limites de direitos, colocar disciplina, ditar rotina e uma linha de conduta baseada na ética, na competitividade, na meritocracia e no estudo parecia coisa da era medieval. Sargento Emil Foley (Louis Gossett Jr.) é o Officer do título, mas também pode ser o Gentleman, é o responsável em treinar os novos pilotos da aeronáutica. Zack Mayo (Richard Gere) é um jovem abandonado pelo pai e orfão de mãe que enxerga no exército sua única chance de ser alguém na vida. Ele é o Gentleman, mas também poderá ser o Officer. O titulo original traz essa ambiguidade que foi ignorada por nossos tradutores. Enxergar em ambas personagens o oficial, e o cavalheiro é...

O Destino de uma Nação

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Darkest Hour - Joe Wright - 2017 (Cinemas) Após discutir com um amigo parlamentar sobre a escolha do novo primeiro ministro, o Rei George VI (Ben Mendelsohn - extraordinário no papel) recebe no palácio o novo chefe da nação inglesa. Um pouco antes da hora marcada, Winston Churchill (Gary Oldman) é anunciado para o Monarca. A figura do político logo se sobressai e o Rei tenta marcar uma reunião semanal com seu novo primeiro ministro como é praxe. Às 16hs então? Não. A essa hora estou dormindo. George, encabulado, pergunta: E pode? Não, mas é necessário. Responde Churchill. A figura roliça, sempre com um charuto, poucos e ralos cabelos, branco, parecido com um bebê, rabugento, piadista, que acorda tomando um uísque, almoça com champagne e janta com um vinho não atrai a mínima confiança sobre sua pessoa, muitas vezes parece bêbado, e, em certos momentos, perdido, mas, arrisco-me a dizer, é o maior estadista que o mundo já conheceu. Há uma máxima entre o funcionalismo públic...

Parábola do Mês

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Quando Benjamim Franklin deixou o salão da independência, logo após o segundo esboço, ele foi parado por uma mulher na rua. A mulher disse: Sr. Franklin, que espécie de governo o senhor nos legou? Franklin disse: Uma república, senhora. Se puderem mantê-la, a responsabilidade de um país não está nas mãos de uns poucos privilegiados. Nós temos força. Somos livre da tirania na medida em que cada um de nós lembra do seu dever como cidadão. Seja para relatar um buraco no asfalto da sua rua ou mentiras no discurso do Estado da União, denunciem! Façam aquelas perguntas. Exijam a verdade. A democracia não vem sem esforços. Estou aqui para lhe dizer isso. Mas é aqui que moramos. E se fizermos nosso trabalho, é aqui que nossos filhos irão morar. Deus abençoe a América. * Extraída do filme Jogo do Poder (2010) de Doug Liman , interpretada por Sean Penn. (Disponível em DVD) Inspirado pela parábola e um e-mail recebido do educador Jorge Portugal, proponho aos leitores passar um e-...

Gran Torino

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Gran Torino – Clint Eastwood – 2008 (Cinemas) Silêncio na igreja lotada. O sermão do Padre é pausado e ritmado. Todos parecem prestar atenção a ele. Porém ruídos podem ser ouvidos. Crianças conversam e riem. Close no rosto de Walt Kowalski. Vá por mim, você não gostaria nunca de receber esse olhar. É o funeral de sua amada esposa, e as crianças são seus netos. Walt é um cara bacana. Seu melhor amigo é o barbeiro, aquele filho da puta. Seus novos vizinhos são chinas, e estão poluindo o bairro todo trazendo suas parentadas. Walt tem orgulho do seu país e por isso há uma bandeira hasteada em sua casa. Ele foi combatente da guerra do Vietnã, lutou e matou por sua pátria. Walt era funcionário da Ford e com orgulho guarda em sua garagem uma relíquia, o Gran Torino 1972. Ele guarda uma qualidade rara, talvez até em desuso hoje em dia. Walt Kowalski, guarde isso, é integro e conservador. Em poucos minutos de filme sabemos quem é Walt. Ele é uma espécie de Dirty Harry velho e doente, che...