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Mostrando postagens com o rótulo Terrence Malick

Azul é a cor mais Quente

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La Vie d’Adele – Abdellatif Kechiche – 2013 (Cinemas) Eu sempre penso na cultura francesa como a maior inimiga da cultura norte-americana, e vice-versa. Alguns fatos corroboram para essa opinião, mas é no cinema o maior termômetro dessa disputa silenciosa. O cinema francês é autoral, realista, verborrágico e crítico, enquanto o estadunidense é industrial, ficcional, corporal e leve, os que fogem do estilo de Hollywood são inspirados pelo cinema da terra da bastilha: Martin Scorsese , Quentin Tarantino , Terrence Malick , entre outros, com exceção de um nome. Steven Spielberg É dele a chancela desse filme francês vencedor da palma de ouro desse ano. A vida de Adele do titulo original, é baseado no quadrinho Azul é a cor mais Quente de Julie Maroh, já lançado no Brasil. Discorre sobre a vida da adolescente Adele (Adèle Exarchopoulos) e sua descoberta da sexualidade. O filme é apresentado como tendo 2 volumes e possui quase 3 horas de duração, o que acaba perdendo o foc...

Além da Linha Vermelha

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The Thin Red Line – Terrence Malick – 1998 (DVD) Talvez a maior característica, o maior elemento da grife do cinema de Terrence Malick seja a narração em off, é também o mote principal usado por seus detratores que o acusam de pretensioso e soberbo.    O que significa esse conflito dentro da própria natureza? Porque a natureza se rivaliza consigo mesma? A terra combatendo o mar? Existe uma força vingadora na natureza? Não uma força, mas duas?    Os 10 primeiros minutos do filme de Malick são essenciais para ser transportado a Além da Linha Vermelha . Tudo começa com um ameaçador jacaré entrando na água ao som de trilha (clássica) de suspense, ai vem à frase que ilustra esse post, e então somos apresentados a um lugar paradisíaco onde as crianças só brigam quando brincam. É quando entra a voz do protagonista teorizando sobre vida após a morte, ele diz que a calma na hora da morte é que nos leva a imortalidade.    Simples, mas genial. ...

Dias de Paraíso

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Days of Heaven – Terrence Malick – 1978 (DVD) Eles diziam a todo mundo que eram irmãos. O meu irmão não queria que ninguém soubesse. Sabem como são as pessoas. Conta-lhes algo e põem-se a falar. Há uma verdade na natureza que diz que toda catástrofe trará o reconforto da bonança. Os Dias de Paraíso , no maravilhoso imaginário mundo de Terrence Malick são o prenúncio de desastres vindouros. O segundo filme do cineasta, uma obra-prima festejada, é o anúncio do surgimento de uma grife estacionada nos Alpes dos gênios da sétima arte. Marca que já dava mostras de sua potencialidade no seu primogênito, Terra de Ninguém (1973). Um dos grandes acertos do filme é o trabalho de Nestor Almendros, diretor de fotografia que ficou cego durante a produção e usava polaróides, e o auxilio de óculos, para estudar as cenas e acabou criando imagens irretocáveis escolhendo apenas dois períodos do dia para filmar, a aurora e o crepúsculo, a chamada hora mágica da fotografia. Foi Almen...

Terrence Malick

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Uma lagoa recebe os primeiros raios de sol de uma manhã ainda nublada. Cercada de árvores a água lentamente reflete a natureza que a cerca, e dança devagar ao som dos pássaros. Uma voz cansada, ritmada e afirmativa é ouvida em off: “ Em que momento passamos a dar mais valor ao mundano? ”. A voz se cala enquanto a paisagem muda para um cavalo negro galopando num campo verde, a câmera lenta segue os passos do animal tirando-lhe a pressa. Novamente a voz: “ Quando nos tornamos cínicos e frios para toda essa poesia? ” Aos 36 anos Terrence Malick tinha o mundo do cinema aos seus pés; Foi laureado em 1979 com a palma de ouro do festival de cannes como melhor diretor por seu segundo filme, Dias de Paraíso (1978) – sendo que o primeiro foi totalmente independente. E estava contratado pela Paramount para dirigir um filme grandioso sobre a vida que se chamava Q . Foi nesse momento que Malick se isolou, sumiu, abandonou o cinema e se refugiou em Paris, recluso. Nascido em 30 ...

Melhores 2011

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Enfim chegou o dia de escolhermos os melhores filmes do ano que passou. Um ano sem muitas surpresas é verdade, mas que deixou, a meu ver, um legado sem precedentes para a história do cinema. Dito isso, vamos às escolhas: Em março Juliette Binoche aportou nos cinemas com o drama criativo Cópia Fiel (2010), uma belíssima história de amor filmada de uma maneira original e inovadora. Logo em janeiro fomos surpreendidos por mais uma obra-prima dos irmãos Coen . Usufruindo do período mais sensacional de suas carreiras, Bravura Indômita (2010) é um filmão que soube envelhecer, aliás como a maioria dos filmes dos cineastas. Novembro trouxe um garotinho que só queria ser amado pelo pai, e por isso acabou sendo taxado de problemático, mas não espere lágrimas desse drama. O Garoto da Bicicleta (2011) dos irmãos Dardenne , conquistou Cannes e o mundo, e o Museu também. Já em dezembro, com o ano já para terminar, eis que surge um dos cineastas favoritos desse blog com um filme que...

A Árvore da Vida

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The Tree of Life – Terrence Malick – 2011 (Cinemas em 3D) Onde estavas quando eu lançava os fundamentos da Terra, quando as estrelas da manhã cantaram juntas, e todos os filhos de Deus gritavam de alegria? Jô 38:4,7 A árvore da vida representa o caráter cíclico da evolução. Vida, morte e regeneração. O elemento da árvore que mergulha no solo para fincar raízes enquanto que seus ramos buscam o alto é a representação da relação entre o céu e a terra. Para os egípcios a árvore significava a união entre vida e morte. Não sei o que lhes dizer sobre A Árvore da Vida , pensei em compará-lo com Avatar , já que se trata do mesmo tema, mostrando a Cameron como se faz um filme sobre a natureza em 3D sendo pessoal e artístico – e sem precisar usar aqueles ridículos óculos de adolescente. Pensei em contar algumas cenas, como a do dinossauro que vê outra espécie caída, mas sai sem fazer nada. E pensei em traduzir a ópera Lacrimosa, de Zbigniew Preisner, um dos pontos emocionantes da p...