15 outubro 2012

Além da Linha Vermelha

The Thin Red Line – Terrence Malick – 1998 (DVD)
 
Talvez a maior característica, o maior elemento da grife do cinema de Terrence Malick seja a narração em off, é também o mote principal usado por seus detratores que o acusam de pretensioso e soberbo.
  
O que significa esse conflito dentro da própria natureza? Porque a natureza se rivaliza consigo mesma? A terra combatendo o mar? Existe uma força vingadora na natureza? Não uma força, mas duas?
  
Os 10 primeiros minutos do filme de Malick são essenciais para ser transportado a Além da Linha Vermelha. Tudo começa com um ameaçador jacaré entrando na água ao som de trilha (clássica) de suspense, ai vem à frase que ilustra esse post, e então somos apresentados a um lugar paradisíaco onde as crianças só brigam quando brincam. É quando entra a voz do protagonista teorizando sobre vida após a morte, ele diz que a calma na hora da morte é que nos leva a imortalidade.
  
Simples, mas genial.
  
Além da Linha Vermelha tem tudo que um filme de guerra produz, todos os clichês que são dogmas hollywoodianos deste gênero você encontrará aqui. A diferença, e que transforma o filme, é Terrence Malick. A forma como o cineasta nos mostra o paraíso com a mesma tinta que nos mostra o inferno pode parecer piegas, mas na verdade é sublime, beira o transcendentalismo.
  
O ex-presidente norte-americano Richard Nixon, em seu discurso de renuncia, divagava: “...pois somente quem esteve no mais profundo do vales poderá conhecer a magnificência de estar na mais alta das montanhas”. No filme o soldado desertor interpretado por Jim Cavaziel parece carregar consigo essa frase.
  
Não posso deixar de comentar a perfeição da trilha sonora assinada por Hans Zimmer em parceria com The Melanesian Choirs. Essencial, arrebatadora e integrada a cada milímetro de filme é daquelas trilhas que se imortalizou na história do cinema.

2 comentários:

Kamila disse...

Pra mim, "Além da Linha Vermelha" é o melhor filme de guerra produzido pelo cinema. Amo a forma como Malick aborda, na realidade, a ausência da guerra, na medida em que enfoca o relacionamento dos soldados com as pessoas dos vilarejos e das aldeias nas quais eles procuravam abrigo longe do conflito. São cenas puramente poéticas e que são o puro estilo Malick de filmar.

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Parabéns pelas postagens,pois estou entendendo um pouco sobre cinema,filmes,filmagens,trilha sonora e outros....Belíssimo trabalho.Abraço!