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Mostrando postagens de abril, 2011

Boardwalk Empire

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Boardwalk Empire – Terence Winter – 2009 (HBO) Como se chama um irlandês que não xinga? Mudo. Como se chama um irlandês que não bebe? Cadáver. Como se chama um irlandês de Atlantic City? Não importa, você chama de irlandês. A principal atração dessa série foi à direção do primeiro episódio por Martin Scorsese , mas quer saber? É um ótimo cartão de visita, porém nem é o melhor, nem o mais bem dirigido dos episódios que compõem essa primeira temporada. A principal atração é sem dúvida Steve Buscemi, sua interpretação do mafioso irlandês, titular do tesouro de Atlantic City que passa a se envolver com bebidas durante a lei seca é digna de Oscar para ser aplaudido de pé. Centrado nessa trama e nesse incrível ator, Boardwalk é um Família Soprano (1999) levado ao império do calçadão (o nome da série) da cidade do jogo norte-americana da década de 20. No melhor estilo de filmes de máfia, que se baseia em um personagem real e vai incrementando o roteiro com liberdade artí...

Ricky

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Ricky – François Ozon – 2009 (Cinemas) Na primeira cena do filme a câmera em close mostra o desespero da protagonista. Uma francesa abandonada pelo companheiro espanhol, doente e com dois filhos para criar, ela conversa com uma assistente social, quer dinheiro e ajuda para criar seu bebê, que chora o tempo todo. Ricky é o bebê que todas as mães queriam. É um anjo. Seus pais, que se conheceram na fábrica onde trabalham, ainda estão no começo do relacionamento, mas a presença de Ricky pode significar muitas descobertas para o casal. A mãe Katie (Alexandra Lamy) já tem uma filha, adorável por sinal, o pai Paco (Sergi López) parece ser um sujeito legal, até Ricky aparecer com alguns hematomas nas costas e viver chorando. François Ozón , um dos cineastas preferidos do Museu, é um manipulador. Assim como Stanley Kubrick ele vaga por vários gêneros cinematográficos, valendo-se de sua cultura cinéfila e de sua inquieta criatividade, Ricky é sua primeira fábula, e é uma das mai...

Bossypants

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Bossypants – Tina Fey – 2011 (Livro) Seja bem vindo amigo, Parabéns pela compra desse exemplar genuinamente norte-americano. Cada componente desse livro foi selecionado para lhe oferecer o máximo em performance, do que você precisa para ler. Tina Fey é da nova safra de comediantes norte-americanos, não sou muito fã dela, acho que das 10 piadas que faz, 3 são engraçadas, mas é inegável seu talento como atriz e seu carisma. Bossypants é uma compilação de textos sobre sua infância, do tempo em que trabalhava no Saturday Night Live (uma espécie de Zorra Total estadunidense), e os dias atuais como produtora e atriz de 30 Rock. Por enquanto o livro só foi lançado nos EUA, podendo ser comprado pela amazon.

Mad Men

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Mad Men – Matthew Weiner – 2007 (HBO) MAD MEN FOI UM TERMO CRIADO NO FINAL DOS ANOS 50 PARA DESCREVER OS EXECUTIVOS DE PROPAGANDA DA AVENIDA MADISON. ELES QUE CRIARAM. Com essa história bem esquisita se inicia a série de TV Mad Men , que se centra na vida do publicitário nova iorquino Donald Draper (Jon Hamm), um grande executivo de criação da agência Sterling Cooper, nos anos 60. A série, gerada por Matthew Weiner , e que chamou a atenção de David Chase , criador de Família Soprano (1999), usa histórias verídicas alterando um pouco a verdade, expediente comum em roteiros sobre a máfia. Chase, claro, recorreu a Weiner para co-escrever a série sobre Tony Soprano, e Mad Men foi colocada na gaveta até o final de Sopranos, a melhor série norte-americana já produzida. Mad Men reconstrói uma NY de 1960 com riqueza de detalhes de figurino, cenários e costumes, e abusando das questões raciais, do papel da mulher na sociedade, foi aqui que revelou as maravilhosas e lindas...

Sidney Lumet

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Attica! Attica! Attica! Estou louco como o diabo e não vou mais aguentar isso! "Todo grande trabalho está preparando você para um acidente que venha a acontecer". Da carreira de Lumet, só me lembro dos grandes trabalhos: 12 Homens e 1 Sentença (1957) Um Dia de Cão (1975) Rede de Intrigas (1976) Find me Guilty - Sob Suspeita (2006) Antes que o Diabo saiba que você está Morto (2007) Sidney Lumet , 1924 – 2011.

Um Sonho de Amor

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Io Sonno l’amore – Luca Guadagnino – 2009 (Cinemas) Na ária La Mamma Morta da ópera Andrea Chénier de 1896, composta por Umberto Giordano, o ápice dela mostra a protagonista, Maddalena di Coigny cantando: Eu sou o amor (Io Sonno l’amore) e um anjo se aproximou com um beijo, o beijo da morte. Amparado na belíssima fotografia do francês Yorick Le Saux, Luca Guadagnino mostra-se um excelente cineasta para criar um clima de suspense para um evento que virá acontecer, nos deixando na expectativa, mas com aquela sensação de esperar pelo pior. Ele já havia feito isso no bom 100 Escovadas antes de Dormir (2005). A atriz inglesa Tilda Swinton aprendeu italiano e russo para compor sua personagem, uma mulher russa casada com um italiano industrial milionário na virada do século em Milão.