23 outubro 2006

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino

Como chamar Tarantino? Diretor? Cineasta? Cinéfilo? Ele é muito mais do que uma simples descrição. Revolucionário talvez explicasse um pouco, mesmo assim não traduziria de forma correta. Li há algum tempo algo como “memória de elefante”, o que é verdade e deriva do seu lado cinéfilo e ex-funcionário de locadora de vídeo. Armazenou em sua cabeça os títulos que consumia diariamente, de Godard, a quem homenageou com o titulo de sua produtora A Band Apart, baseado no filme Bande à part (1964), a diretores de filme B como John Waters, passando por Jack Hill e sua blaxploitaton.

Quentin Jerome Tarantino, nasceu em 1963, em Knoxville. Sua vida cinematográfica começou em 1984, na locadora Video Archives. Hoje é considerado tanto pela crítica quanto pelo público. Com 7 longas-metragens no currículo, alguns roteiros e produções executivas, Tarantino gosta também de atuar. Aliás, sua estréia no cinema propriamente dito foi como ator de TV, mas sua performance é no máximo engraçada, devido a sua característica verborrágica.

Volto a Tarantino porque fiquei devendo um post quando fiz a revisita em seus filmes, Cães de Aluguel (1992), Pulp Fiction (1994), Grande Hotel (1995), Jackie Brown (1997), Kill Bill Vol. 1 (2003) e Kill Bill Vol. 2 (2004), Bastardos Inglórios (2009), Django Livre (2012), Os Oito Odiados (2015). Também para inaugurar a sessão SALA VIP, nos links ai ao lado, com os diretores que já comentei aqui no blog, porém não serão apenas diretores nessa sala.

Finalizando deixo vocês com a lista dos 10 mais do próprio Quentin: 1. Três Homens em Conflito (1966) – Sergio Leone, 2. Rio Bravo (1959) – Howard Hawks, 3. Taxi Driver (1976) – Martin Scorsese, 4. Jejum de Amor (1940) – Howard Hawks, 5. Rolling Thunder (1977) – John Flynn, 6. Muito Riso e Muita Alegria (1981) – Peter Bogdanovich, 7. A Grande Escapada (1963) – John Sturges, 8. Carrie – A Estranha (1976) – Brian De Palma, 9. Coffy (1973) – Jack Hill e 10. Jovens, Loucos e Rebeldes (1993) – Richard Linklater.

10 comentários:

Kamila disse...

Realmente, Cassiano, não existe uma forma correta para classificarmos ou descrevermos Quentin Tarantino. Talvez, “memória de elefante” seja realmente o que mais se aproxima dele. Seus filmes seguem muito bem essa personalidade “verborrágica” dele – basta ver uma entrevista dele, para notar que ele começa falando de uma coisa e termina falando de outra completamente diferente. Assim são os seus filmes. Tudo bem, eles têm uma linha mestra de narração, mas se perdem (não uso essa palavra de maneira negativa, e sim positiva) no meio das tantas referências de vida e de cinema que o Quentin tem. Eu sou fã dele, da personalidade dele. Dos seus filmes, gosto mais de uns do que de outros (já falei aqui o quanto odeio “Grande Hotel”).

Museu do Cinema disse...

Kamila, talvez vc não goste do filme Grande Hotel, mas curta o segmento de Tarantino.

antônio josé disse...

tarantino é daqueles raros diretores que a cada novo filme parece se reinventar e não seguir fórmulas. eu sou fã dele.

a sala vip tá prá lá de vip. o único senão é sam mendes, como sei que gosta dele...

Museu do Cinema disse...

Sam Mendes é muito mais do que apenas meu gosto pessoal Antônio.

Em sua curte filmografia podemos destacar dois excelentes filmes.

Túlio Moreira disse...

Que tal chamá-lo de "o autor de Kill Bill vols. 1 e 2 e Jackie Brown, assim como Hitchcock é "o autor de Rear Windown e Vertigo?

Museu do Cinema disse...

É pouco para o autor também de Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Do mesmo modo que Hitchcock é pouco para Janela Indiscreta e Vertigo, temos Psicose, Os Passaros e o sensacional Disque M para Matar

Túlio Moreira disse...

realmente. Tenho um carinho especial por Disque M Para Matar, acho o filme uma obra-prima, apesar de muitos críticos o considerarem menor. Do mesmo jeito, Jackie Brown, considerado pela "crítica" como um deslize, e para mim um delicioso prazer cinematográfico.

Museu do Cinema disse...

Nisso concordamos inteiramente Túlio.

Tanto Jackie quanto Disque M são dois filmazassos.

Ramon Scheidemantel disse...

Também gostei de Jackie Brown. Assistir a mesma cena, observada pelo olhar de personagens diferentes, foi gratificante.
Já sobre o Grande Hotel, concordo com a Kamila. Não gostei!

O trabalho de Quentin é realmente único, apesar de alguns filmes carecerem de algo mais profundo no quesito filosófico. São obras que têm sua arte baseadas em técnicas cinematográficas.
Acho que falta na filmografia do Tarantino, mais alguns filmes como Assassinos por Natureza (ele escreveu a história, não o roteiro), que apesar de toda inovação técnica, tem um conteúdo moral bastante interessante.

Ah, o Grind House, que está por vir, não está gerando grande expectativa de minha parte. Acredito que o filme esteja funcionando como uma válvula de escapa para todo sadismo do cineasta.
Vamos ter que pagar pra ver!

João Danilo disse...

Tarantino talvez seja o diretor de cinema mais popular que exista.Quando se fala em Ingmar Bergman,Frederico Felini,Luis Buñel,Fritz Lang,Robert Bresson,François Truffaut,entre muitos outros mestres do cinema,é raro que o grande público,a massa realmente,saiba de quem se trata.Já com o Tarantino é diferente,muitos poucos não estão familiarizados com esse nome,e para esses basta falar Kill Bill que se recordam do filme da noiva vingadora e lembram quem é Quentin Tarantino.Eu mesmo sou um grande fã,e embora jovem(do alto de meus 16 anos hehehe)seus filmes são bons conhecidos meus.Me lembro bem de quando vi Pulp Fiction pela primeira vez,depois de ter crescido escutando o CD da trilha sonora que a minha mãe tinha.Acho que é por isso que Tarantino é tão popular,seus filmes são fáceis de apreciar.