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Dentro da Casa

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Dans La Maison – François Ozon – 2012 (Cinemas) Meu último fim de semana Claude Garcia No sábado fui estudar na casa do Rafael Artol. Tive essa idéia porque há algum tempo queria entrar em sua casa. No verão, todas as tardes, ia ao parque olhar sua casa sentado em um banco. Mas uma noite, sua mãe quase me viu espiando pela janela da frente. Sexta-feita, aproveitando que o Rafa tinha ido mal em matemática, lhe propus ajuda nos trabalhos e exercícios. Claro, era apenas um pretexto, que aceito, se daria em sua casa porque moro em um bairro onde o Rafa nunca irá pisar. Às 11hs apertei a campainha e a casa se abriu para mim, finalmente. Segui Rafa até seu quarto, que era exatamente como eu imaginava, deixei-o ocupado com um problema de trigonometria e com a desculpa de buscar uma coca, explorei a casa, essa casa onde eu estava após ter-me imaginado tantas vezes em seu interior. Ela é muito maior do que eu pensava. A minha caberia dentro 4 vezes, tudo é limpo e muito ar...

Potiche

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Potiche – François Ozón – 2010 (Cinemas) Com o lançamento de Potiche , o cineasta francês François Ozón tem agora em sua filmografia todas as décadas de destaque da história do cinema revisitadas. Se eu já havia afirmado que Ozón adora transitar em várias gêneros cinematográficos – Potiche é uma comédia estilizada aos anos 50 – isso também pode ser transportado para épocas diferentes. Suprimindo sua caligrafia e dando tons do ano a que evoca, o diretor resolveu adaptar uma peça de teatro retocando com feminismo atual. A intenção é clara de mostrar como ainda vivemos num mundo machista, apesar das evidentes evoluções. Potiche, bibelô, vaso ornamental em francês, é como se sente a Sra. Pujol (Catherine Deneuve), herdeira de uma fábrica de guarda-chuvas (má) administrada pelo marido (Fabrice Luchini).

Ricky

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Ricky – François Ozon – 2009 (Cinemas) Na primeira cena do filme a câmera em close mostra o desespero da protagonista. Uma francesa abandonada pelo companheiro espanhol, doente e com dois filhos para criar, ela conversa com uma assistente social, quer dinheiro e ajuda para criar seu bebê, que chora o tempo todo. Ricky é o bebê que todas as mães queriam. É um anjo. Seus pais, que se conheceram na fábrica onde trabalham, ainda estão no começo do relacionamento, mas a presença de Ricky pode significar muitas descobertas para o casal. A mãe Katie (Alexandra Lamy) já tem uma filha, adorável por sinal, o pai Paco (Sergi López) parece ser um sujeito legal, até Ricky aparecer com alguns hematomas nas costas e viver chorando. François Ozón , um dos cineastas preferidos do Museu, é um manipulador. Assim como Stanley Kubrick ele vaga por vários gêneros cinematográficos, valendo-se de sua cultura cinéfila e de sua inquieta criatividade, Ricky é sua primeira fábula, e é uma das mai...