14 outubro 2016

Inferno


Inferno - Ron Howard - 2016 (nos melhores cinemas)

As aventuras do Professor Robert Langdon (Tom Hanks) se transformaram numa espécie de James Bond intelectual, e isso é um elogio. Já posso afirmar que a cinqüentenária franquia do espião mais famoso do mundo ganhou um rival de onde ele menos esperava surgir. Não sei se a estrutura  atual será mantida - Dan Brown publica e o sucesso editorial garante a produção, mas que o estúdio tem em mãos uma fábrica de dinheiro, não resta mais duvidas.

Essa terceira parte, na verdade é o quarto livro, O Símbolo Perdido não ganhou adaptação, se concentra na teoria do bilionário Bertrand Zobrist (Ben Foster) sobre superpopulação mundial, muito bem endossada por sinal, e onde Langdon acorda num hospital em Florença com a memória perdida e sem saber como foi parar ali, até encontrar um mapa codificado com a pintura Mapa do Inferno, de Sandro Botticelli, obra inspirada em A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e então começa a surgir flashbacks explicando tudo.

Dan Brown é um amante das artes, para ele o sagrado está lá, em seus livros isso é mais que evidente, música, dança, pinturas, esculturas e arquitetura, teatro desembocam em sua literatura, a outra arte, e Ron Howard captou isso magistralmente desde O Código Da Vinci (2006). Parece irônico ou óbvio que a sétima arte, o cinema, que talvez seja a que menos o escritor comente, porém a única que consegue abraçar todas as outras, se torne a principal forma de comunicação de suas obras.

Portanto, temos em Inferno um herói, um vilão megalomaníaco, alguns objetos característicos (um relógio por exemplo), uma trilha sonora famosa (a linda melodia de Hans Zimmer), duas personagens femininas que esboçam um affair com nosso protagonista, e seqüências de tirar o fôlego e prender nossa respiração.

Espere, estamos falando de Langdon, Robert Langdon.

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