04 maio 2014

House of Cards

House of Cards – David Fincher – 2013 (Netflix)

Dinheiro é a mansão em Sarasota, que começa a desmoronar depois de 10 anos. Poder é o velho castelo de pedra que resiste ao passar dos séculos. Eu não posso respeitar alguém que não vê a diferença.

O Poderoso Chefão (1972) não é só o melhor filme da humanidade. É o melhor livro, é a melhor fábula, se for transforma-la em uma, e é a melhor analogia para a vida. A disputa por poder é algo que resiste há milênios e nunca irá acabar.

A máfia acabou. Como conhecemos ela, sim. Acabou, claro que ainda haverá eventos isolados onde poderemos enxergar um ou outro sinal dela, porém a estrutura e a luta pelo poder foram transferidos para outro universo. O universo político. O mundo daqueles que recebem nossos votos para terem poder.

Qualquer político que consiga 70 milhões de votos deu de cara com alguém muito maior que ele, muito maior que eu, embora eu odeie admitir.

Capitaneado por David Fincher, um expert em tratar da psique humana, e com total liberdade para adaptar o livro do político britânico Michael Dobbs e que gerou a série televisiva homônima da BBC de Londres, House of Cards se passa nos corredores do congresso norte-americano, mais precisamente nos gabinetes dos congressistas democratas, mais exatamente no gabinete do deputado e líder da maioria Francis Underwood (Kevin Spacey).

Frank, como ele mesmo gosta de ser chamado (é, a relação vai ser íntima entre vocês, pode esperar) é uma espécie de mafioso dentro da lei, aliás, leis que ele mesmo ajudou a fazê-las. Casado com Claire (Robin Wright), com quem tem um relacionamento liberal, Francis tem um único objetivo na vida (lembra da frase do inicio do post? É dele).

House of Cards é o estudo mais sarcástico do jogo do poder. É a diversão de um ator que tem a expressão mais enigmática do cinema, e uma atriz que finalmente mostra todo seu potencial (e até dirige um dos episódios), e um bando de coadjuvantes preparadíssimos pro estrelato. House of Cards é o rasgo da última folha do livro da inocência que nos deram na infância.

Toc. Toc.

2 comentários:

Kamila disse...

Já ouvi falar muito sobre "House of Cards", mas, infelizmente, meu tempo para seriados anda curto demais...

Kamila disse...

Já ouvi falar muito sobre "House of Cards", mas, infelizmente, meu tempo para seriados anda curto demais...