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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

127 Horas

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127 Hours – Danny Boyle – 2010 (Cinemas) 127 Horas nasceu para ser uma obra-prima. A história de determinação e apego à vida de Aaron Ralston, ao contrário do que muita gente pensa, se encaixa perfeitamente nos moldes do cinema. Porém Boyle transformou-o apenas num filme medíocre. O cineasta até começa bem, a metade inicial parece nos dar a sensação de que algo maior virá, algum pensamento, algum toque divino irá transformar aquela previsível jornada. Afinal de contas todos nós já sabemos o final. Mas Danny Boyle , outra vez, prefere os louros do dinheiro. A segunda metade da película parece até um grande videoclipe dessas novas bandas de rock norte-americanas. Ai só nos resta apreciar a ótima interpretação de James Franco.

Parábola do Mês

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Sabe qual o melhor roteiro de hollywood. Top Gun. É sobre a luta de um homem contra seu próprio homossexualismo. Você tem Maverick. Ele está no limite. Ele está bem no meio. E você tem Iceman e toda sua turma. Eles são gays. Eles representam os homens gays. E eles ficam dizendo, venha pro lado gay. Kelly McGillis é a parte heterossexual do filme, ela diz: “seja normal. Siga as regras.” E eles dizem: “Não. Siga o lado gay. Seja gay”. É o que acontece durante todo o filme. Então Maverick vai à casa de Kelly McGillis. Parece que vão transar, ele toma um banho. Não transam, ele pega a moto e vai embora. Ela diz: “Que porra é essa?” Na cena seguinte você a vê no elevador vestida como um homem. Ela está de boné, óculos de aviador e usando a mesma jaqueta que Iceman usa. Ela pensa: “É assim que vou ganhá-lo. Ele está indo pro lado gay. Preciso trazê-lo de volta do lado gay. Então vou me vestir como um homem. Mas no fim do filme é a batalha contra os MIG que foi quando ele passou pro lado g...

O Discurso do Rei

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The King’s Speech – Tom Hooper – 2010 (Cinemas) Só mesmo os britânicos para fazerem tanto alvoroço com a monarquia. A Rainha (2006) já discutia isso e foi um tremendo sucesso de bilheteria por aquelas bandas, igualmente agora vem O Discurso do Rei ampliando ainda mais essa relação de amor, subserviência e ódio. Passando ao largo das polêmicas quanto ao flerte com o nazismo da família real, a película trata do problema de gagueira de George VI que assume a coroa inglesa depois que seu irmão mais velho renuncia ao cargo, nos tempos do Império britânico. Claro que não podemos deixar de falar de Colin Firth e Geoffrey Rush, e também, porque não, Helena Bonham Carter. Incrível como eles só funcionam juntos, sozinhos as personagens não tem a mesma vitalidade. Firth se destaca, mas longe de ser a atuação extraordinária de Direito de Amar (2009). O Discurso do Rei acaba por ter momentos maravilhosos no embate Rush e Firth, e ser um filme morno quando eles não dividem a tela.

Cisne Negro

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Black Swan – Darren Aronofsky – 2010 (Cinemas) “Narciso acha feio o que não é espelho”. Caetano Veloso Aos auto-denominados perfeccionistas aqui vai uma informação que talvez lhes seja útil. Não existe perfeição. Simples assim. A perfeição é algo subjetivo, abstrato, narcisista, em resumo, se é perfeito para você, pode não ser para alguém, e isso quebra o encanto. O roteiro de Cisne Negro originalmente era centrado no mundo do teatro, o diretor Darren Aronofsky foi o responsável por transferir para o balé, essa foi à primeira decisão acertada. Rachel Weisz foi considerada para o papel principal, na época em que ainda era casada com o cineasta. Natalie Portman ganhou o papel, e ela é para o filme o que foi Mickey Rourke para O Lutador (2008), ou seja, o filme é dela, essa foi à segunda decisão acertada. Natalie sugeriu que o papel da bailarina rival, e com quem divide uma cena de sexo quentissima fosse da amiga Mila Kunis, essa foi à terceira decisão acertada. Vincent Cassel. Bo...