18 dezembro 2010

A Rede Social

The Social Network – David Fincher – 2010 (Cinemas)

“as coisas na internet não são escritas a lápis, elas são eternas, não dá para apagá-las depois”.

Um brasileiro é o responsável direto pelo provável vencedor do Oscar 2010. Não estamos falando de José Padilha e nem de Fernando Meirelles, dois dos mais próximos a estatueta dourada, falamos de Eduardo Saverin, a fonte de informação de Ben Mazrich, escritor do livro Bilionários por Acaso, adaptado para o cinema no filme A Rede Social.

Eduardo era, ou é, amigo de Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), o nerd dono do facebook, na época em que estudavam em Harvard. Enquanto Zuckerberg estava na fossa pelo pé na bunda da namorada e por não ser aceito nas grandes fraternidades (leia festas) do campus, Eduardo era o elo de ligação de Zuck com o que ele sempre quis ser, mas nunca conseguiu. Mas tudo isso é ficção, o verdadeiro Mark vive ainda hoje com a namorada que conheceu nas festas de Harvard, Priscila Chan.

Primeiro é preciso deixar claro que tanto Mark Zuckerberg como o filme em si são produtos de nossa atual sociedade e onde chegamos, ou seja, pensar nesse filme/personagem há 30 anos seria algo impossível e não por causa da tecnologia. O livro é ruim porque é muito especulativo, e aqui tá a grande sacada de David Fincher, fazer do filme o embate jurídico que todos nós acompanhamos, enquanto surgem explicações do fenômeno facebook, porém deixando em segundo plano a moral e a ética de Zuckerberg, uma personagem cheio de erros e acertos, afinal você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos.

2 comentários:

receioderemorso disse...

Gostei muito! Não colocava a menor fé, mesmo sendo Fincher. A edição me surpreendeu e a cena da disputa de regatas é tão sensacional que já valeria o ingresso.
Você é o primeiro que ouço dizer que o livro é ruim. Mesmo depois do filme, não fiquei com vontade de ler.

[]s!

Z disse...

o que mais me preocupava era como uma história que a gente ja conhecia tão bem pudesse ser atraente nos cinemas. no fim, o filme é melhor que o livro.