03 abril 2008

Na Natureza Selvagem

Into The Wild – Sean Penn – 2007 (Cinemas)

“Há um prazer nas florestas desconhecidas: Um entusiasmo na costa solitária: Uma sociedade onde ninguém penetra. Pelo mar profundo e música em seu rugir: Amo, não menos o homem, mas mais a natureza...” – Lord Byron.

Dizem popularmente que louco é quem rasga dinheiro, pois Chris McCandless não só rasga como queima dinheiro.

Sean Penn é um ator acima da média, isso ninguém discute, como diretor, com 4 longas-metragens no currículo – o inacessível e ótimo Unidos Pelo Sangue (1991), Acerto Final (1995) e o espetacular A Promessa (2001) – ele, juntando agora Na Natureza Selvagem, se estabelece em Hollywood não mais como uma promessa, parafraseando um título de seus filmes, mas como um cineasta de talento e exigente nas escolhas de seus projetos. Em cada uma das suas películas, evidencia esse caráter de ter em mãos uma história forte e intensa.O diretor levou 10 anos para ter certeza da aprovação da família McCandless sobre seu roteiro, que foi baseado no livro homônimo do escritor Jon Krakauer. Narrando a história do jovem Chris McCandless (Emile Hirsch), que ao concluir o segundo grau resolve doar todo dinheiro juntado para seu ingresso na universidade, e ir até o Alaska de carona em carona. Nesse périplo Chris, agora auto-batizado Alexander Supertramp (Super vagabundo) conhece um casal de hippie que lhe adotam como filho, uma cantora adolescente que se apaixona por ele, um fazendeiro gente boa, mas corrupto e um velho solitário que deseja ser seu avô.

Com quase 2 horas e meia de filme, algumas vezes cansativo, por se tratar de um monólogo em meio à natureza, Into The Wild traz uma bela mensagem, mais ou menos como Imagine de John Lennon. Supertramp bem que poderia cantarolar: imagine no money, it`s easy if you try

15 comentários:

Marcus Vinícius disse...

Sean Penn simplesmente DEBOCHOU nesse filme, o melhor que vi nos ultimos meses. O guri Emile Hirsch tá perfeito no papel, a trilha nem se fala, a fotografia espetacular, tudo funciona nesse filme.

Amigo, não se assuste, aqui no Olímpico a gente atropela. Lembre-se: é sempre sofrido e com as regras em baixo do braço!

Abs!!!

Museu do Cinema disse...

Marcus, eu venho acompanhando pelos noticiários de internet, e não estou gostando, tomara que esteja errado, pq se estiver certo, a situação é preocupante.

Pedro Henrique disse...

Uma baita filme, adorei....

O nosso Grêmio tomou um tufo ontem hein? Mas eu to com o Marcus, aqui no Olímpico não têm vez.

Abraço!!!

Museu do Cinema disse...

Tomara Pedro!

Ramon Scheidemantel disse...

Pelo começo do post achei que ias se derreter em elogios, também. Para minha surpresa o parágrafo final foi comedido.
Acho demais a obra, e não achei cansativo em nenhum momento, devido à edição e trilha sonora.

Otavio Almeida disse...

Acho o filme maravilhoso! É um trabalho de pura paixão de Sean Penn. O filme é coração. É alma. São motivações que praticamente desapareceram no cinema atual.

INTO THE WILD não foi feito sob encomenda... nada disso. Viva Sean Penn! O cara é louco e sabe das coisas. O bom cinema precisa tocar a emoção do público. De alguma forma. Você tem que se sentir bem (ou mal) numa sala de cinema. Não pode é ficar passivo. O filme não pode pensar por você.

INTO THE WILD ainda está comigo...

Abs!

Abs!

Kamila disse...

Ainda não assisti a este filme, mas este é o tipo de história que me atrai bastante. Gostaria de entender o por quê do Chris ter abandonado sua vida para partir em busca de outro ideal.

Vulgo Dudu disse...

Já li bastante sobre o filme. Ao contrário da Kamila, é um assunto que me interessa bastante. Vou catá-lo, com certeza, até mesmo porque acho o Sean Penn um peixe fora d'água naquele lamaçal hollywoodyano pausterizado.

Abs!

Vulgo Dudu disse...

Já li bastante sobre o filme. Ao contrário da Kamila, é um assunto que me interessa bastante. Vou catá-lo, com certeza, até mesmo porque acho o Sean Penn um peixe fora d'água naquele lamaçal hollywoodyano pausterizado.

Abs!

Museu do Cinema disse...

Ramon, é bem isso mesmo, o filme começa bem, vai esfriando até ficar morno, mas acaba terminando bem novamente.

Otávio, menos. O filme é bom.

Kamila, quando souber, e se tiver esperando algo "revelador" vai se decepcionar.

Dudu, a Kamila pensa como vc.

Ramon Scheidemantel disse...

Mas eu não concordei com você, Cassiano. Não acho que esfria, nem amorna.
Acho uma grande obra, em todos os aspectos.

Museu do Cinema disse...

Eu sei Ramon, falei pq vc tinha achado que eu falei isso...

Otavio Almeida disse...

Bom, pra mim é mais.

Abs!

Anônimo disse...

O filme é excelente, o livro também! Recomendo a todos os interessados na história do Cris, pois ele fala não de uma vida deixada prá trás, mas da busca de uma verdade. Quem de nós ainda procura a verdade? É bem mais fácil ir se adequando aos poucos a valores que nos farão sentir seguros.O preço que pagamos por não ter coragem de ir em busca de si mesmo é o da felicidade! Não se prendam exclusivamente no filme ou no livro, mas leiam as suas entrelinhas!!

Eclipse disse...
Este comentário foi removido pelo autor.