02 fevereiro 2017

Até o Último Homem

Hacksaw Ridge - Mel Gibson - 2016 (Cinemas)

Na primeira cena do novo filme dirigido por Mel Gibson vemos as atrocidades que uma guerra é capaz de fazer: corpos explodindo, incendiados, membros voando ensanguentados, explosões a ermo, tudo isso graças aos dublês e aos efeitos visuais da sua equipe que não utilizou efeitos computadorizados. Dai vem a voz do nosso protagonista, calma e serena: "Você não ouviu? O Senhor é o Deus eterno, o Criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica exausto. Sua sabedoria é insondável, seu conhecimento incompreensível. Faz forte ao cansado e multiplica o vigor dos fatigados. Até os adolescentes se cansam e ficam exaustos, e os jovens tropeçam e caem, mas aqueles que esperam no Senhor, renovam suas forças. Voam altos como águias, correm e não ficam exaustos, caminham e não se cansam".

Lendo assim parece mais um ex-coroinha divagando, mas guarde bem esses versos, ao final de um pouco mais de 2 horas, essas palavras ganharão um significado poucas vezes visto na história do cinema.

Após um longo hiato, uma década pra ser preciso, o astro Mel Gibson retorna a direção. Seu ultimo trabalho como cineasta havia sido Apocalypto (2006). Até o Último Homem é seu momento mais maduro da carreira, é um filme excepcional sob quaisquer aspecto de uma produção cinematográfica, porém se sobressai nas belezas das cenas, na criação e olhar em determinados ângulos. Algo que só as grandes legendas do cinema possuem.

Agora, a autoridade mesmo do filme é a sua história, a História com H maiúsculo de Desmond Doss (o ótimo Andrew Garfield) o primeiro soldado norte-americano, objetor consciente da guerra, que foi autorizado pelo governo dos EUA a ir ao campo de batalha sem nenhuma arma. 

2 comentários:

Kamila disse...

Assisto a esse filme amanhã. Além de ser a grande volta de Mel Gibson, dirigindo um tipo de história que ele sabe conduzir bem, o que me deixa mais curiosa em relação a "Até o Último Homem" é a atuação de Andrew Garfield, que, finalmente, tem obtido o merecido reconhecimento!

Alex Gonçalves disse...

A gente lamenta pela figura pública, mas que grande diretor é Mel Gibson, não é mesmo? O que ele faz aqui me fez recordar os nós na garganta que tive lá atrás quando vi "Coração Valente". Mas o incrível mesmo é como ele consegue transformar Desmond Doss em um homem com uma integridade inquestionável sem necessariamente santificá-lo. Da corrida do Oscar, é o meu finalista favorito.