La La Land

La La Land - Damien Chazelle - Cinemas (2016)

"Aqui é Los Angeles. Onde eles veneram tudo, e não valorizam nada".

Numa das cenas de La La Land, o músico Sebastian (Ryan Gosling) fica inconformado quando a aspirante a atriz Mia (Emma Stone) confessa que não gosta de jazz. Podemos mudar, tranquilamente, o gênero musical (o jazz) pelo gênero musical (do cinema). Os famosos musicais hollywoodianos já tiveram seu tempo áureo, hoje é quase relíquia.

O pé atrás com musicais vem muito de seu principal elemento, a música, lembro aqui de Moulin Rouge (2001), um sucesso muito pela bela trilha sonora. E nesse quesito, La La Land passa com méritos, suas canções são deliciosas, em especial a já famosa City of Stars, e Start a Fire com o famoso profissional da área John Legend.

O cineasta Damien Chazelle, de Whiplash (2014) e o escritor e músico Justin Hurwitz tiveram a ideia do filme durante o ano de formatura em Harvard. Inicialmente, eles encontraram dois financiadores e um produtor para um orçamento de 1 milhão de dólares. No entanto, a demanda por um monte de alterações de script fez com que eles abandonassem o projeto. Depois que Whiplash foi um sucesso, ele retornaram com o projeto ao estúdio e receberam o sinal verde.

A saga da atriz em busca da fama e o músico de reconhecimento que se conhecem se esbarrando várias vezes na cidade dos sonhos, LA, ou Los Angeles, e começam um romance, pode não ser uma obra-prima, mas é um belíssimo filme. 

Comentários

Kamila disse…
"La La Land: Cantando Estações" é um belíssimo filme, muito bem dirigido e atuado, com elementos estéticos lindos. Acho que a grande razão por trás do sucesso do filme é que a mensagem da realização de um sonho tem apelo universal. Além disso, quer coisa mais charmosa do que assistir a um musical, sobre sonhos, passado na Cidade dos Sonhos??? :)
Alex Gonçalves disse…
Desconhecia essa curiosidade sobre a concepção de "La La Land" - aliás, ainda devo o primeiro filme do Chazelle, "Guy and Madeline on a Park Bench", que provavelmente pode ser encontrado com facilidade na rede.

Eu adoro musicais, mas penso que este talvez seja o primeiro desde os tempos de Moulin Rouge" e "Chicago" a abalar um pouco as estruturas, no sentido de apresentar uma espontaneidade irresistível até mesmo para quem é avesso com o gênero.

Gostei demais do resultado.