29 janeiro 2016

Carol

Carol - Todd Haynes - 2015 (Cinemas)

Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. Clarice Lispector

O amor é o sentimento mais poderoso, mais nobre, mas também o mais orgulhoso, o mais egoísta, senão vejamos: Carol (Cate Blanchett) nutre um amor pela filha, e por ela é capaz de abandonar qualquer outro. Harge (Kyle Chandler) ama Carol, e por ela é capaz de usar o amor da filha para mantê-la por perto. Therese (Rooney Mara) ama Carol e está disposta a fazer de tudo por este amor.

Essas 3 personagens intensas, elaboradas e ricas em emoções travarão uma luta por amor. O amor materno, o amor perdido e o amor incompreendido.

Como costumo dizer, filmes com o título do nome da personagem principal já traz em si a sinopse da obra. Trata-se de uma jornada em que ela irá viver emoções que a transformará para sempre. Carol não se excetua à regra.

A película é baseada no livro "The Price of Salt" publicado em 1952 por Patricia Highsmith (escritora de O Talentoso Ripley) sob o pseudônimo de Claire Morgan. Em 1990, quando o republicou na Inglaterra, Patricia deu novo título a obra, Carol, e usou seu verdadeiro nome como autora. Segundo Highsmith a publicação é baseada num encontro, que ela própria teve, quando observou uma loira de casaco de pele, enquanto trabalhava numa loja vendendo bonecas no natal de 1948, em Nova Iorque. Ela escreveu o esboço em apenas 2 horas na mesma noite do encontro, sob febre da catapora que ela descobriu ter pego no dia seguinte.

Há também vestígios de influência de um romance que a escritora norte-americana teve com Virginia Kent Catherwood, uma socialite casada da Philadelphia...Leia a segunda parte da crítica, publicada originalmente na revista Confesso, aqui.

Um comentário:

Kamila disse...

Infelizmente, "Carol" teve uma péssima distribuição nas salas de cinema do Brasil. Estou tão curiosa para assistir a este filme, mas ele não estreia na minha cidade.