02 abril 2015

O Jogo da Imitação

The Imitation Game – Morten Tyldum – 2014

Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. As peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

Em 1997 a Apple Computer levou ao ar um comercial que idolatrava nomes como Einstein, Bob Dylan, Martin Luther King Jr, Richard Branson, John Lennon, entre outros, enquanto o narrador discreteava, quase sussurrava o texto acima. À época a empresa de Steve Jobs não sabia, mas tinha um nome que deveria estar ali um pouco mais que os outros, e não era o de seu fundador.

Alan Turing, um gênio matemático com dificuldades de relacionamentos interpessoais, é convidado pelo governo britânico e o MI6 para quebrar o Enigma, um código inquebrável e mutável a cada 60 dias criado pelas forças nazistas na II Guerra Mundial.

O guia do bom roteiro imaginário diz em seu capitulo 12, artigo 3, norma 22,  que uma história deve seguir a ideia de começar com algo que desperte a atenção do leitor (espectador), desenvolva a ideia criando fatos e argumentos que corroboram com a premissa, e finalize com algo grandioso ou pontual. Graham Moore parece lecionar sobre isso no filme.

O cineasta norueguês Morten Tyldum faz seu debut na indústria cinematográfica no melhor estilo Alemanha 7 x 1 Brasil, ou seja, chega copiando o antigo e famoso sistema, ao mesmo tempo que nem leva em consideração o atual, passa por cima. Ele é diretor do excelente policial (gênero norte-americano, olha ai) Headhunters (2011).

Abaixo reproduzo o anúncio do New York Times, que já reproduzia o Daily Telegraph de 1942 com o quebra-cabeça criado por Turing, retratado no filme. Eu consegui! Encontrar para compartilhar com vocês.

Um comentário:

Kamila Azevedo disse...

Cassiano, achei "O Jogo da Imitação" um filme acadêmico demais, certinho demais, mas a história que conta é sensacional, especialmente quando reflete a forma como a Inglaterra tratava os homossexuais naquele período.