30 outubro 2012

Skyfall

Skyfall – Sam Mendes – 2012 (Cinemas)

– Inglaterra? – 007
– Cinema? – Diretor.
– Ápice? – Bardem
– Impecável? – Craig.
- Skyfall? – Filmão.

Juventude não é garantia de inovações.

À primeira nota musical da famosa trilha ecoa enquanto um corpo deformado e irreconhecível aparece na tela. Porém, ao se aproximar lentamente da câmera, o mais desavisado dos humanos reconhecerá seus pequenos olhos azuis.

Eu nunca entendi a estratégia dos Broccoli. Eles tinham uma Ferrari nas mãos, mas colocava um piloto de testes para dirigir. Precisou Barbara, filha do lendário Albert R. Broccoli, entender que precisava chamar alguém a altura do agente mais imitado e conhecido do mundo.

Sam Mendes além de dar à franquia o aspecto de cinema, conseguiu inovar usando todas as regras que fazem de 007 um cinqüentão tradicional, mas cheio de charme. Mas não posso me furtar de comentar sobre Bardem, Javier Bardem. Afastando ao máximo o fã que sou do ator, e por mais que adore os filmes do espião, não esperava seriedade de um ator tarimbado como ele nesse projeto, e quer saber? Nem teve seriedade. Bardem brinca, sacaneia, é feio, é elegante, é desfigurado, é sarcástico, é imbecil, é genial, é indescritível. Sua primeira cena entra para os anais de James Bond.

Um comentário:

Kamila disse...

PRECISO assistir a este filme. Só ouço comentários sensacionais sobre "Skyfall".