18 dezembro 2010

Tropa de Elite 2

Elite Squad 2 – José Padilha – Cinemas (2010)

“É na hora da morte que a gente entende a vida”.

Capitão Nascimento era mesmo um fascista.

Quem me disse isso foi o próprio em Tropa de Elite 2.

Enquanto o roteiro possui brilhantismos como na personagem de Milhem Cortaz, Capitão Fábio, que possui dívida de gratidão com Nascimento e percebe que ele é fichinha dentro da corrupção na polícia, ou na personagem de André Mattos, Fortunato, um apresentador de programas sensacionalistas gordo, alguém?, que depois de virar político bate de acordo com seus interesses corruptos, ou ainda no professor de história que trava uma batalha com Nascimento na vida pessoal e profissional. Por outro lado o roteiro evidencia a fraqueza do herói nacional Capitão Nascimento, “o personagem mais popular do cinema nacional desde a retomada”.

Eu era um dos que acreditava e defendia que Capitão Nascimento não era fascista. Tudo que ele teorizava nas suas famosas frases, eram idéias fatídicas do problema das drogas. Quando ele vociferava que o consumidor de drogas é cúmplice do marginal, o que há de fascismo nisso? Mas parece que o cineasta sentiu as críticas.

O roteiro de Bráulio Mantovani e do próprio Padilha acerta nas personagens que não mudam e erram feio nas que mudam, Nascimento e Mathias. E o pior, talvez tenham mudado pela opinião pública.

Pensei até em analisar o filme não como uma seqüência de Tropa de Elite, e acho que seria um filmão.

2 comentários:

pseudo-autor disse...

Acaba se tornando quase natural que o filme siga tendências de comportamento da opinião pública. O problema é que nossa sociedade aprendeu a gostar de demagogia e esmola. E disso, nem o filme do Padilha é capaz de escapar.

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Rafael W. disse...

Considero este o melhor filme brasileiro que já realizaram. Trabalho divino.

http://cinelupinha.blogspot.com/