04 janeiro 2010

A Vida Íntima de Pippa Lee

The Private Lives of Pippa Lee – Rebecca Miller – 2009 (Cinemas)

- Acho que não deve contar isso a ninguém.
- Tentarei não contar.
- Tentará não contar?
- Um dia posso deixar escapar sem querer.
- Acho que descobri o que é tão estranho em você. Não consegue mentir, não é?

Rebecca Miller é filha do dramaturgo Arthur Miller e esposa de Daniel Day-Lewis, Pippa Lee é seu quarto filme, e foi baseado em livro de sua própria autoria. O grande trunfo do filme é Rebecca, a escritora, e o principal defeito é Rebecca, a diretora.

A autora consegue traduzir sentimentos e carrega um grande peso de forma leve e centrada, chegando até a ter traços de Pedro Almodóvar.

A cineasta usa do clichê (começar o filme no presente e ir voltando ao passado – de cada 10 filmes em Hollywood, 5 usam esse artifício), e abusa das insinuações que, em determinado momento, por repetir demais, acabam se tornando corriqueiras.

O filme, como diz o título, segue a vida de Pippa (Robin Wright Penn – sensacional) uma senhora casada com o editor Herb Lee (Alan Arkin) e mãe de dois filhos. Apesar de não se dar bem com a filha, sua vida parece perfeita. Dona de casa exemplar, boa vizinha, ótima esposa.

A Vida Íntima de Pippa Lee é recheado de grandes atrizes, Maria Bello faz o papel da mãe de Pippa quando jovem, Monica Bellucci empresta sua beleza num papel forte e mau explorado e Julianne Moore como uma fotografa lésbica são os destaques.

10 comentários:

Vinícius P. disse...

O que mais me interessa nessa produção é justamente seu elenco feminino, que é sensacional. Parece ser um grande momento para a Robin Wright.

cinefilapornatureza disse...

Faço minhas as palavras do Vinícius, mas é o segundo texto que leio que não fala muito bem do filme.

thespotlessmindofwally disse...

Já havia ouvido falar do filme, mas ainda não tinha lido nada tão sólido. Me interessei.

Rogerio disse...

Uau, que gata a Monica nessa foto(com todo respeito).Nao sabia desse filme nao.

E aí Cassiano, vai ver o AVATAR,rsrsrs?

Cintia Carvalho disse...

Oi Cassiano!

Um outro amigo blogueiro fez um especial muito legal e interessante sobre este filme. Me parece pela sua descrição que embora ele contenha algumas falhas, mesmo assim é um filme que merece ser visto.

Assim que sair em vídeo vou pegar, pois gosto desta temática, principalmente quando fala do universo de mulheres ja maduras e seus questionamentos.

Aproveito para lhe desejar um maravilhoso 2010 repleto de coisinhas boas e alegres.

Um beijo.

Museu do Cinema disse...

Rogério, estou começando a desconfiar de seu interesse em Monica.

Qto a Avatar vou ter que ver, tem muita gente mandando ver. Mas sei o que vou encontrar. Um bom filme.

Cintia, idem pra vc!

Reinaldo Glioche disse...

É como vc disse, a diretora atrapalha a escritora.Mesmo assim é um filme com bons momentos, como esse diálogo destacado por vc.
Grande abraço e espero uma visita de vcs três lá no meu blog hein!

Pedro Henrique disse...

A única cena que eu gostei foi justamente a do jantar (ou almoço?) com a Monica Bellucci.

caiolefou disse...

Gostei de todos esses também, só não acho Bashir a melhor animação do ano. Benjamin Button é o melhor do Fincher!!!

galvanismo disse...

Eu tenho muita vontade de vê esse filme, acho que o elenco feminino é sensacional e histórias autobiográficas eu sempre gosto. Mas vou com um pé atrás agora.