26 janeiro 2010

Amor sem Escalas

Up in the Air – Jason Reitman – 2009 (Cinemas)

Vamos ser práticos.

Ponto negativo: Previsibilidade.
Ponto positivo: Anna Kendrick.

Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila. Coloque nela todos os DVDs de filmes que você já viu na vida. Agora tire todos os fracos e que não lhe trouxeram nada de interessante. Sente a alça pesando sobre seus ombros?

Up in the Air é um filme do gênero Cameron Crowe. Talvez o mais correto seria ele fazer esse filme, Jason, por mais esforçado que seja, nunca vai estar no primeiro escalão hollywoodiano. Porém Jason é honesto, apesar de que aqui ele se leva a sério demais, ao contrário de Juno (2007) e Obrigado por Fumar (2005).

Jason se levou a sério demais por mexer no excelente livro que deu origem ao filme, que mostra o protagonista pegando um câncer, fatalidade que se mostra encaminhada pela vida que ele leva. Jason resolveu apagar isso no seu roteiro e quebrou a finalidade.

Enquanto isso, a película se transforma em veículo para George Clooney mostrar todo seu charme que a crítica adora batizar de “Cary Grant appeal”, interpretando o executivo que vive 43 dias do ano em sua casa vazia, e nos outros 322 dias demitindo pessoas que não conhece pelo país afora. Também serve para a atriz Vera Farmiga, de Os Inflitrados (2006), mostrar curvas e bumbum que não lhe pertencem. E a quase novata, Twilight não conta, Anna Kendrick roubar o filme. Odeio estar na posição de ir a favor da maré, mas dessa vez tenho que concordar com os críticos, a menina arrasa no papel da executiva trainee boçal.

18 comentários:

Otavio disse...

Não há mal algum em nadar a favor da maré. O que importa é a tua opinião. Assim como o que disse lá embaixo sobre AVATAR - concordo com o Fabio Rockenbach - mas respeito tua posição e o entendo. Até porque acompanho teu blog e sei quais são suas preferências.

Aliás, também vi uma influência de Cameron Crowe em AMOR SEM ESCALAS. Citei até JERRY MAGUIRE no meu texto. E, ao contrário da maré, hehe, prefiro a performance de Anna Kendrick a Vera Farmiga, que também está muito bem.

Abs!

Santiago. disse...

Vou dar uma de intruso por aqui, e tomar a liberdade de dar a minha opinião.

Eu, realmente, discordo dos seus dois pontos iniciais. Não acho o filme previsível, nem ponho tantos créditos na Anna Kendrick.

Apesar de gostar da sua ironia ao utilizar a mesma historinha do Ryan Bingham (Clooney), tenho que dizer, mesmo não sendo um filme inesquecível, Amor sem Limites não é tão desprezível assim.

Eu analiso os filmes por aquilo que os diretores se propuseram a fazer, e se conseguiram fazer. E Amor sem Escalas é um exemplo de sucesso nestes quesitos. Uniu-se um bom roteiro, bem escrito, a um filme que mantem o ritmo do início ao fim, além da inspiração do Clooney que já vem bem desde Queime Depois de Ler.

Só para terminar, detesto atrizes que se utilizam da sua juventude para aumentar ainda mais o esteriótipo de que são frágeis, imaturas, e por isso mesmo, fazem atuações mediocres. Isso resume a Anna Kendrick para mim, ou a Amy Adams em Julie e Julia, por exemplo.

Finalizando, eu recomendaria as pessoas a verem Up in the Air, para mim, é um do gênero comédia/romântica, se puder rotulá-lo assim, que nem sempre é produzido.

Abraço!

Museu do Cinema disse...

Ahhh Otávio, vc sabe que não gosto de concordar com "eles". Me sinto melhor discordando.

Não entendi depois, vc tb tá na mesma maré.

Santiago, intrusão permitida e bem vinda.

Não achei o filme desprezivel, pelo contrário, se ele foi resenhado no Museu, tem valor. Tb recomendo a ida aos cinemas. Eu na verdade ainda estou analisando o filme para responder a minha pergunta.

Eu não gostei da direção, isso é imperativo, não gosto dele como diretor, e acho que tem a ver com a sua formação.

Qto a Anna, confesso que cheguei com a mesma impressão q vc tava, jovem imatura faturando em cima disso, e a crítica babando.

Mas me rendi a ela pq nas cenas em que aparece o filme ganha significado, e isso é mérito dela, já que não é a personagem principal.

Otavio disse...

Porque a maioria anda elogiando mais a Vera Farmiga que a Anna Kendrick. E eu prefiro a atuação da Twilight. Entendeu?
Abs!

Museu do Cinema disse...

Sério? Não tenho lido isso, talvez esteja por fora, tenho visto, inclusive em bolsas de apostas pro Oscar, que a Anna é quase certa na listinha.

Por beleza eu prefiro a Vera, apesar do corpo não ser dela, mas atuação a Kendrick mesmo dá show.

Otavio disse...

Bom, mas o Oscar vai para Mo'Nique, de PRECIOSA, anyway...

Perguntas: Você acha George Clooney bom ator? Acha que Tom Cruise está bem em JERRY MAGUIRE, ou acha que Cameron Crowe fez um veículo para o astro, como você falou sobre Jason Reitman/George Clooney/Amor sem Escalas?

Abs!

Museu do Cinema disse...

Diria que o Clooney é bom ator sim, claro que nada comparavel aos grandes gênios da interpretação, mas um bom ator, com mais carisma que talento é verdade, mas bom ator.

O Cruise tb, mas no caso do Ex-Sr. Kidman, ele já teve melhores momentos que o Clooney. Em Jerry Maguire ele tá ótimo, a personagem ajuda, mas em Magnólia ele mata a pau.

Nesse sentido não compararia os dois filmes.

Otavio disse...

Concordo sobre os dois atores. E George Clooney ainda não teve uma atuação arrebatadora, como Cruise em MAGNOLIA.

Abs!

Fabio Rockenbach disse...

Seria interessante ver o Crowe fazendo esse filme - sou dos que acham "Obrigado por fumar", de longe, o melhor filme do Reitman, o início desse filme com a literal metralhadora falante do Eckhart é genial.

Acho "Amor sem escalas" um filme legal, com um argumento excelente, mas realmente previsível no seu desfecho - ainda que, mesmo previsível, o simples fato de não ser literalmente óbvio na narrativa final, deixando apenas o silêncio e a imagem, sejam um ponto a favor.

Ótima a história das mochilas. Acho que a minha ficaria pesada, pelo valor literal e o emocional de muitos filmes.

intratecal disse...

Sou fã do Cameron Crowe, mas considero o Reitman um cineasta muito melhor que ele...

E acabei não achando o filme previsível não, ele contorna alguns clichÊs clássicos do gênero.

Abs.

Erika disse...

Olá!
Alguém do Blog poderia ajudar-me a descobrir o nome de um filme australiano, onde um aluno e professora de matemática se apaixonam? Eles são de famílias gregas e ela até está noiva. Acredito que seja da década de 90. Vi este filme no Intercine da Globo há algum tempo. No intervalo para parte finas, acabou a energia elétrica. Venho tentando descobrir que filme é este em vão. Me ajudem!!!

Mateus, O Indolente disse...

Estou ancioso para assistir a esse filme. Acho Reitman um ótimo roteirista e acredito que esse ano o Oscar seja dele.

Abraço.
Cinema para Desocupados

Museu do Cinema disse...

Erika, seria Três é Demais?

Tem algum ator ou atriz conhecida?

cinefilapornatureza disse...

Assisti hoje a este filme e amei! Não li o livro que originou o roteiro, por isso nem entro nos méritos da adaptação, mas não achei o longa previsível. Pelo contrário, o final até me surpreendeu. E concordo contigo que a Anna Kendrick rouba o filme. Ela foi a vida do longa, para mim.

Erika disse...

Não é "Três é Demais" e tb não tem atores conhecidos, ao menos por mim. Pelo figurino do filme, acredito que seja de meados da decada de 90, logo após "O Casamento de Muriel", onde o cinema australiano veio com uma boa safra de filmes. Está bem difícil de descobrir, mas não sossegarei! rsrsrs

Quanto ao filme "Amor Sem Escalas", tb não achei seu final previsível. Comparando a grosso modo com os filmes de Cameron Crowe (de quem sou grande fã), o final me deixou apática. Pode parecer mórbido, mas se fosse mantido o Câncer, como no livro, teria mais sentido. O filme tem seus méritos!

Museu do Cinema disse...

Eu achei previsivel pq previ tudo que aconteceria. Em nenhum momento me surpreendi.

Museu do Cinema disse...

O filme é bom, mas tá bem longe de ser um filmão! Ou um dos melhores do ano.

Rogerio disse...

Eu ja acho que a Anna fez o basicao,pois ela ja nasceu com cara de estagiaria. Assim como o Clooney, que fez feijao com arroz.
Faltou climax no filme.Já esqueci da trama..