06 setembro 2009

AntiCristo

Antichrist – Lars Von Trier – 2009 (Cinemas)

Uma mulher chorando é uma mulher arquitetando.

Prólogo

Ao som da ária Lascia Ch’io Pianga da Ópera Rinaldo, e em imagens lentas e em p&b, um casal toma banho. A janela da casa se abrindo denuncia a neve e a ventania lá fora. Eles começam a fazer sexo dentro do chuveiro. Close nos genitais. O casal vai pra cama. A babá eletrônica dá sinais de zoada no quarto do bebê. O casal não ouve. O bebê se encaminha perigosamente para a janela aberta. Ao fundo se vê o casal transando. A criança já está em cima da mesa em frente à janela, quando a mulher anuncia seu orgasmo. O inevitável acontece.

Cap. 1 (Pesar)

O casal de protagonistas, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg (vencedora do Festival de Cannes), sofrem com a morte do filho. Ele, um psiquiatra, resolve ajudar a mulher, uma historiadora, que parece ter sentido mais a perda, inclusive se internando numa clínica e se entupindo de medicamentos.

Cap. 2 (Dor – O caos reina)

A proposta dele é partirem para a psicoterapia cognitiva, que leva em conta as interpretações que cada um dá a si, e aos acontecimentos, pra tentar entender e modificar suas emoções e seu modo de agir, começando por elaborar uma lista de medos.
Cap. 3 (Desespero – Genocídio)

Lars Von Trier não esconde de ninguém que o filme é autobiográfico, e foi criado numa profunda depressão de criatividade que o cineasta passou.

Cap. 4 (Os três pedintes)

O filme é dividido em quatro capítulos, que reproduzi acima, além do prólogo e epílogo. Os displays que aparecem sobre imagens abstratas são do artista dinamarquês Per Kirkeby. AntiCristo é inspirado pelo livro de cabeceira de Von Trier, O Anticristo, um manifesto anti-cristianismo de Nietzsche.

Epílogo

Apesar das críticas que se lê por ai, há duas cenas polêmicas no filme que não chegam a chocar, principalmente para quem se acostumou a ver filmes violentos hollywoodianos. A fotografia em preto e branco do inicio (prólogo) e fim (epílogo) do filme são os pontos altos da direção de Anthony Dod Mantle, constante colaborador de Von Trier.

12 comentários:

cinevita disse...

Para variar, não chegou aqui. E estou muito curioso para assisti-lo.

cinefilapornatureza disse...

Tenho curiosidade para ver esse filme, mas acho que ele demora pra chegar aqui em Natal!

Vinícius P. disse...

Parece ser um filme belíssimo quanto ao visual e estou super ansioso para ver, afinal geralmente adoro os trabalhos do diretor.

Minerva Pop disse...

Olá,
Parabéns pelo Blog....gostaria de convidá-lo a visitar o nosso....minervapop.blogspot.com
Valeu!
Anselmo - SP

moviefordummies disse...

Tenho uma opinião negativa quanto à Anticristo. A violência ali, ao meu ver, é bem diferente da que vemos na maioria dos filmes norte-americanos... mto mais apelativa e psicológica.

Ramon disse...

Nossa... já estou chocado!
Isso que só li o prólogo e o Cap. 1.
Já basta para me deixar ansios.

Podem falar o que quiser, mas os trabalhos de Lars precisam ser conferidos por bem ou por mal.

Grande post!
Abs!

Ygor Moretti Fiorante disse...

Quero muito ver o filme, como disse em outro comentario, não so pela polemica, mas tb pela trahetoria do diretor que bem ou mal sempre faz algo novo.

abraço!!

Otavio Almeida disse...

Cara, ainda verei este filme. Só estou tomando um pouco de coragem...

Abs!

Museu do Cinema disse...

Vlw pessoal

Rodrigo disse...

Ola,

Notei no blog de vocês que estão falando do filme Anticristo da California Filmes.

Gostaria se possivel de algum contato para que possamos trabalhar sempre juntos.

Podemos fazer variadas parcerias promocionais. O que acham?

Atenciosamente

rodrigo@californiafilmes.com.br

Ygor Moretti Fiorante disse...

Gostei do filme, a parte técnica principalmente é perfeita, as imagens criadas são unicas, incriveis mesmo, quero rever o filme acho que precisa de uma segunda vista para captar muito mais do que uma primeira vista consegue perceber.

abraço!!!

Mário (Ray) disse...

opa... Muito bom o seu blog, acabei encontrando-o por acaso mas vou virar frequentador...

Eu vi o filme, achei mto bom porém não creio que o verei de novo. Só uma correção: o nome do capitulo 3... não é genocidio entre parenteses.. eh feminicidio.

mas isso nao interefer no texto... que foi uma sintese bem escrita.