24 abril 2009

LEONERA

Leonera – Pablo Trapero – 2008 (DVD)

Oyl, oyl, oyl, mira aquella bola. La bola que rebota em la cabeza de ese niño. Quien es ese niño? Ese niño es mi vecino. Donde vive? En aquella casa. Donde está la casa? La casa está en la calle. Donde está la calle? En la ciudad. Donde es la ciudad? Entre las montañas. Cuáles montañas? Montañas de los Andes. Y donde estan los Andes? En América del Sur continente américano bañado con los mares en tierras del centro de todo el planeta. Y como es un planeta? Un planeta es una bola que rebota en el cielo.

Ao som da versão em espanhol da música infantil Ora, Bolas! Do músico brasileiro Paulo Tatit, somos apresentados a LEONERA, do cineasta argentino Pablo Trapero. Porém, logo após os créditos iniciais, a imagem já mostra que de infantil o filme não tem nada, à exceção da canção e das crianças envolvidas na produção e claro, por se tratar de um filme maternal.

Trapero não economiza nos tons reais das imagens. Sua película desafia o espectador a condenar Julia (Martina Gusman, também produtora e mulher do diretor), uma jovem acusada de matar seu companheiro numa briga doméstica envolvendo o casal e o amante do homem, Ramiro (Rodrigo Santoro, falando, e em espanhol, para tristeza do pessoal do pânico). Julia vai presa, numa carceragem especial para detentas com filhos porque está grávida.

A atriz Martina Gusman consegue uma atuação magnífica emprestando seu corpo a personagem e dispondo do seu talento à trama. Sua estréia no cinema não poderia ter sido melhor, nas mãos do marido e provando que sua escolha não foi uma imposição feminina do lar.

LEONERA, em espanhol, é o lugar onde se mantêm as leoas. Significa também o lugar onde as prisioneiras aguardam, antes de deixar a carceragem, para cumprirem obrigações judiciais.

11 comentários:

Ramon disse...

Não estou por dentro do que o pessoal do pânico costuma fazer com o Santoro.

O filme parece interessante, mas não fiquei entusiasmado para conferir.

Abs!

Museu do Cinema disse...

Ramon, falam que Santoro é da época do cinema mudo!

nitzombies disse...

Não tinha ouvido falar sobre esse filme, mas me pareceu bem interessante. Acho que a ideia é bem original, afinal, não me recordo de outro filme que uma mulher mata o marido e o amante do marido.

Com certeza vai para a lista dos filmes a serem conferidos.

Valew!

Vinícius P. disse...

Tenho curiosidade em ver esse especialmente pelos elogios à Martina Gusman, algo que vem desde Cannes.

Marcus Vinícius disse...

Trapero dirigiu um baita filme, que eu adoro, chamado "Família Rodante". Já assistiu esse, Cassiano? Ainda não vi Leonera, mas cinema argentino não tem erro. To pra ver um filme ruim deles ainda, porque até agora só coisa boa.

Saudações!

- cleber . disse...

Eu ainda não vi este ... mais estou providenciando!

MILHA TURVA disse...

Vou procurar este filme, alguns podem até me criticar, mas acho um rodrigo santoro um dos melhores atores que temos.


Depois dê uma passada no meu blog MILHA TURVA.

Abraços

Kamila disse...

Achei este filme muito bonito. É um belo tributo ao amor de mãe, ainda mais na condição extraordinária em que ele aconteceu em "Leonera". Não é fácil criar filho na cadeia!

Alex Gonçalves disse...

Achei o filme somente razoável. Martina Gusman tem grande desempenho, mas dá uma sensação de vazio perante o desfecho ou mesmo os acontecimentos que a fizeram ir presa. Mas a intenção do filme foi essa mesma...

Museu do Cinema disse...

Alex, não vi por essa ótica, acredito mais na leoa que ela acabou virando e o modo como ela resgatou o filho, vazio absolutamente nenhum!

Viviane disse...

Um filme riquíssimo, que preocupa-se com a sensibilidade alheia. De natureza instintiva e que nos transporta a uma realidade longíqua! Seus personagens são reais, amam e o mais importante: AMAM!!