13 outubro 2008

As Duas Faces da Lei

Righteous Kill – Jon Avnet – 2008 (Cinemas)

A maioria das pessoas respeita o distintivo, todos respeitam o revólver.

Depois do bom Fogo contra Fogo (1995) de Michael Mann, Al Pacino e Robert De Niro se juntam mais uma vez no que parece ser mais uma obsessão de Hollywood. A presença dos astros pode até provocar a curiosidade do público cinéfilo, se fosse há 30 anos. Fora isso a atuação dos dois ícones da interpretação serve como chamariz maior para um filme mediano.

Encomendado pela Millenium Films, e roteirizado pelo bom Russell Gewirtz, Righteous Kill (algo em torno de Assassinatos com Virtudes) peca na trama justamente onde ela se ampara - o duelo de interpretações dos monstros consagrados De Niro e Pacino. Há algum tempo os dois atores andam no piloto automático, e não seria num projeto como esse, dirigido pelo medíocre Avnet que uma contenda digna dos astros iria ressuscita-los.

Se os papéis principais da película fossem interpretadas pelos dois coadjuvantes, John Leguizamo e Donnie Wahlberg (o mais talentoso dos irmãos), o filme repetiria o sucesso de O Plano Perfeito (2006), também roteiro de Russell Gewirtz. Porém a aguardada - e celebrada pela indústria norte-americana, nova colaboração de Al Pacino e Robert De Niro deixou claro que ninguém joga só pelo nome, tem que mostrar serviço. O que também abre caminho para uma nova empreitada da dupla, que seria facilmente bancada por Hollywood, e que poderia se tornar uma espécie de novo gênero. Tomara que não nos leia.

Meu nome é David Fisk (De Niro). Detetive de primeiro grau. Eu estive na polícia de Nova Iorque por mais de 30 anos. Naquele tempo, matei umas 40 pessoas. A confissão prematura nos carrega ao estilo de Gewirtz. Enquanto voltamos na trama para descobrir o motivo dos assassinatos com virtudes do título, o diretor prefere explorar elementos secundários e personagens pouco desenvolvidas, como a da linda e excelente Carla Gugino, que mantém um romance sexual com Turk, apelido de Fisk, e tem um suave flerte com Rooster (Al Pacino) parceiro de longa data de Turk.

13 comentários:

Romeika disse...

Eu veria o filme apenas pra ver os dois na tela (ainda mais contracenando juntos), assim como vi "The Bucket List" soh pela presenca do Nicholson e Freeman. De qualquer maneira eh sempre uma pena ver grandes atores em projetos medianos:-S

Museu do Cinema disse...

Pois é Romeika, dois talentos desperdiçados.

Fábio L. Rockenbach disse...

Inacreditável desperdício de talento. Mais inacreditável é ver que ambos aceitaram participar de um filme com um roteiro tão chinfrim - depois de falarem, por anos, que esperavam um roteiro excepcional para juntá-los em um filme. Acho que eles mentiram...

Ramon disse...

Que decepção saber que o filme não é sensacional. É o mínimo que podíamos esperar.

Abs!

Marcus Vinícius disse...

Bah, pegaram 2 dos atores mais fodas que existem pra fazer um filme bem meia boca, segundo as críticas que leio. Que coisa...

Dále GRÊMIO!!!!!

Otavio Almeida disse...

Não há nada ou ninguém que se salve nesta bomba! Um dos piores filmes do ano!

Abs!

Kau disse...

Todo mundo tá detestando esse filme... rs

Só um adendo: eu não acho Avnet medíocre. Ele dirige com muita sensibilidade o simpático Tomates Verdes Fritos (mas só tb)...

Abs.

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, esse eu só vejo no DVD, pois fede à "88 Minutos", filme anterior de Avnet (quando é que ele retornará com o talento mostrado em "Tomates Verdes Fritos"?) com Pacino.

Vinícius P. disse...

Ah, sei lá, não fiquei com expectativa alguma em ver esse filme. Até que queria ver os dois astros juntos, mas depois que as críticas começaram a sair, sei não... Acho que não vou morrer se esperar para o DVD. Abs!

Kamila disse...

Cassiano, eu concordo com seu texto. O roteiro é o pior elemento deste filme. Achei até que Robert de Niro e Al Pacino fizeram o que podiam com o material que receberam.

Rogerio disse...

Pois eh, nao vi o filme ainda, mas a opiniao é bem unanime.E francamente, pela estrutura do filme, olhando a sinopse, a trama e os responsáveis pelo longa, já era de se imaginar que daria um tino n'agua assim.

Partir do principio de que só a presença dos dois iria garantir sucesso é mt burrice do estúdio.
Mas, bem que os dois podiam ter declinado essa participaçao - eles já tao com o bolso cheio, pra que fazer isso?

Pedro Henrique disse...

Eu já imaginava que o filme pudesse ser tão fraco...

Abraço!!!

Museu do Cinema disse...

Kamila, o roteiro é o único que se salva no filme!