10 janeiro 2008

Contratado Para Amar

La Doublure – Francis Veber – 2006 (DVD)

Sem comentar a idiotice nacional, o título original significa o guardador de carros (manobrista), profissão de François Pignon (o marroquino Gad Elmaleh), um sujeito tranqüilo apaixonado por Émilie (Virginie Ledoyen), uma colega de infância, filha do médico de seu pai.

O problema (ou tremenda sorte) de Pignon foi estar no lugar errado (certo) e na hora errada (certa), assim ele acabou confundido (ou acreditado a confundir os outros) com o namorado da super modelo Elena (a bela atriz Alice Taglioni), que estava discutindo com o amante Pierre Levasseur (Daniel Auteuil) no exato momento em que um paparazzi tirou a foto, que foi estampada nas revistas sensacionalistas e acabou parando nas mãos da esposa Christine Levasseur (Kristin Scott Thomas), dona das empresas que o marido administra.

Sem deixar em nenhum momento o interesse da história cair, e explorando a beleza jovial da atriz francesa Alice Taglioni, e a beleza madura da inglesa Kristin Scott Thomas, o cineasta Francis Veber, responsável pelo roteiro do sucesso A Gaiola das Loucas (1978) – a versão original, e depois a refilmagem norte-americana, não consegue fazer uma comédia onde o riso não saia do rosto do espectador, mas realiza um filme de entretenimento leve e descomprometido.

Ao contrário do seu sucesso The Closet (2001), La Doublure peca pelo seu argumento, por não dar muita liberdade aos atores para fazerem rir. Isso se reflete nos principais nomes da película, excetuando o marroquino Gad Elmaleh, que apesar de não estar à vontade, é o único rosto visivelmente caricatural nesta comédia.

7 comentários:

Vinícius P. disse...

Achei estranho esse título nacional "Contratado Para Amar" - ficaria melhor o original mesmo. Ainda não vi esse filme, mas fiquei interessado pela trama. Abs!

Museu do Cinema disse...

Pois é Vinícius, os caras são gênios né? Fazer o que!

Acho que vale a pena, é despretenciosa!

Kamila disse...

Cassiano, me mate uma curiosidade: a Kristin Scott Thomas tem algum laço especial com a França? Porque, de vez em quando, você faz uma resenha de filme francês aqui e sempre a Kristin Scott Thomas está fazendo algum papel neles.

Museu do Cinema disse...

Oi Kamila, tem tudo a ver sim, ela estudou na França artes dramaticas e foi casada com um ginecologista frances.

Felipe Nobrega disse...

Cassiano, estava lendo o que você escreveru sobre "O Franco Atirador", vc não achou ele um filme de maniqueísmo quase absurdo? Já mais colegas blogueiras louvar o filme, porem eu (solitariamente passo a acreditar) acho ele tão razo. Não consigo ver nada interessante na direção arrastada de Cimino (q cada vez mais ganha uma aura de diretor cult incompreendido). Enfim, que que você acha?

Kamila disse...

Obrigada pela informação, Cassiano! Por isso que ela sempre é lembrada pelos cineastas francês. Aliás, nem me lembro qual foi a última vez que vi a Kristin Scott Thomas num filme de língua inglesa.

Bom final de semana!

Museu do Cinema disse...

Oi Felipe, aonde vc apontaria maniqueismo no filme? Eu gostaria muito que o Cimino tivesse essa aura de cult, mas acho q ele não tem. Minha opinião é que ele foi limado de Hollywood por levar a falência um patrimônio da cidade. E todos sabem que a industria faz isso e muito, vide Polanski, que recentemente foi aceito de volta.

Kamila, bom final de semana, eu adoro a Kristin, acho-a uma excelente atriz e sou fã de O Paciente Inglês.