03 janeiro 2008

Amor nos Tempos do Cólera

Love in the Time of Cholera – Mike Newell – 2007 (Cinemas)

Você sempre confunde amor com cólera.

Baseado no best-seller mundial homônimo do escritor colombiano Gabriel García Márquez, Amor nos Tempos do Cólera narra a história de amor de uma vida de Florentino Ariza (interpretado na fase adulta pelo estupendo ator Javier Bardem) pela bela Fermina (a atriz romana Giovanna Mezzogiorno).

Proibido pelo pai da moça, Lorenzo (John Leguizamo – que parece estar em todas as histórias de amor adaptadas ao cinema), o romance sobrevive graças as intermináveis cartas e telegramas, até a chegada do médico Juvenal (Benjamim Bratt), especialista na cura da cólera. Fermina e Juvenal se casam e Florentino perde o rumo na vida, para desespero da mãe protetora Tránsito (a brasileiríssima Fernanda Montenegro).

O cineasta inglês Mike Newell, mais conhecido como diretor do excelente Quatro Casamentos e Um Funeral (1994), é um sujeito calmo, descentralizador e perfeccionista. Para ele, três tomadas de uma mesma cena é suficiente para se escolher a melhor. E o filme se traduz demais nessas suas características, sem falar na bela adaptação de Ronald Harwood, vencedor do Oscar por O Pianista (2002). Ou também na bonita canção Despedida da cantora colombiana Shakira.

Todo filmado na Cartagena, uma cidade da Colômbia, a produção do filme sofreu para convencer o prêmio Nobel de literatura Gabriel García Márquez de ceder os direitos do livro. Conta-se que o produtor Scott Steindorff levou 3 anos conversando com o escritor e usou da mesma insistência da personagem principal do romance para convence-lo.

12 comentários:

Otavio Almeida disse...

Devo ver o filme hoje ou amanhã, Cassiano. Já me falaram muito bem e muito mal.

Abs!

Museu do Cinema disse...

Muito mal nem dá para falar, não que o filme seja um primor estilo O Poderoso Chefão, mas ele tá longe demais de ser ruim. A história é cativante e os atores são ótimos.

Marcus disse...

Bah, eu não li nada a respeito ainda, além de sua resenha. Devo conferir assim que possível.

Tchê, e o time hein? Pelaipe deve ter fumado um pra sonhar com D'Alessandro, hehehe! =D

Abraços!

Museu do Cinema disse...

Nada boas as noticias da Azenha Marcus.

Acho que teremos que carregar o time nas costas mais uma vez.

Vinícius P. disse...

Esse ainda não vi, apesar de ouvir falar mais mal do que bem dele. Devo conferir nos próximos dias, sem expectativa alguma (mais pelo elenco, que parece ser ótimo). E não gostei de "Despedida" - a música do Antônio Pinto é ótima, mas a interpretação da Shakira...

Kamila disse...

Nunca li o livro do Gabriel García Marquéz, mas quero muito assistir a esta adaptação e acho que o farei amanhã mesmo.

Vinicius Silva disse...

Nao sabia que voce era de Salvador e acabei por descobrir em um comentário que voce fez em algum post que nao me lembro qual. Interessante, também sou de salvador. Mas, enfim.

Ainda nao tive a oportunidade de ver o filme. Iria assistir hoje, mas acabei vendo "Meu nome não é Johnny". Assim, devo ir assistir no sabado ou no domingo. Nao li muita coisa a respeito, mas os textos falavam muito bem do filme e principalmente do elenco. Irei conferir

abraços!

Kamila disse...

Como disse, Cassiano, assisti a este filme hoje e achei a direção do Mike Newell tão fria, distante. Não senti a história de amor.

Se você leu o livro pode me responder se a adaptação faz jus ao material do Gabriel García Marquez?

Vulgo Dudu disse...

É tão complicado recriar estes best sellers na telona... Quase nunca agrada ao autor e a maioria dos espectaedores que leu o livro reclama.

Agora, o Leguizamo estar em todas as adaptações foi uma bela sacada! Hahahaha!

Abs.

Otavio Almeida disse...

Cassiano, escrevi lá no Hollywoodiano sobre TRÊS HOMENS EM CONFLITO. Acho que você é fã desse, não?

Abs!

Museu do Cinema disse...

Oi Vinicius, gostei tanto da música quanto da interpretação da Shakira, que foge da tradicional gritaria de sua forte garganta.

Kamila, não li o livro, alias, não consegui ler o livro pelo texto rebuscado demais. Acho que o que sentiu da direção foi o que senti do livro.

Vinicius Silva, seja bem vindo baiano! Eu fiz justamente o contrário e depois irei conferir o Johnny.

Dudu, reclamações sempre ocorrem mesmo. Mas não é verdade do Leguizamo? Ele tá em todas!

Otávio, esse é clássico, vou lá conferir.

Kamila disse...

Interessante, Cassiano. E olha que o livro é considerado um grande clássico e uma das mais belas histórias de amor da literatura.