06 novembro 2007

Piaf – Um Hino ao Amor

La Môme – Olivier Dahan – 2007 (Cinemas)

"Eu não ligo pros americanos. Eu não os compreendo, e eles não me compreendem".

Non! Rien de rien
Non! Je Ne Regrette Rien

Essa é a sintese da vida de Edith Piaf, em francês, não me arrependo de absolutamente nada. Nem dos percalços que sofreu quando nasceu – mãe ausente, pai explorador, nem das alegrias que a fama lhe trouxe – dinheiro e amores.

O filme La Môme, apelido dado por seu descobridor Louis Leplée (Gérard Depardieu) La Môme Piaf (A Pequena Pardal), conta a história da cantora francesa Edith Piaf, numa interpretação absolutamente fantástica de Marion Cotillard, a Helen Mirren do ano passado, ou seja, barbada fácil, pois tanto a crítica (mídia), quanto o público, adoraram a caracterização da atriz, que ficou corcunda, atarracada, feia e com um poder de transformar tudo isso no palco que só a verdadeira Piaf tinha.

O cineasta francês Olivier Dahan, de Rios Vermelhos 2 (2004), reconstruiu a vida e os cenários com maestria, soube explorar a qualidade de sua atriz principal – o papel foi especialmente escrito para Cotillard, e conseguiu dar a profundidade necessária a biografada.

12 comentários:

Kamila disse...

Ai, como eu quero assistir a este filme. Mas, como sempre, estamos na dependência das cópias que devem sair de cartaz em Recife. Paciência!

Nem preciso assistir ao filme para concordar com seu comentário a respeito da Marion Cotillard. Ela é a Helen Mirren do ano. O engraçado é que as duas competem pelo prêmio de European Actress of the Year: a primeira, por "La Vie en Rose" e a segunda, por "A Rainha". Imagina a dificuldade que será escolher a vencedora... Será que poderia dar empate? :-)

Museu do Cinema disse...

Vc como sempre bem informada nesses prêmios Kamila, meu voto vai para Marion, acho que por estar mais na minha memória recente, mas se a Helen ganhar não será injustiça.

O empate seria uma decisão inteligente.

Otavio Almeida disse...

And the Oscar goes to... MARION COTILLARD!

Ramon Scheidemantel disse...

É um musical, Cassiano?
Todos estão elogiando o Piaf. Será que é tudo isso, mesmo?

Quer dizer que a atuação de Cotillard é o ponto alto do filme?
Assim que possível irei conferir a película.
Abraço!

Museu do Cinema disse...

That´s right Otávio.

Ramon, não classificaria como musical, mas podem classificar sim, como fizeram com Ray por exemplo.

O ponto alto do filme é ela mesma!

Kamila disse...

Cassiano, também acho que a Marion leva uma certa vantagem em cima da Helen Mirren justamente por sua performance ser mais recente, estar mais fresca na memória de todos. Se fosse no ano passado, a Helen levava esse prêmio facilmente.

Museu do Cinema disse...

Não sei não Kamila, em condições de igualdade o pareo é duro!

Kamila disse...

Eu acho que o páreo já é duro agora, mesmo quase um ano depois do lançamento de "A Rainha".

Marcus Vinícius disse...

Back in black, aos pouquinhos, hehe. Infelizmente só vou poder conferir a tão bem falada atuação da Marion quando o filme chegar em dvd. =/
9 pontos meu amigo, 9 pontos. Desde quando as coisas são fáceis pra nós, hein? Não tá morto quem peleia!
Abração!!!

Museu do Cinema disse...

Realmente facilidade nunca esteve no dicionário gremista.

O problema foi perder em casa, pq ganhar fora já nos acostumamos esse ano a não ganhar, mas perder em casa pro Figueira foi dose.

Romeika disse...

Essa música é mesmo a síntese da vida dela, ainda me arrepio quando lembro do momento em que a Cotillard-Piaf interpreta a canção no palco.

Vinícius P. disse...

Excelente essa música. A Marion dispensa comentários (prefiro a Helen Mirren por "A Rainha"), deve ganhar o Oscar sim. Não gostei muito da direção do Dahan, mas de qualquer forma o trabalho de fotografia e arte é maravilhoso.