18 setembro 2007

Notas Sobre um Escândalo

Notes on a Scandal – Richard Eyre – 2006 (DVD)

Baseado no romance What Was She Thinking? da escritora londrina Zoë Heller, lançado no Brasil com o nome Anotações sobre um Escândalo, o filme do inglês Richard Eyre se alicerça nos dois principais nomes femininos da produção, e só vale a pena por elas e pelo livro em que foi roteirizado.

Judi Dench interpretando a professora desiludida e amargurada, Barbara Covett, mostra porque sempre está entre as melhores atrizes da atualidade. Lésbica e reprimida, ela faz a narração de seu diário carregado de ironias e amarguras. Sua vida muda quando ela passa a se interessar pela nova docente da escola, Sheba Hart, interpretada pela excelente atriz Cate Blanchett, também sempre figurando entre as indicadas ao prêmio de melhor atriz. Sheba é a idealista em pessoa, mas não consegue impor limites aos alunos, o que faz Barbara se aproximar dela.

A mão pesada do diretor acaba por atrapalhar o filme em alguns momentos; logo de cara descobrimos quem será o aluno a ter um caso com a professora e o porquê, e na reunião dos docentes, quando Eyre poderia avançar mais nos problemas de Barbara na escola, mas opta pelo simples.

O romance lésbico da imaginação da professora amargurada serve de contrapeso para a paixão real e adúltera da professora por seu aluno.

16 comentários:

Kamila disse...

Adorei "Notas Sobre um Escândalo". Discordo de você no que diz respeito à "mão pesada do diretor". Acho que o Richard Eyre fez um belíssimo trabalho, e as duas atrizes principais (Blanchett e Dench) dão um show.

Rogerio Scheidemantel disse...

nao vou dizer que a Cate está magnífica nesse filme novamente, pois isso já é pleonasmo. Cassiano, entendo que ficasse frustrado pela falta de suspense em divulgar como seria o escandalo, mas acho que a proposta era essa mesmo, de mostrar mais o lado da chantagem e nem tanto do casinho em si.
Achei o filme maravilhoso;
abraço,

Museu do Cinema disse...

Kamila, citei exemplo da mão pesada nas cenas em que descobrimos quem será o aluno a ter um caso com a professora e o porquê, e na reunião dos docentes, quando Eyre poderia avançar mais nos problemas de Barbara na escola, mas opta pelo simples.

Não Rogério, pelo contrário, o romance lésbico é que é o trunfo do filme, principalmente pela chantagem emocional. Meu problemas foram as cenas de um amadorismo que as atrizes não mereciam, coisa de Malhação mesmo!

Rogerio Scheidemantel disse...

Putz, Malhação é sacanagem com o filme hehehehe.
Mas blz, gosto é gosto. Eu adorei.
abs

Museu do Cinema disse...

Rogério, talvez não esteja sendo claro, eu adorei o filme, o problemas foram as cenas em questão, que são (sacanagem mesmo) estilo diretor de Malhação.

Rogerio Scheidemantel disse...

Saquei, saquei! Digamos então que passando a régua, o peso da Dench e Blanchet foi maior que a "mão pesada" do Eyre, ainda bem.
Falow!

Museu do Cinema disse...

E não tem como não ser Rogério!

Kamila disse...

Cassiano, eu concordo quando você diz que o lado lésbico e obsessivo da Barbara para a Sheba é o maior trunfo do filme. Acho que o Eyre aborda bem isso, até aquela cena em que a Sheba, finalmente, confronta Barbara - eu acho essa cena bem exagerada, em todos os sentidos.

Mas, eu acho que a questão ali é que, como a Barbara tem essa natureza obsessiva, quando uma primeira obsessão passa, o ciclo continua com outras pessoas. E isso o Eyre mostra muito bem.

Museu do Cinema disse...

A cena em que Barbara confronta Sheba né? saindo para a apresentação do filho? Tb achei bastante exagerada, mesmo assim as atrizes seguram, é por isso que disse que o diretor tem a mão pesada! Falta sensibilidade, principalmente pq o livro é carregado dela.

Kamila disse...

Não, Cassiano. Me refiro àquela cena em que a Sheba está ficando na casa da Barbara e a confronta antes de encontrar os repórteres que acamparam na porta da casa dela. Aquela cena me parece muito exagerada e o fim dela é muito abrupto. Nem tem continuação depois.

Ramon Scheidemantel disse...

Não vi o filme ainda. Depois que fizemos o blog, o Rogério e eu estamos com dificuldades para assistir os mesmo filmes, já que temos ver material diferente para estar postando no blog. hehe!
Assim que assistir, vou comentar.

Vinícius P. disse...

Apesar de ligeiramente decepcionante em alguns aspectos (não gostei da Blanchett), sem dúvida é um dos melhores filmes do ano, especialmente em termos de roteiro. O melhor mesmo é a Judi Dench, soberba na melhor atuação de sua carreira - se não fosse o ano da Helen Mirren, ganhava aquele Oscar fácil!

Alex Gonçalves disse...

Trilha sonora, roteiro e elenco são mesmo os pontos mais fortes de "Notas Sobre um Escândalo". Infelizmente tenho de dizer o contrário da direção de Richard Eyre, que conduz o filme com uma agilidade desnecessária. Eu esperava muito mais do filme. Pena que o diretor escalado não esteve inspirado o suficiente para tirar o filme do "bom, e só".

Museu do Cinema disse...

Ok Kamila, lembro sim dela, vc tem razão.

Ramon, vcs podem dar duas visões de um mesmo filme.

Vinicius, a Blanchett sempre arranca aplausos por suas interpretações, principalmente essa.

Alex, vc não tá dizendo o contrário, meu post fala o mesmo.

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, eu que me embaralhei ao escrever a minha opinião. Quis dizer que ao contrário das qualidades de roteiro, trilha-sonora e elenco, a direção de Richard Eyre é o ponto fraco do filme.

Vinícius P. disse...

Cassiano, sim, a Blanchett é muito reconhecida (tá aí os prêmios que não deixam negar), mas para mim essa atuação está entre as mais fracas de sua carreira - recentemente vi "O Segredo de Berlim" e ela dá show, sem dúvida sua melhor atuação do ano passado (apesar de estar bem em "Babel").