23 setembro 2007

Dirigindo no Escuro

Hollywood Ending – Woody Allen – 2002 (DVD)

Woody Allen
George Hamilton
Téa Leoni
Debra Messing

Dirigidos por
Woody Allen

Sexo é muito melhor que conversar, pergunte a qualquer um aqui no bar, Conversar é o que temos que sofrer para chegarmos ao sexo”.

Woody Allen vive Val Waxman, um diretor que já teve seu momento de glória há algumas décadas atrás, mas que hoje dirigi a comerciais de TV. Graças a sua ex-esposa, a bela Téa Leoni, que vive ..., que é casada atualmente com um grande figurão produtor de Hollywood. Val recebe o convite para dirigir um grande filme, mas, paranóico e hipocondríaco, ele acaba ficando com cegueira temporária, porém para não perder sua grande oportunidade de reviver os bons tempos, Val passa a fingir que ainda enxerga.

As piadas são claras, o alvo é um só, Hollywood, assim como Robert Altman fez em Os Jogadores (1992), Allen provoca os grandes estúdios e a industria insensível de LA. A cegueira de Allen também remete a uma suposta crítica ao cineasta, onde teriam dito que estava cego para fazer filmes tão ruins. É também um exercício de sarcasmo onde Woody Allen contextua que qualquer cego pode fazer um filme hoje em Hollywood, ou que os produtores são tão ruins nas escolhas que nem verificam se o diretor enxerga realmente.

O que é inegável aqui é a capacidade de Allen em se divertir onde outros cineastas se enfurecem, a capacidade do diretor em fazer uma história até certo ponto pessoal, uma crítica, em uma comédia onde o mais ignorante dos espectadores se diverte.

10 comentários:

Otavio Almeida disse...

Estou de volta! Fim de férias!

Cara, eu gosto de DIRIGINDO NO ESCURO! Só não gosto do título brazuca! HOLLYWOOD ENDING é mais poderoso, direto.

Abs!

Ramon Scheidemantel disse...

Muito bom o filme.
Além de tudo que você descreveu, ainda tem a abordagem psicológica da cegueira temporária, que acaba gerando diversas piadas interessantes.
O cartaz do filme que você publicou é o originail? Porque atualmente a imagem utilizada nas capas é outra.

Museu do Cinema disse...

Bom retorno Otávio!

Ramon, Não é o original não, esse foi a versão francesa para o Festival de Cannes, que achei muito melhor que o original com a calçada da fama!

Romeika disse...

Assino embaixo da sua frase final! E isso sim é comédia de verdade, na qual rimos, nos divertimos e ainda podemos fazer um exercício crítico ao fim. Adoro os filmes do Woody Allen, espero que ele continue vivo e trabalhando por muito tempo.

Museu do Cinema disse...

O Allen tem essa proeza mesmo Romeika, ele consegue ter um humor refinado e inteligente onde a maioria das pessoas não enxergaria, para usar um termo do post.

Marcus Vinícius disse...

Esse filme é legal, longe de ser um dos melhores do Allen mas é uma baita diversão sim.
A América que nos espere novamente, já estamos com saudades dela! =D

Abraço!

Kamila disse...

Ainda não assisti a este filme. Mas, anotei aqui para pegá-lo em uma futura ida na locadora.

Museu do Cinema disse...

Muitas saudades Marcus!

Kamila, anote sim, vale a pena!

Vulgo Dudu disse...

Allen é complicado. Tem a prateleira dos ótimos e a dos insuportáveis. Este fica na primeira.

Abs!

Museu do Cinema disse...

Concordo contigo, mas mesmo os insuportáveis de Allen, é muito melhor que muita coisa por ai.