10 agosto 2007

Henry Hill - Wiseguy

Wiseguy – Henry Hill – 1985 (Livro)

Nascido em 11 de junho de 1943, esse norte-americano do Brooklyn, descendente de irlandeses e sicilianos, teve sua cabeça a prêmio quando delatou amigos e comparsas para o FBI e entrou no programa de proteção à testemunha.

Cresceu entre mafiosos no bairro de imigrantes italianos, onde Paul Vario (no filme Paul Cícero, interpretado pelo ator Paul Sorvino), um capo (gerente ou diretor) de uma das quatro famílias de NY, Lucchese, comandava tudo de sua pizzaria. Hill passou a trabalhar para ele, estacionando carros, engraxando sapatos e no restaurante. Depois de ser preso tentando comprar pneus com cartão de crédito falsificado, ele se recusou a delatar qualquer membro de família mafiosa, ganhando o respeito e a confiança do chefe Vario, e mais precisamente do assaltante de caminhões associado dos Lucchese (sem sangue siciliano nunca poderia se tornar membro, porque, segundo os mafiosos, seria difícil rastrear a família do indivíduo), Jimmy Burke (no filme Jimmy Conway, interpretado por Robert De Niro), uma homenagem de Martin Scorsese a Era Uma Vez na América (1984) e a personagem de Treat Williams.

Hill acabou por abandonar os estudos e trabalhar em tempo integral com Jimmy. Em 1960 ele se alistou no exército e foi para Carolina do Norte. Após 3 anos Henry volta a Nova Iorque e entra de vez para a gangue de Jimmy e seu braço direito, Tommy DeSimone (no filme Tommy DeVito, interpretado por Joe Pesci), praticando assaltos a caminhões, roubos, chantagens, empréstimos, e os famosos roubos da Air France e o da Lufthansa.

Em 1965 Hill conhece sua futura esposa, Karen, uma moça de família judia. O casamento ocorre como nas tradições judaicas e todos os mafiosos são convidados. Em 1978 Henry e Burke são libertados da prisão e postos em condicional. Na cadeia Hill conhece Paul Mazzei, um traficante de drogas de Pittsburgh, e passam a armar negócios envolvendo entorpecentes de dentro da prisão. Ao sair ele é alertado por Vario a acabar com aquele negócio, principalmente porque as sentenças são maiores.

Porém o dinheiro fala mais alto e Henry mergulha de cabeça na cocaína, maconha e heroína ganhando fortuna e trazendo seus amigos ao novo esquema. A morte de seu amigo Tommy, e de comparsas que participaram do roubo da Lufthansa, passam a deixá-lo paranóico, e em 1980, Hill é preso por posse e tráfico de drogas, seu medo de ser morto acaba por fazê-lo delatar Vario e Burke e uma dezena de companheiros.
O livro foi lançado no Brasil pela Record, com o nome do filme, Os Bons Companheiros, mas sua edição encontra-se esgotada e a editora não tem previsão e nem sabe se volta com uma nova edição para o mercado.

10 comentários:

Ramon Scheidemantel disse...

Que coincidência!
Acabei de escrever um post que publicarei na quarta-feira onde falo do filme Os Bons Companheiros, citando Henry Hill e seu Wiseguy.
O post não é só sobre isso, mas a coincidência é tremenda. hehe!

Belo post... tem colhões o Henry Hill por delatar seus comparsas.

Para quem não assistiu, o filme é um tratado sobre a vida no crime. Imperdível!

Museu do Cinema disse...

Valeu Ramon.

Kamila disse...

Gostei da história do livro e "Os Bons Companheiros" é um baita filme!

Bom final de semana!

Museu do Cinema disse...

Obra-prima Kamila, obra-prima!

Romeika disse...

Não vi "Os Bons Companheiros" :-S :-S :-S

Museu do Cinema disse...

Romeika, veja pq na minha opinião é o maior clássico do cinema de Scorsese.

Romeika disse...

Pois é, muitos dizem isso! Está aqui na lista, preciso ver esse filme qualquer dia desses.

Otavio Almeida disse...

Romeika! Tenho uma lição de casa pra vc: Veja OS BONS COMPANHEIROS, menina!

Alex Gonçalves disse...

“Os Bons Companheiros” é PHODASTICO! Só perde mesmo para “Cassino”.

Museu do Cinema disse...

É Alex, eu diria que tá ali, pau a pau, fico com Os Bons Companheiros, mas logo atrás vem Cassino, duas obras-primas.