24 junho 2007

Roberto Benigni

Ele é o primeiro ator a ganhar um Oscar por um filme não falado em inglês, e juntamente a Laurence Olivier, são os únicos a ganhar sendo dirigidos por eles mesmos. Mas Benigni também tem no currículo esses recordes no prêmio Framboesa de Ouro. Nascido em 27 de outubro de 1952 na Toscana, o ator e cineasta italiano é amado e odiado com a mesma intensidade. Eu estou no primeiro time, acho o Roberto um cineasta singular, de grife, um ator com verdadeira veia para a comédia, que é o seu verdadeiro palco. Frederico Fellini o considerava um gênio. Nesse caso estou muito bem acompanhado.

Roberto Benigni começou sua carreira na televisão, sempre explorando seu lado cômico, na série Televacca, onde imitava e dublava, porém, era muito escandaloso para a época, o que acabou sepultando a série.

Em 1979, Bernardo Bertolucci o escalou para o maravilhoso La Luna, como um atrapalhado cortineiro, apesar da seriedade da trama. Surgiu ai uma amizade e um respeito muito grande. Seu primeiro trabalho como diretor surgiu 4 anos depois em Tu mi Turbi (1983), onde divide o roteiro com Giuseppe Bertolucci, irmão mais novo de Bernardo, numa parceria que renderia mais dois filmes, Non ci resta che piangere (1985), uma fábula com o maravilhoso ator Massimo Troisi, e O Pequeno Diabo (1988) com Walter Matthau.

Johnny Stecchino (1991) foi seu primeiro sucesso, abrindo sua carreira mundial, veio depois a comédia O Monstro (1994) e a obra-prima singular A Vida é Bela (1997). Já com o Oscar na mão, Benigni filmou Pinocchio (2002), um desastre comercial e de crítica. Sua verdade reapareceu com O Tigre e a Neve (2005), sua segunda obra-prima. Esses filmes farão parte da retrospectiva do cineasta italiano aqui no blog.
Filho de carpinteiro que ficou preso em campo de concentração nazista, Roberto Benigni é casado com a atriz Nicoletta Braschi, sua musa inspiradora e atriz principal de várias de suas películas. Roberto entra para nossa galeria de irretocáveis do cinema - seu nome ainda não era especulado - por causa de suas duas obras-primas A Vida é Bela (1997) e O Tigre e a Neve (2005).

13 comentários:

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, gosto muito de todas as suas retrospectivas. Uma pena que todos os cineastas que foram lembrados eu tenha difícil acesso de encontrar diversos filmes de toda a filmografia. Mesmo que eu ainda seja um novato no quesito das produções de Roberto Benigni, ele já me conquistou com "A Vida é Bela". De qualquer forma, tenho expectativas de que ele sempre mantém a mesma essência do seu filme mais popular com o restante que suas realizações. Também aproveito para reservar um tempo livre nos próximos finais de semana para acompanhar a retrospectiva.

Carla Martins disse...

Ele é ótimo!!!! E seu texto está ótimo tb!!!

Beijos

Museu do Cinema disse...

Oi Alex, obrigado, mas por falta de um nome melhor coloquei como retrospectiva, sendo que já comentei 3 filmes do Roberto, e Pinochio, lançado em DVD, pretendo falar em breve.

Carla, obrigado. Beijos.

Marcus Vinícius disse...

Grande ator, um monstro, hehe. Álias, foi em "O Monstro" que curti mais ele, já que não gostei de "A vida é Bela" (não, não é por causa do Oscar).

Padaria Tricolor Informa:

O Sonho acabou... mas ainda tem chocolate!

Dále Grêmio, Rumo ao tri de qualquer jeito, hehehe! Abs

Museu do Cinema disse...

RUMO AO TRI DE QUALQUER JEITO!

GOSTEI DESSA MARCUS!

ADOTEI JÁ A CAMPANHA!

Kamila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kamila disse...

Cassiano, eu também adoro as suas retrospectivas.

Estou no time dos que odeiam o Benigni, mas não por ele ter tirado o Oscar de "Central do Brasil", e sim por ele ser o contemplado com o Oscar que eu considero o mais injusto dos últimos anos: o de melhor ator, em 1999.

Museu do Cinema disse...

Não foi injusto não Kamila, foi mais pelo conjunto da obra! Mas ele perdeu pro Norton foi? Então tá explicado!

Obrigado pelo elogio!

Kamila disse...

Não é só por causa do Edward Norton, Cassiano. :-)

É principalmente por causa do Ian McKellen que merecia mais do que todo mundo ali conquistar a estatueta dourada naquele ano.

Museu do Cinema disse...

Não sei não Kamila, o Ian e o Norton estão ótimos mesmo, mas como disse, mas pelo conjunto da obra o Roberto levou, que foi surpresa não tenha duvida, mas no final das contas ficou em boas mãos sim.

Teve casos piores.

Kamila disse...

Sei que tiveram casos piores na história do Oscar, mas, recentemente, este caso e do da Renee Zellweger foram os que mais me incomodaram.

Museu do Cinema disse...

TANTOS ME INCOMODAM KAMILA, QUE NEM LIGO MAIS, JÀ PAREI DE ACHAR O OSCAR UM PRÊMIO JUSTO HÀ MUITO TEMPO.

PARA MIM ELE É SÓ MARKETING E FESTA! OS MELHORES ESTÃO LONGE DALI.

Vulgo Dudu disse...

Eu acho que ele andou pecando por se entregar ao jeito estadunidense de fazer cinema, sempre grandioso, se distanciando um pouco do que era no começo da carreira. Ainda assim, um excelente ator.

Que, inclusive, está no meu filme preferido. Daqueles que quando perguntam "qual é o seu filme preferido?" eu respondo sem dúvida: "Down by law", do Jim Jarmusch (um dos meus diretores favoritos). Ele fez também "Uma noite sobre a Terra", interpretando magistralmente um taxista italiano. Filme também do JJ.

Abs!