01 maio 2007

O Grande Lebowski

The Big Lebowski – Irmãos Coen – 1998 (DVD)

Um dia alguém mais esparto que eu disse: ‘Um dia agüentamos a barra e outro dia, a barra cai em cima da gente’.”

Numa das cenas hilariantes de O Grande Lebowski, O Cara (Jeff Bridges) recebe dois policiais em sua casa para informar do roubo de seu veículo. Os oficiais lhe fazem perguntas, e O Cara parece andar em ovos, em certo momento ele diz que o tapete também lhe fora robado, e o policial lhe pergunta se o tapete também estava no carro, e ele lhe diz que não, que estava ali na casa, quando no mesmo momento sua secretária eletrônica atende a ligação de Maude Lebowski (Julianne Moore) informando que havia levado seu tapete, o policial então lhe diz: “Oh! Acho que podemos arquivar o caso do tapete”.

Dizem que a certa altura das filmagens, o ator Sam Elliott, que interpreta o narrador do filme, virou para os irmãos Coen e perguntou o que ele fazia ali, visto que a sua personagem não agregava nada a história, incrédulos, os talentosos irmãos lhe responderam: “Não poderemos lhe responder, porque nós também não sabemos”. E é justamente aqui a genialidade do filme, porque a narração de Sam se não é fundamental, é engraçada demais. O filme tem ainda dois dos melhores atores da atualidade, na minha opinião, e que sou fã, Philip Seymour Hoffman e Peter Stormare, mas quem rouba a cena, e na melhor interpretação de sua longa carreira é Jeff Bridges.

O Cara, como ele mesmo gosta de ser chamado, poderia ser um sujeito normal, o problema é que o mundo conspira negativamente. Por exemplo, para evitar mais arrombamentos em sua residência, ele trata de cravar, com muitos pregos, um pedaço de madeira no chão em frente à porta, colocando depois uma cadeira entre a porta e a madeira, o problema é que a porta abre justamente para o outro lado.

Baseado livremente na obra do escritor estadunidense Raymond Chandler, conhecido pelos seus mistérios de detetive, O Grande Lebowski ganhou o prestígio dos cinéfilos e o repúdio dos críticos, contando a história de um sujeito boa praça, vagabundo, maconheiro, jogador de boliche, pacifista que se prende nos anos 70 e que tem o estranho hábito de descansar ouvindo, numa fita K7 em seu walkman, o som de strikes de boliche e da banda Creedence Clearwater Revival. Na trilha do filme, Nina Simone – I Got It Bad And That Ain't Good, Kenny Rogers And The First Edition – Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In), a sensacional Hotel California, famosa na voz do The Eagles, e aqui com o inconfundível som flamenco do Gipsy Kings, e Bob Dylan com The Man in Me, que você ouve aqui.

Aprenda a preparar um White Russian, 5 partes de vodka, 2 partes de licor de café e 3 partes de creme ou leite, misture tudo e sirva com gelo.

13 comentários:

Túlio Moreira disse...

Cult dos cults, não?

Que pena que sou alérgico a vodka...

:p

Abs!

Kamila disse...

Eu amo Jeff Bridges e o adoro nesse filme.

Não sou muito fã dos irmãos Coen, mas, dos filmes que eles fizeram, "O Grande Lebowski" é o meu favorito.

Museu do Cinema disse...

Sim Túlio, cult dos cults, alergia a vodka! vixe.

Museu do Cinema disse...

EU curto muito alguns trabalho dos irmãos Coen, principalmente esse e Fargo, não sou fã do Jeff Bridges, mas ele merecia o Oscar por esse filme com certeza Kamila.

Túlio Moreira disse...

Também sou fanzaço dos irmãos Coen! Gosto até dos mais ruinzinhos deles, como O AMOR CUSTA CARO ou MATADORES DE VELHINHA.

abs!

Museu do Cinema disse...

O Amor custa caro é um filmão Túlio, muito bom, alias, a parceria dos irmãos Coen com o George Clooney é excelente.

Veja aqui (http://museudocinema.blogspot.com/2005/08/o-amor-custa-caro.html)

Marcus Vinícius disse...

Filme do caralho, trilha muito boa.

É isso aí amigo Cassiano, depois de uma semana praticamente sem notícias do imortal (tava em Curitiba), começa de verdade a Libertadores, nervos a flor da pele. PRA CIMA DELES!

Abraços!

Alex Gonçalves disse...

Sempre morri de vontade de assistir “O Grande Lebowski”, mas nunca encontrei o bendito no VHS e muito menos no DVD. Essa sequência mencionada sobre a porta deve ser hilariante. Nunca fui fã do trabalho de Jeff Bridges, mas o considero um bom ator. O desempenho que mais me impressionou do veterano é no drama “Provocação”. Bridges tem mesmo um desempenho melhor do que este?

Museu do Cinema disse...

Oi Marcus, agora é esperar a segunda e decisiva parte. A trilha é sensacional.

Alex, esse filme acaba de ser lançado em DVD, procure nas locadoras.

Otavio Almeida disse...

Revisitando os Coen, Cassiano?? Adoro os caras... só não gostei tanto assim de MATADORES DE VELHINHA - acho que o único que me decepcionou.

O GRANDE LEBOWSKI é engraçadíssimo e um alívio depois da tensão de FARGO, que é maravilhoso. Agora, vc vai se assustar (talvez) com o meu favorito dos Coen: ARIZONA NUNCA MAIS. Viu esse?

Abs!

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, confesso não ter visto nada a respeito do lançamento do filme no DVD. Vou sim procurar nas locadoras. Obrigado pela informação!

Museu do Cinema disse...

Oi Otávio, ainda não estou fazendo essa revisita, mas é minha intenção num futuro, Arizona Nunca Mais é muito bom, e tb não curti muito Matadores.

O meus favoritos são, Fargo e Lebowski.

Alex, saiu recentemente, eu mesmo comprei o dvd na submarino.

Vinícius P. disse...

Adoro esse filme! Não é meu preferido dos Coen ("Fargo" continua sendo sua obra-prima), mas o elenco é ótimo - com destaque para o Jeff Bridges e a Julianne Moore. Abraço.