20 abril 2007

Vidas em Jogo

The Game – David Fincher – 1997 (DVD)

João, capítulo 9, versículo 25. “Embora tenho sido cego, agora eu vejo”.

Alguns milionários norte-americanos, com alguma freqüência se juntam a outros abastados num jogo de quebra-cabeças onde enigmas são revelados numa espécie de teatro ao ar livre, atores desconhecidos interpretam personagens para criar as charadas para a turma de endinheirados se divertirem quebrando a cabeça para ir atrás dos próximos enigmas.

O milionário Nicholas Van Orton (Michael Douglas) recebe um estranho presente de seu irmão, Conrad (Sean Penn) no dia de seu 48o aniversário, uma data bastante significativa para a família, pois foi exatamente com essa idade que seu pai se suicidou. O presente, um cartão da empresa CRS (Consumer Recreation Services – Serviço de Recreação ao Consumidor), revela-se algo muito mais profundo do que apenas um serviço de entretenimento.

Considerado por muitos como um filme neo-noir, Vidas em Jogo tem uma fotografia espetacular, que tornou-se uma marca na filmografia de David Fincher. A cargo de Harris Savides, que volta a dobradinha com o novo Zodiac (2007), os elementos da publicidade são evidentes em cada fotograma. O estilo noir, com predominância de cenas noturnas, reviravoltas no roteiro (todos parecem ter algo a esconder) e a femme fatale (a enigmática e sensacional atriz Deborah Kara Unger), contribuem para a referência desse filme ao peculiar e extraordinário gênero cinematográfico.Lembro que a minha primeira reação ao terminar de ver o filme no cinema foi a de ter acabado de levar um tapa na cara, e não vi de onde veio, e muito menos quem foi.

16 comentários:

Otavio Almeida disse...

Tem razão sobre o Noir neste filme. Não tinha notado, mas é óbvio, não?

Gosto do filme e aquele final é demais... Quando o Michael Douglas se joga para a morte certa, lembrei da Ripley no final de ALIEN 3. Tudo o que eu queria em ALIEN 3 é que tivesse o mesmo colchão usado pra salvar o Michael Douglas em VIDAS EM JOGO. Hahahaha...

E não seria bem melhor se o título brazuca fosse somente... O JOGO?

Bom final de semana!

Museu do Cinema disse...

Pois é Otávio, mas eles querem sempre um mais, eles querem sempre ser o "autor" do filme.

Kamila disse...

Cassiano, não tive o prazer de assistir a este filme no cinema, mas acho que eu consideraria esse o melhor filme da carreira de Fincher, se não fosse a existência de "Clube da Luta".

Tudo em "Vidas em Jogo", para mim, é perfeito. O roteiro, a direção, as atuações. Um final fantástico. Um filme imperdível.

Bom final de semana.

Museu do Cinema disse...

Puxa Kamila, penso exatamente igual a vc, adoro muito Vidas em Jogo, considero ele o Jackie Brown de Tarantino, os críticos odiaram, os cinéfilos amaram!

Qual melhor?

Túlio Moreira disse...

Poxa, Cassiano! Obrigado por este post! Sabia muito pouco sobre esse filme e depois de ler o que você escreveu, Vidas em Jogo entrou para minha lista de prioridades máximas.

abração e bom feriado!

Museu do Cinema disse...

Com certeza Túlio, eu tenho o dvd, mas não te emprestaria...rs

Marcus Vinícius disse...

Bah, nem imaginava que esse filme era do Fincher... Foi pra lista.

Agora as crianças podem voltar a brincar nas ruas, os pássaros a cantar, pois a terra voltando ao normal... Grêmio em finais e eles eliminados em tudo. Ufa!

=D

Museu do Cinema disse...

Agora é o Cerro amigo.

Marcus Vinícius disse...

E deixem que venham, hehehe. To sentindo que o time acordou hoje, deu demonstração de raça (Sandro Goiano é o cara), superação, de força. A imortalidade foi colocada a prova novamente... deu no que deu.

Museu do Cinema disse...

Sandro Goiano é impressionante né? ele merecia o gol, que pena mesmo, esse cara nasceu com a camisa do Grêmio, só o fato dele ser do grupo já me deixa tranquilo!

Kamila disse...

Cassiano, acho que "Vidas em Jogo" é bem melhor do que "Jackie Brown".

E obrigada por ter me enviado os cartazes de "Se7en".

Museu do Cinema disse...

Eu adoro Jackie Brown, alias, ele é homenageado em Clube da Luta, numa camiseta que o Brad Pitt usa no final do filme, Sugar Brown, com a tipologia de Jackie.

Vinícius P. disse...

Como já disse anteriormente, esse é o único do Fincher que ainda não vi, mas espero fazer isso com a chegada de "Zodíaco".

Museu do Cinema disse...

Faça antes Vinicius, esse filme é imperdivel! Vale muito a locação!

Alex Gonçalves disse...

Como havia comentado no espaço reservado ao diretor, gostei muito do intrigante roteiro de “Vidas em Jogo”, exceto a solução final. Estou ciente da importância do final, porém achei comprometedor. Gostei de como os enigmas são jogados, de como a ação é conduzida e as interessantes reviravoltas, mas imaginava um clímax mais notável e convincente. E Deborah Kara Unger entrega mais uma atuação espetacular, uma das melhores de sua carreira.

Museu do Cinema disse...

Alex, compartilho contigo o interesse pela Deborah! Ela é sensacional, nesse filme ela é o fio da meada...