11 abril 2007

Casino Royale

Casino Royale – Martin Campbell – 2006 (DVD)

James Bond se rendeu a Ethan Hunt e Jason Bourne. Depois de um pouco mais de meio século de vida, o agente mais charmoso e elegante do cinema está mais violento do que nunca, ele agora senta-se a mesa e desfaz o nó da gravata, não se importa mais se seu Martini vem misturado ou batido e vive com algum ferimento ou hematoma no corpo.

Partindo da premissa de ser o primeiro filme do agente, agora com a permissão de matar, o duplo zero, Casino Royale concentra o roteiro nos vilões que financiam o terrorismo (mas não se define bem se financia com armas ou dinheiro, ou os dois). James Bond (Daniel Craig), depois de um desastroso início quando criou um problema diplomático, vai atrás de Dimitrios (Simon Abkarian), acaba por conquistar sua esposa, a bela Solange (Caterina Murino) e ganhar seu carro, um Aston Martin 1964, no jogo de pôquer, antes de mata-lo e descobrir que ele é peixe pequeno.

Seu alvo agora é o financista Le Chiffre (Mads Mikkelsen), frio e que chora lágrimas de sangue imperceptíveis. Seu encontro com Chiffre se dará no torneio de pôquer no Casino de Montenegro, para isso Bond precisa também de financiador, ai é que entra, e rouba a cena, a lindíssima Vesper Lynd (Eva Green – linda e talentosa) representando o departamento do tesouro britânico. Os diálogos dos dois são os melhores do filme, alias bem ao estilo Jason Bourne, enquanto a luta puxa ao agente especial Hunt.

O filme ainda tem as participações do agente secreto da CIA, Felix Leiter (Jeffrey Wright), que também está atrás de Chiffre, e depois some do mesmo jeito que aparece, e Mathis (Giancarlo Giannini), também um agente da rainha.

15 comentários:

romeika disse...

E nao eh que o Daniel Craig funcionou e muito como o Bond? Eu nao esperava muito desse filme, e no final das contas, me diverti assistindo (a sequencia inicial eh muito boa). E a Eva Green entra pra historia dos Bonds como a mais bela e talentosa de todas as Bond girls, isso na minha opiniao.

Otavio Almeida disse...

Novamente venho para dizer que não gostei de um filme... :-((

Para mim, o problema é que sou fã de James Bond. E cito o início do seu texto:

"James Bond se rendeu a Ethan Hunt e Jason Bourne. Depois de um pouco mais de meio século de vida, o agente mais charmoso e elegante do cinema está mais violento do que nunca, ele agora senta-se a mesa e desfaz o nó da gravata, não se importa mais se seu Martini vem misturado ou batido e vive com algum ferimento ou hematoma no corpo."

Nada contra Jason Bourne, Ethan Hunt ou Jack Bauer... mas eu quero é ver James Bond... Parece que Hollywood quis recriar o agente para a geração que lota os cinemas com MISSÃO IMPOSSÍVEL. Problema deles se não gostam de 007... Acho que é produto de uma época. Acho que gostaria de CASSINO ROYALE se o Daniel Craig lançasse um novo herói de ação chamado. Não Bond! Mas sei que o esquemão de Hollywood jamais chamaria o Daniel Criag pra protagonizar uma produção dessa se não existisse um retorno garantido de bilheteria.

É o que eu acho.

Abs!

Abs!

Otavio Almeida disse...

Quis dizer... um novo herói de ação chamado "X", qualquer coisa... não Bond. ;-) Faltou completar a frase...

Museu do Cinema disse...

Vai cair um raio aqui Otavio, finalmente temos a mesma opinião! E nesse caso Ipsis Literis.

Otavio Almeida disse...

UHÚUUUU!!!!!

Ei, obrigado pelo comentário lá no blog sobre O ILUSIONISTA!

Depois leia: http://hollywoodiano.blogspot.com/2006/12/007-cassino-royale.html

E: http://hollywoodiano.blogspot.com/2006/12/eva-green-rocks.html

Abs!

Museu do Cinema disse...

Pois é Otavio, a Eva Green é demais, ela ganhou meu respeito e admiração no seu primeiro filme, Os Sonhadores. Alias, ela tá perfeita nele, em todos os sentidos possiveis e imaginaveis.

Kamila disse...

Cassiano, para mim, você tinha assistido "Cassino Royale" nos cinemas.

Adorei esse filme. Acho que, como você bem colocou, os produtores decidiram aproximar o personagem James Bond dos outros agentes famosos do cinema (Jason Bourne e Ethan Hunt), no sentido de que, finalmente, a gente vê o que tem por trás do homem que veste smoking e tem licença para matar. A gente, finalmente, conhece as motivações dele.

O filme funciona muito bem e foi perfeito na pretensão dos produtores de revigorar a franquia Bond.

Museu do Cinema disse...

Não Kamila, Casino Royale foi mais um que perdi nos cinemas, mas não gostei do resultado final, concordo com o que disse, mas acho que isso é negativo, Bond é muito mais "cool" que Bourne ou Hunt.

Marcus Vinícius disse...

Nunca fui fã do Bond (dos poucos que eu vi, Goldeneye é o meu preferido) mas até achei legalzinho o Cassino.

Cassiano, olhe o lado bom de hoje: anunciaram o Amoroso, porque o resto nem vou comentar...

Abraços!

Museu do Cinema disse...

Pois é Marcus, o time é sofrivel mesmo, agora é torcer para que passe para segunda fase, e com essas contratações o time melhore, pq com esse ai meu amigo, o gauchão tá em risco.

Túlio Moreira disse...

James Bond se rendeu a Ethan Hunt e Jason Bourne. E ainda acho que o espião britânico está meio deslocado com o fim da Guerra Fria, mas os filmes com Brosnan e agora esse melhoram cada vez mais.

abração!

Bakemon disse...

É sem dúvida um dos melhores Bonds de todos. Vai direto ao ponto sem aquelas parafernálias tipo carro voador ou relógios com dardos venenosos. Isso funcionava nos anos 70, mas hoje...

Kamila disse...

Cassiano, você que se interessou por "Reparação". Dá uma conferida no teaser do filme:

http://www.empireonline.com/futurefilms/film.asp?id=11344#trailer

Se gostar, compra o livro do Ian McEwan.

Vinícius P. disse...

Eu gostei de "Cassino Royale". Não chega a ser um grande filme mesmo, mas ainda assim foi o melhor do 007 em anos (não gostei da fase com o Pierce Brosnan). Acho que desde o Sean Connery não tínhamos um ator tão adequado para o papel quanto o Daniel Craig - que respondeu muito bem às críticas de sua escolha. E a Eva Green é mesmo linda...

Até mais!

Museu do Cinema disse...

A Eva Green é sem discussões, já o resto...