06 fevereiro 2007

À Procura da Felicidade

The Pursuit of Happyness – Gabrielle Muccino – 2006 (Cinemas)

Um cara se afogava no meio do mar quando passa um barco para resgatá-lo, ai ele diz, pode ir embora, Deus vem me salvar. Depois de algum tempo outro barco se aproxima para salvá-lo e novamente ele manda ir embora que Deus virá salvá-lo. Ai ele morre e chega ao céu e pergunta a Deus: - Porque não me salvou? Deus o olha e diz: - Mandei dois barcos enormes te salvar e você não aceitou.

Em tempos de Marcus Valérios e Dudas Mendonças, conhecer a verdadeira história de Chris Gardner (interpretado por um ótimo Will Smith) é um evento digno de se aplaudir. Abandonado pelo pai e espancado pelo padastro (no filme esse fato foi suprimido), Gardner jurou ser um grande exemplo para o filho, Christopher (Jaden Smith, filho de Will na vida real). Casado com Sherry Dyson, no filme, Linda (Thandie Newton), o relacionamento passa a deteriorar com o problema financeiro, já que todas as economias de Chris foi empenhada num equipamento de raio x móvel difícil de vender (na vida real ele era representante do produto e lucrava uma porcentagem com a venda do produto).

Thomas Jefferson escreveu na Declaração de Independência. Ela dizia que temos direito a vida, liberdade, e a procura da felicidade. E eu pensei como ele sabia que deveria colocar “a procura” ali, como ninguém conseguisse ter a felicidade. Nós só podemos ir a procura dela.

O filme é baseado no relato do verdadeiro Chris Gardner, que meses antes do começo da produção da película, resolveu escrever um livro homônimo de sua história. O y do happyness foi idéia do próprio Gardner depois de ver escrito assim por um mendigo. O correto é happiness. Visite aqui seu site.O diretor italiano Gabrielle Muccino, do ótimo No Limite das Emoções (2003) foi escalado pelo próprio Smith, que provou que a escolha fora acertada, já que, em nenhum momento, Muccino usa de imagens ou trilhas para emocionar facilmente, aqui a história já faz sua parte, e o lenço é obrigatório. Música mesmo, só a belíssima interpretação de Roberta Flack para o hino Bridge Over Troubled Water, de Paul Simon e Art Garfunkel, e a up Fellin’ Alright com Joe Cocker. Infelizmente indisponíveis no cd do filme.

Uma cena do filme futuramente fará parte dos momentos-emocionantes-da-história-do-cinema, como a cena em que pai e filho precisam dormir na estação de metrô e ele acaba inventando uma história como no clássico A Vida é Bela (1997). Mostra que o diretor italiano tem um grande futuro. Reparem, para quem ainda não viu, que no final do filme, o homem que passa pelos dois é o verdadeiro Chris.

Essa parte da trama eu chamo de lição.

Esse post poderia ser apenas a piada da introdução que estaria tudo muito bem explicado.

13 comentários:

Kamila disse...

Ótimo post, Cassiano.

Assisti "À Procura da Felicidade" hoje e adorei o filme.

Will Smith está ótimo, a interação dele com o filho é muito do que faz o filme ser maravilhoso.

Além disso, como não se identificar com essa história de superação, de vitória e de força de vontade?

Quando pensarmos algum dia que nossos problemas são horríveis, deveríamos usar como exemplo Chris, que nunca desistiu, mesmo quando tudo parecia impossível.

Museu do Cinema disse...

Obrigado Kamila, tenho o mesmo pensamento q vc, impressiona a força de vontade desse homem.

Otavio Almeida disse...

É uma história triste, ams edificante... quando bem feito, esse tipo de filme emociona e conquista. Acho que é o caso desse trabalho do Gabriele Muccino.

Gosto do filme e da atuação cativante do Will Smith... tanto carisma faz o mundo acreditar na condição do personagem e a torcer por ele. É o poder do cinema.

Abs!

Túlio Moreira disse...

Putz, será que só eu não vou conseguir assistir no cinema? Mas que bom Cassiano que você colocou a informação no seu post sobre a origem do "Y". Muito interessante.

Abraço!

Museu do Cinema disse...

Obrigado Túlio, eu assisti meio a contragosto, prefiria ver O Rei da Escocia.

Kamila disse...

Você ainda pode assistir "O Último Rei da Escócia", Cassiano. ;-)

Acho que o filme do Forest Whitaker ainda demora um pouquinho para chegar aqui. Nem "Pecados Íntimos" estreou por aqui ainda.

Museu do Cinema disse...

Nem sei até quando Kamila, mas é fato, porém acho que Pecados Íntimos deve estrear ai essa semana, aqui vi em pré-estreia, e...adorei, filmão, vou publicar na quinta, aguarde.

Túlio Moreira disse...

Pecados Íntimos tá em esquema de pré-estréia aqui em Goiânia.. Ou seja, aquelas "ótimas" sessões às 23h40...

Kamila disse...

Nem em pré-estréia, "Pecados Íntimos" está aqui em Natal. E, na programação da próxima semana de uma das salas de cinema daqui, o filme não está relacionado.

Museu do Cinema disse...

Túlio, se o filme for as 4 da manhã não perca por nada.

Kamila, que pena que uma cidade como Natal ainda se comporte como Cabrobó em termos de cinema.

Otavio Almeida disse...

Cassiano, faz a crítica de A CONQUISTA DA HONRA...

Abs!

Túlio Moreira disse...

Mas Cassiano, o problema é voltar pra casa... Goiânia é cheia de mala! (incluindo eu, hehehehehehehe)

Otávio, fiz a crítica desse filme lá no CK.. depois lê lá e diz o que achou...

Ah, que pena que os "irretocáveis" tradutores brasileiros não colocaram À Procura da Felycidade... Ficaria cool.

Abraços!

Museu do Cinema disse...

Ops, saindo do forno agora Otávio, abs