12 janeiro 2007

A Vida é Bela

La Vita è Bella – Roberto Benigni – 1997 (DVD)

Buon giorno, Principessa!

Essa é uma história simples... mas não é uma fácil de contar.

Guido Orefice (Roberto Benigni) é um homem de sorte. Garçom, ele descobre a maravilha de servir, sem ser subserviente. Apaixonado, ele descobre que a única coisa que importa é o amor. Pai, ele descobre que a vida é bela, em quaisquer circunstâncias.

Quando seu filho, Giosué (Giorgio Cantarini) está prestes a completar seis anos, ele tem a idéia de levá-lo para um jogo onde os vencedores ganham um tanque de guerra de verdade. Tendo que ir num trem lotado, sem assentos, Guido ensina ao filho a beleza de andar de trem pela primeira vez. No local do jogo, trabalhando e lutando contra os outros concorrentes, Guido ensina as regras ao filho, que devido à demora em acabar, começa a querer voltar para casa: Vence quem fizer primeiro 1.000 pontos; Perde pontos quem chorar, quem pedir pela mãe e dizer que está com fome. A brincadeira começa e Guido se esforça para ganhar o prêmio. O jogo é duro e os responsáveis se vestem de militares, mas no final Giosué saberá que a vida é bela.

*Vencedor do Oscar de Melhor Ator: Roberto Benigni, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Trilha Sonora: Nicola Piovani.

*Vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes

17 comentários:

Kamila disse...

A vida é bela e o filme é lindo. Não precisa dizer mais nada. Só quem assistiu sabe.

Anônimo disse...

Um dos filmes da minha vida. Como a Kamila disse, só quem o viu sabe como ele é. Um abraço!

romeika disse...

Eu choro todas às vezes que assisto a esse filme. São duas cenas cruciais para mim: o "Buon giorno, Principessa!" no campo de concentração e o final. Uma das obras mais tocantes e geniais dos anos 90, na minha opinião. Extrair beleza e otimismo de um tema impensável foi de uma criatividade muito feliz.

Museu do Cinema disse...

Romeika, eu gosto da cena onde ele toca opera para os refugiados.

Vinícius P. disse...

Eu não gostei muito do filme, achei um tanto manipulativo. O Oscar de melhor ator para o Benigni é uma vergonha comparável à vitória de "Crash" no ano passado. Até que gostei um pouco da primeira vez que vi, mas ele não resistiu a uma análise mais profunda depois. Bem, mas gosto é algo muito pessoal e a maioria dos amigos cinéfilos que conheço adoraram esse filme.

Museu do Cinema disse...

Realmente Vinicius, esse para mim é um dos maiores filmes da humanidade. Manipulativo ele é demais, alias, é o teor da sua história, manipular a verdade. Acredito que muitas pessoas não gostem dele por ter sido o filme q tirou o Oscar do Brasil.

Quanto ao Roberto ter ganho o Oscar de ator, acredito que seja pelo conjunto da obra, e nesse caso foi mais do que merecido.

Túlio Moreira disse...

Cassiano, eu vou mais pelo lado do Vinícius, não aprecio muito. Mas tenho que concordar que o filme fez uma carreira invejável mundo a fora e é uma obra que deve ser RESPEITADA! E o Oscar pro Roberto Benigni, acho que ele pode entrar naquela famosa lista de "maldição do Oscar", já que o que fez depois, especialmente Pinóquio, é considerado um grande fiasco.

Ah, dá uma olhadinha no blog do Victor, que ele está convocando todos os blogueiros-cinéfilos:

http://pipocacommanteiga.blogspot.com/

Abs!

Museu do Cinema disse...

Valeu Túlio, mas aguarde que o Benigini vem ai, falarei dele na quarta!

Kamila disse...

Cassiano, como você acha que o Oscar do Benigni (mesmo que tenha sido pelo conjunto da obra) foi mais do que merecido? O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ele merecia, sim; mas o de ator? Ali foi um exagero da Academia. Até hoje não engulo isso - e não é por quê o Edward Norton estava indicado e tinha uma atuação muito melhor do que a do Benigni. Para mim, quem deveria ter ganho naquele ano era o Ian McKellen.

Museu do Cinema disse...

Olha Kamila, não disse que foi justo! Mas acho que diante de tantas atrocidades que a academia já fez, a de Benigni não é nada se comparada as outras.

Kamila disse...

Essa é uma verdade. A Academia já fez coisas piores do que dar um Oscar de Melhor Ator ao Benigni.

Alex Gonçalves disse...

Sou um dos únicos que gostaram da premiação de melhor ator para Roberto Benigni no Oscar. Tinha visto o filme numa época que me encontrava exausto de ver a tantos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial, e este filme veio como um milagre! Raramente o cinema faz as pessoas darem grandes risadas seguidas e muitas lágrimas. Espetacular!

Vinícius P. disse...

Caro amigo cinéfilo, o filme em questão roubou mesmo o Oscar do Brasil, já que "Central do Brasil" é infinitivamente superior. Mas quando vi "A Vida é Bela", nem era fã do Oscar e muito menos cinéfilo. Mesmo assim não gostei do resultado apresentado - algumas passagens emocionam, mas não consigo "engulir" o Benigni.

Museu do Cinema disse...

Sim Alex, faço coro contigo.

Museu do Cinema disse...

Não acho o Central do Brasil superior, nem no mesmo nível está, mas como brasileiro gostaria muito que ele fosse melhor. Uma pena.

Otavio Almeida disse...

Concordo, Cassiano! A VIDA É BELA é melhor do que CENTRAL DO BRASIL... Confesso que prefiro a primeira metade de A VIDA É BELA, mas há muito do cinema que eu gosto desde pequeno neste belo trabalho do Benigni. Só acho que o Oscar de ator naquele ano deveria ter ido para Sir. Ian McKellen, por DEUSES E MONSTROS.

Abs!

Alex Gonçalves disse...

Há, pessoal!
Não devemos fazer comparações devido A Vida é Bela ter tirado as oportunidades de Central do Brasil no Oscar. O que importa é que ambos os filmes tem seus valores, além de terem virtudes o suficiente para serem guardados na memória. Central do Brasil também é excelente. Foi a produção brazuca que me fez botar fé em nosso cinema.