30 dezembro 2006

Três Homens em Conflito

Il Buono, il brutto, il cattivo – Sergio Leone – 1966 (DVD)

Blondie (Clint Eastwood) é um sujeito de poucas palavras. Caçador de recompensas, ele vive atrás dos maiores bandidos do oeste. Mas sua bondade vai além de entregar os ladrões às autoridades. Ele também os salva da forca com sua mira perfeita que corta a corda com um simples tiro. Il Buono.

Angel Eyes (o finado Lee Van Cleef) é um matador com um forte código de ética. Contratado para achar um assaltante de banco que roubou uma fortuna, Bill Carson, rapidamente seu interesse vai além da busca pelo marginal. Il Brutto.

Tuco (o sensacional Eli Wallach, o Don Altobello de O Poderoso Chefão – III (1990)) é um atrapalhado bandido mexicano. Procurado por vários crimes, sua cabeça anda a prêmio. Com uma ótima mira que pode derrubar um chapéu de uma cabeça, ele é perseguido por Blondie, que sabe das “qualidades” de Tuco para aumentar o preço de sua morte. Il Cattivo.

Estamos em plena Guerra Civil, e no meio dela Bill Carson acaba morrendo, mas uma parte do segredo de onde escondeu a fortuna em ouro que roubou, vai parar nos ouvidos de Tuco, e a outra parte do segredo com Blondie.

O vértice desse triângulo terá seu ápice numa inesquecível cena. O bom, o ruim e o feio se encontram para um duelo ao som do maestro Ennio Morricone, com mais uma trilha obrigatória na história do cinema mundial, que você ouve aqui. Sergio Leone soube explorar tanto a música do compositor italiano, como o epílogo final de seu filme, que também o roteirizou. Não a toa esse é o melhor filme na opinião de Quentin Tarantino, que o homenageou na maravilhosa cena final de Kill Bill Vol. 2 (2004).

9 comentários:

Roberto Queiroz disse...

Sou um apaixonado pela cinebiografia de Sergio Leone: Três homens em Conflito, Era uma vez na América, Era uma vez no Oeste. Pouquíssimos diretores de cinema conseguiram me causar a mesma sensação que ele causou em termos de sétima arte. Quando Clint Eastwood recebeu seu Oscar de melhor diretor por Menina de Ouro, ele próprio confessou que devia muito a Leone (o homem que lhe ensinou tudo o que sabia sobre dirigir filmes). Acho que já é o bastante para entender a força desse homem dentro do mercado cinematográfico americano. Abraços do crítico da caverna e feliz 2007.

Museu do Cinema disse...

Roberto, vc resumiu tudo, e colocou os 3 maiores filmes do cineasta, que pode também ser os 3 maiores filmes da história do cinema. É bom encontrar fãs de um diretor como Leone.

Túlio Moreira disse...

Ennio Morricone è il nome più grande.

antônio josé disse...

estou de volta à terrinha amigo. e já vi que ultimamente o nome de sergio leone tem frequentado muito esse belo espaço cinematográfico, o que me deixa contente, mas ainda espero uma crítica sobre era uma vez na américa. p.s. a música é sensacional, valeu pelo mp3, vai para coleção.

Alex Gonçalves disse...

Acredito que tenha algumas unidades dos filmes de Sergio Leone escondidos nas prateleiras de algumas locadoras que sou associado mas que não frequento. Eis um cineasta que tenho de conhecer a filmografia urgentemente. Vi ao Era Uma Vez na América. Fiz um comentário mínimo no seu post do filme. Até em breve!

Museu do Cinema disse...

Como diriam os franceses Antônio, welcome back. Quanto a Era uma Vez na América, ainda não me sinto preparado para falar do filme, que considero um dos melhores já feito.

Museu do Cinema disse...

Alex, Leone é um nome muito cultuado e que ainda influencia muitos diretores da atualidade, merece realmente uma olhada.

Cristiano disse...

Bela apresentação, só peca por um pequeno(?) detalhe: você trocou os personagens do Wallach (Il Cattivo) e Van Cleef (Il Bruto).

Fora isso, parabéns pelo Blog.

Museu do Cinema disse...

Devidamente corrigido Cristiano. Valeu!