10 dezembro 2006

TRANSAMÉRICA

TRANSAMERICA – Duncan Tucker – 2005 (DVD)

Casada com William H. Macy (produtor do filme), Felicity Huffman prova que é tão talentosa quanto o marido. Sua performance é perfeita e beira a realidade, e vem dela a alma do filme, um drama mais comum do que pensamos, sobre uma transexual (pessoa que muda seu sexo) que antes de realizar o sonho de sua vida, fazer a operação de mudança de sexo, ela descobre que é pai de um garoto de 17 anos.

Toby (Kevin Zegers) é um garoto de programa viciado em cocaína. Preso, ele só tem o pai para tirá-lo da cadeia. Bree (Felicity Huffman), se passando por uma religiosa, paga a fiança do filho e o leva de carro a Los Angeles, onde irá fazer sua cirurgia de mudança de sexo.

Um road-movie que, apesar do drama e do tema pesado, tem seu lado engraçado. O filme é carregado pela sensacional e honesta interpretação de Huffman.

33 comentários:

Túlio Moreira disse...

um tema tratado com veracidade pelo cinema. está longe, por exemplo, da abordagem que De Palma deu ao assunto no maravilhoso Vestida para matar, e é necessário que o cinema discuta isso de maneira sempre presente. Quanto ao tema, acho que é Brad Pitt que está produzindo um outro filme sobre uma transexual também.

Romeika disse...

Faz tempo que não comento aqui, mas estava dando uma olhada nos seus posts de novembro e me encantei com seus últimos textos, especialmente aqueles sobre "Beleza Roubada" e "Os Sonhadores", este último, um filme que eu amo, até hoje não me canso de vê-lo uma, duas, três, quatro vezes! Queria conhecer pessoas como aqueles três nessa vida... Me identifiquei por completo com o filme.

Kamila disse...

Cassiano, ainda não assisti "Transamérica". Mas, Felicity é uma grande atriz. Quem tem a oportunidade de assistí-la toda semana como Lynette Scavo em "Desperate Housewives", sabe do que eu estou falando.

Alex Gonçalves disse...

Acho Reese Witherspoon uma ótima comediante, capaz de levantar qualquer filme que protagoniza, mas a sua atuação em Johnny & June não é nada perto da singularidade de Felicity Huffman em Transamérica. Huffman fez uma personagem marcante, carismática e que nos faz torcer por um final feliz a todo o momento. Tornou-se um dos filmes que mais gostei neste ano. Particularmente, acho que a veterana Fionnula Flanagan merecia uma indicação como coadjuvante, tendo um resultado tão elevado quando o da Huffman.

Vinícius P. disse...

Adorei esse filme. Sem dúvida sua grande força é a performance da Felicity Huffman, uma grande atriz (também adoro seu trabalho na série Desperate Housewives). Legal a foto, deu pra ver bem a mudança na caracterização.

Túlio Moreira disse...

Felicity Huffman conseguiu tornar irrelevante o fato de o personagem principal não ter sido interpretado por um ator travestido.

Museu do Cinema disse...

Oi Romeika, bem vinda de volta!

É sempre bom ter comentários inteligentes quanto os que tenho aqui, e o seu não é diferente.

Quanto aos filmes, sou suspeito para falar, sou fã de os sonhadores. O nome do blog é até uma homenagem ao filme. Sem falar que acho Bertolucci um dos maiores cineastas vivos.

Obrigado pelos elogios.

Museu do Cinema disse...

Ela realmente, em termos de interpretação da show em Desperate Housewives Kamila. Mas gosto demais da Marcia Cross e da Teri Hatcher. Alias, a série é bem bacana.

Museu do Cinema disse...

Alex Gonçalves, eu te confesso que ainda não vi Johnny e June, e olha que sou fã de Johnny Cash. Por isso não quis traçar nenhum comentário sobre a derrota de Huffman no Oscar, mas de qualquer modo não é nenhuma novidade que a academia comete injustiças. Alias, ultimamente é só o que ela tem feito. Não acho correto a forma que eles usam para votação.

Museu do Cinema disse...

A foto é para mostrar também o quanto a maquiagem ajudou na caracterização da personagem Vinicius.

Kamila disse...

Cassiano, na realidade, a minha atriz e personagem favoritas de “Desperate Housewives” é a Marcia Cross e sua Bree. Depois, vem a Felicity e sua Lynette; e a Eva Longoria e sua Gabrielle. Não gosto muito da Teri Hatcher no seriado. Por sinal, a primeira vez que entrei em contato com o trabalho de Huffman foi em outro seriado: “Sports Night”, uma série fantástica do Aaron Sorkin com um grande elenco e que foi cancelada prematuramente.

Para entrar um pouco na discussão sobre Reese e Felicity. Quem assistiu “Johnny e June” percebe que a personagem da Reese, no filme, é claramente um coadjuvante. Não assisti “Transamérica”, por isso não posso entrar no mérito se a Felicity merecia mais o Oscar do que a Reese. Posso falar da Reese, e a performance dela em “Johnny e June” é muito boa, mas, como disse antes, a personagem dela é coadjuvante.

Museu do Cinema disse...

Vindo do Oscar eu não duvido mais nada Kamila. Acho que o prêmio perdeu muito do seu brilho e vem, ano após ano, perdendo também o foco.

Kamila disse...

Cassiano, eu AMO o Oscar. Adoro. Mas, às vezes, eu fico com muita raiva da politicagem que rola por lá. Isso tudo é culpa, não só da indústria, como daquelas campanhas de marketing odiosas que são feitas para os filmes. Começamos a discutir isso em um post anterior por aqui, e que você vai me desculpar, por não lembrar qual seja, mas, o que importa hoje, é ganhar o Oscar. E os estúdios colocam suas atrizes nas categorias em que elas terão mais facilidades de ganhar.

Essa discussão rende MUITO pano para manga. Agora, que estamos em meio à mais uma award season é que tudo isso está sendo trazido novamente à tona.

Museu do Cinema disse...

Eu já gostei muito do Oscar, hoje em dia assisto, mas não me entusiasmo mais.

E acho que o futuro dele é esse, se não mudarem as regras.

Ano passado fiquei estarrecido quando vi uma entrevista do Sam L. Jackson dizendo que quem votava na casa dele eram os empregados, que ele nem via os filmes.

Como pode isso? Quer dizer então que o pessoal vota pelo burburinho? Absurdo!

Alex Gonçalves disse...

Talvez seja um pouco tolo de minha parte fazer uma comparação entre Reese e a Felicity, já que ambas representam personagens totalmente distintas em todos os aspectos, mas a Felicity consegue ser de longe a mais marcante.
Assim como o Cassiano não fico muito entusiasmado com o Oscar, já que o número de injustiças vem se multiplicando a cada evento.

Museu do Cinema disse...

Não acho tolo não Alex, pelo contrário, interpretação é sempre interpretação.

Kamila disse...

Cassiano, os atores, atrizes, diretores, enfim, os votantes da Academia preferem dar seu voto aos amigos.

É triste, mas é fato comprovado.

Museu do Cinema disse...

O problema é q não existe uma regra correta para ser votante da academia, acho que o mais certo seria os cinéfilos apenas votarem.

Kamila disse...

Mas, nesse caso, será que também não existiria um voto particular para tal ator, ou filme? É difícil manter a imparcialidade, ainda mais quando se tem relações pessoais no meio de tudo.

romeika disse...

Cassiano, Bertolucci é mesmo um grande cineasta (vide "O Último Imperador", "Os Sonhadores" e tantos outros filmes..) Eu tenho "Transamérica" em casa mas ainda não tive tempo de assistir, morro de curiosidade de ver a performance da Felicity, ela é muito boa atriz, mas se ela foi melhor do que a Reese, só vendo mesmo... Eu assisto todas as cerimônias do Oscar do início ao fim desde o ano em que "Coração Valente" venceu melhor filme. Como boa cinéfila, eu adorava a premiação, achava encantador aquela imagem das estrelas chegando (podem zoar...), e tudo mais... Mas não acho que o Oscar tenha muita credibilidade, não...Roberto Benigni melhor ator?? Gwyneth em "Shakespeare Apaixonado" superior a Cate Blanchett em "Elizabeth" ou Fernanda Montenegro em "Central do Brasil"?? Não, não e não!!! Fora milhares de outras injustiças. É um prêmio de indústria, e que celebra o cinemão americano acima de tudo. Premiação com credibilidade só mesmo nos festivais de cinema como Cannes ou Berlim, etc... Alguém discorda?

P.S.:Nunca imaginei que o nome do seu blog fosse uma homenagem a "Os Sonhadores". Aquela cena dos três atravessando o museu é uma das minhas favoritas.

Túlio Moreira disse...

putz, nem vale enumerar aqui as injustiças do Oscar... vamos ficar gastando todo o espaço do blog do Cassiano! Mas só pra registrar algumas: Robert Altman e Scorsese nunca terem levado uma estatueta. De Palma ser veemente ignorado pela academia (e infelizmente muito "bem-aceito" pelo framboesa de ouro). Foram inúmeras injustiças indizíveis.

Museu do Cinema disse...

Sim, com certeza, mas hoje ainda é pior, porque a maioria dos atores/diretores/funcionários da industria nem gostam de cinema.

Museu do Cinema disse...

Sim Romeika, é uma homenagem sim, o cinema onde eles se conhecem se chama Musée du Cinéma.

Museu do Cinema disse...

ENNIO MORRICONE DIZ TUDO, eu nem acho injustiça ele não ter um Oscar Túlio, acho injustiça ele não ter pelo menos 5 Oscar.

Museu do Cinema disse...

Romeika, aqui do lado, em SALA VIP, tem um link para Bertolucci, nele vc poderá acessar todos os filmes do cineasta lançados em DVD, não sei se vc viu, mas dê uma visita.

Alex Gonçalves disse...

Muitas vezes o Oscar me passa uma grande impressão de escolher os seus premiados para representar os EUA, e muitas vezes esta impressão me é verdadeira...

Museu do Cinema disse...

não entendi Alex

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, sendo mais claro, acredito que o Oscar não dá a “careca” para um ator ou atriz por seu talento e sim pelo que seu personagem representa para a Academia e uma ou outra vez aos EUA. Alguns exemplos:
Acho sim que Charlize Theron merecia a estatueta de melhor atriz, mas acredito que a academia pensou desta forma: olha só como nossas beldades se esforçam pelo bem do cinema. Ou até mesmo Julia Roberts de que entre seus milhões de dólares (que é resultado a atriz que era a mais bem paga de Hollywood) só lhe restava um Oscar. E não sendo preconceituoso de minha parte, acho sim que as premiações de Helle Berry e Denzel Washington foram devido os atentados terroristas passados em 2001, e que os EUA queriam ignorar suas diferenças, o que é total demagogia!

Museu do Cinema disse...

Não é uma teoria louca Alex, faz sentido realmente, eu acredito no poder da mídia influenciando os votos. Revistas como a Variety para os votantes da academia são como biblias para pastores, portanto pessoas que não tenham o minimo de senso crítico, ou seja, a maioria, se deixam levar por opiniões que muitas vezes são pagas (jabás). Mas concordo com vc que os prêmios aos atores principais negros foram demagogia, mas a Halle Berry tá sensacional no filme.

Alex Gonçalves disse...

Sim, também acho que ela estava sensacional no filme (e olha que entre as indicadas estavam a minha primeira musa Nicole Kidman, que deixei de torcer depois de ver o arrebatador desempenho da Halle), mas infelizmente a sua premiação não foi pelo seu talento, e sim, por influências.

Museu do Cinema disse...

Realmente tinha a Nicole, mas porque não juntar a fome com a vontade de comer, só acho que o Denzel não merecia.

Alex Gonçalves disse...

Cassiano, sendo bem sincero, um dos meus prediletos para o Oscar de 2002 foi o drama Entre Quatro Paredes, e com toda a certeza, acredito que era Tom Wilkinson que merecia o prêmio. E mesmo tendo Halle Berry como minha predileta, também ficaria feliz se a Sissy Spacek ganhasse, mas enfim...

Museu do Cinema disse...

Uma escolha nada convencional. Gostei de Entre Quatro Paredes. Mas nem mais me lembro dos indicados, só lembro que deveria ter algum Senhor dos Anéis 1.532.