Volver – Pedro Almodóvar – 2006 (Cinema)“Não posso chorar, sou um fantasma e fantasmas não choram”.
Uma marca registrada do cinema de Pedro Almodóvar é facilmente percebida – no final do filme. É quando percebemos que aquela história engraçada, louca, muitas vezes surreal, na verdade é um tremendo enredo trágico.
Penélope Cruz, linda como sempre, ótima atriz como nunca, interpreta Raimunda, mãe de Paula, cujo marido não gosta de trabalhar e vive enchendo a cara. Preocupada com a tia velha, que vive sozinha em casa, numa aldeia um pouco longe de sua cidade, Raimunda vai visita-la com a irmã, Sole (Lola Dueñas) e a filha, e nota que ela ainda vive como se sua irmã (mãe de Sole e Raimunda), ainda estivesse viva.
Carmem Maura (que volta a trabalhar com Almodóvar depois de uma briga), interpreta Irene, a mãe de Raimunda que morreu num incêndio junto com o marido numa situação ainda mal explicada.A excelente Blanca Portillo interpreta Agustina, doente de câncer, vizinha da tia velha de Raimunda, ela ajuda a velha nos afazeres domésticos.
Volver pode ter vários significados, eu penso que significa a volta do cineasta as suas raízes, ou seja, aos filmes de alma e caráter feminino. Depois de uma mal sucedida (pela crítica) viagem ao mundo masculino em Má Educação (2004), Almodóvar retorna ao universo das mulheres, que ele considera o único, visto que todo homem nasce de uma mulher.
Sua volta é triunfal, diga-se de passagem. Volver é um filme diferente, mas nem por isso estranho. As imagens estão cada vez melhores, as cores cada vez mais lindas e vivas, a cor vermelha parece pular da tela de projeção cada vez que aparece, a beleza de Penélope Cruz ganhou exuberância nas mãos de Almodóvar. Numa cena em particular Almodóvar nos mostra que continua o mesmo, quando Raimunda (Penélope) canta Volver (na verdade dubla a cantora espanhola Estrella Morente), e nos passa a emoção da cantora, tudo isso sendo acompanhada de longe pela mãe morta, que tinha lhe ensinado essa canção. Valeu Mestre! Vuelva Siempre.
Volver pode ter vários significados, eu penso que significa a volta do cineasta as suas raízes, ou seja, aos filmes de alma e caráter feminino. Depois de uma mal sucedida (pela crítica) viagem ao mundo masculino em Má Educação (2004), Almodóvar retorna ao universo das mulheres, que ele considera o único, visto que todo homem nasce de uma mulher.
Sua volta é triunfal, diga-se de passagem. Volver é um filme diferente, mas nem por isso estranho. As imagens estão cada vez melhores, as cores cada vez mais lindas e vivas, a cor vermelha parece pular da tela de projeção cada vez que aparece, a beleza de Penélope Cruz ganhou exuberância nas mãos de Almodóvar. Numa cena em particular Almodóvar nos mostra que continua o mesmo, quando Raimunda (Penélope) canta Volver (na verdade dubla a cantora espanhola Estrella Morente), e nos passa a emoção da cantora, tudo isso sendo acompanhada de longe pela mãe morta, que tinha lhe ensinado essa canção. Valeu Mestre! Vuelva Siempre.
Visite o site do filme e ouça duas canções do filme e o trailer, clicando aqui.
8 comentários:
Cassiano, o próprio nome desse filme ("Volver"), já diz tudo sobre esse filme: uma volta ao universo que Almodovar tanto domina - o feminino.
Esse filme que tanto quero ver ainda não estreou aqui em Natal. Vamos ver se, nessa semana, ele aparece por aqui.
É como ele mesmo diz e coloquei no post Kamila, só existe esse universo no mundo.
Que pena que não estreou por ai, pq entre ele e Os Infiltrados, nem tem comparação.
Como volver dentre os vivos? Esse filme é a história da fênix ao avesso! Muito bom.
Esse é um filme maravilhoso Túlio, em todos os graus, vivos ou mortos.
Um dos melhores filmes de Almodóvar.`É lindo demais, assim como Tudo Sobre Minha Mãe, que eu amo também!
Beijo
Oi Carla, obrigado pelo comentário. Volver é mesmo um filme sensacional, e o melhor dele é que fica em nossa cabeça mesmo depois de tanto tempo de termos visto. Depois veja o comentário sobre Tudo Sobre minha mãe, e aproveite também para revisitar a carreira de Almodóvar no link: http://museudocinema.blogspot.com/2006/09/pedro-almodvar.html
almodovar é um bom cineasta. tem estilo, sem dúvida. mas, ao contrário dele e de alguns colegas que aqui postaram comentários, não acho que só exista o universo feminino no mundo. acho isso uma afirmação sexista. só por que todo homem nasce de uma mulher, significa que só existe esse universo? eita, a dignidade e a complexidade humanas foram transformadas em questões puramente biológicas. ai, meu deus, quando vão parar de menosprezar os homens... ainda bem que o grande clint eastwood ainda está na ativa.
abraços a todos.
sérgio moraes.
Oi Sérgio, eu havia feito esse comentário tb, concordo com vc, os filmes de Almodovar tem essa lógica feminina pq é delas que surgem os homens.
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