11 novembro 2006

Os Sonhadores

The Dreamers – Bernardo Bertolucci – 2003 (DVD)

“Só mesmo os franceses para colocarem um cinema dentro de um Palácio”.

Me identifico com cada frame desse filme. É um filme de cinéfilo, para cinéfilos e sobre cinéfilos. De longe a obra mais pessoal de Bertolucci, um amante do cinema, principalmente francês.

O filme faz uma maravilhosa junção entre os acontecimentos reais da revolução juvenil da França de 1968. Em meio à revolução da juventude francesa, três jovens, Matthew (Michael Pitt), e os irmãos gêmeos, Isabelle (Eva Green – lindíssima) e Theo (Louis Garrel) se conhecem no cinema do Palais de Chaillot, o Musée du Cinéma, que encontra-se sob protestos dos cinéfilos, indignados com a demissão de Henri Langlois, diretor do espaço. Os protestos de cineastas e amantes do cinema se juntam a crise revolucionária da época.

Matthew, um norte-americano estudando em Paris, faz rapidamente amizade com os irmãos e fica encantado pela beleza de Isabelle e a amizade fácil com Theo. Em comum, além de serem jovens, a adoração pelo cinema, e aqui o cineasta faz uma edição maravilhosa, caprichando nas passagens dos filmes que ele faz homenagens. New York Herald Tribune.

Que filme é esse? Pergunta Isabelle, quase uma Vênus de Milo, com o corpo seminu. Em outra conversa, Matthew discute com Theo sobre quem é melhor, Buster Keaton ou Charlie Chaplin. Em pouco tempo as brincadeiras cinematográficas darão espaço ao sexo (quase explícito) e assim os jovens vão passando o tempo na casa dos pais dos gêmeos, que veraneiam longe de Paris. Nós te aceitamos um de nós.

Bertolucci faz da figura do pai dos gêmeos, o bom ator Robin Renucci, um poeta que vê nos filhos a impossibilidade de faze-los entender que antes de mudarmos o mundo, temos que mudar a cabeça das pessoas. A primeira revolução é feita nas escolas. Uma irônica mensagem para um filme politicamente revolucionário.

Nome do filme onde alguém dança sob o teto deixando outra pessoa louca com o barulho? As homenagens não param até o final maravilhoso ao som de Non, Je Ne Regrette Rien da inconfundível Edit Piaf.

4 comentários:

Kamila disse...

Me lembro que, quando eu assisti "Os Sonhadores", precisei de um tempinho para digerí-lo. Depois, me dei conta realmente da grande homenagem que Bertolucci, com esse filme, faz ao cinema. Através dos três personagens Matthew, Theo e Isabelle, ele homenageia não só o cinema, como o berço do cinema moderno (Paris) e toda a efervescência cultural que existem naquela cidade.

Neste filme, a vida imitou a arte.

Museu do Cinema disse...

Pois é Kamila, o filme é uma grande homenagem desse poeta da vida que é Bertolucci, até quando é extremamente político, ele consegue passar poesia.

sofia martínez disse...

Maravilhoso. Os Sonhadores é uma história interessante e cativante amor diretamente ligada ao contexto político-cultural aconteceu na primavera de '68 tumultos na cidade de Paris, capturando perfeitamente cenários e ambientes. Uma fita sedutor, com um grande elenco sobre todos os atores de cinema Eva Green (Isabelle) e Louis Gardel (Theo), surpreso com a simplicidade e graça encarnado quando alguns personagens e complexo coloridas, como Michael Pitt, que, completando o trio, e ao abrigo de um apático, alucinado enquanto aparentemente atira trabalho com interpretação meticuloso, embora às vezes um pouco inútil. No geral, é um drama de amor cheio de ideais e descobertas que adora o cinema.

sofia martínez disse...

Maravilhoso. Os Sonhadores é uma história interessante e cativante amor diretamente ligada ao contexto político-cultural aconteceu na primavera de '68 tumultos na cidade de Paris, capturando perfeitamente cenários e ambientes. Uma fita sedutor, com um grande elenco sobre todos os atores de cinema Eva Green (Isabelle) e Louis Gardel (Theo), surpreso com a simplicidade e graça encarnado quando alguns personagens e complexo coloridas, como Michael Pitt, que, completando o trio, e ao abrigo de um apático, alucinado enquanto aparentemente atira trabalho com interpretação meticuloso, embora às vezes um pouco inútil. No geral, é um drama de amor cheio de ideais e descobertas que adora o cinema.