30 outubro 2006

Caché

Caché – Michael Haneke – 2005 (DVD)
Haneke é um queridinho do Festival de Cannes. Radicado na França, ele é alemão de nascimento e austríaco de criação, onde ainda leciona na Universidade de Viena. Vencedor do prêmio do júri ecumênico de melhor filme e de melhor diretor do Festival de Cannes de 2005, Caché conta à história de um casal que passa a receber vídeos que mostra que estão sendo vigiados. A pessoa que os grava parece conhecer bastante o critico literário Georges Laurent (Daniel Auteuil), que apresenta um programa de TV, uma espécie de mesa redonda sobre livros.

Anne (Juliette Binoche) é a esposa de Georges e as fitas passa a perturbar o cotidiano do casal na medida que a freqüência das imagens vão mostrando além de imagens fixas. “O filme questiona o poder da imagem como portadora da verdade”. (Folha de São Paulo)

O cineasta alemão constrói um processo de insinuações que nos leva a um final menos explicativo e mais crítico. Suas imagens são elaboradas para sugerirem algo que pode ou não ser aquilo sugerido, e as interpretações também funcionam como um jogo de suspense onde ninguém é inocente, talvez só o filho adolescente do casal. Só não espere explicações fáceis e finais reveladores. O diretor mostra uma criatividade no mínimo original no uso dos créditos iniciais, que se perde um pouco nas dimensões da televisão.

Caché, na falta de uma explicação melhor, é um dispositivo de acesso rápido, interno a um sistema, que serve de intermediário entre um operador de um processo e o dispositivo de armazenamento ao qual esse operador recorre. A vantagem principal na utilização dele consiste em evitar o acesso ao dispositivo de armazenamento, que pode ser mais demorado

4 comentários:

Túlio Moreira disse...

Haneke é Haneke. Putz, Cassiano, depois dá uma olhadinha no Cinema Kabuki e veja a coincidência! Claro que o filme que eu analisei considero a obra-prima desse germano-austríaco, mas Caché também é repleto de qualidades. Sugiro um programa conjunto com A Estrada Perdida, apenas para se notar como uma premissa semelhante pode ser trabalhada de formas diferentes por cineastas diferentes.

abs!

Museu do Cinema disse...

Realmente Túlio, a lembrança de Estrada Perdida é certa.

Mas o grande mérito de Haneke é o de questionar o poder da imagem e principalmente da interpretação.

Nesse sentido o filme é show.

Túlio Moreira disse...

A metalinguagem hanequiana é algo assim indizível. Filmografia obrigatória (é uma boa opção para você fazer suas ótimas revisitações a diretores).

abs!

Museu do Cinema disse...

Valeu a dica, mas não posso dizer que sou fã dele, gosto do trabalho, mas fã mesmo é vc. Abs