25 julho 2006

Kill Bill: Vol. 2

Kill Bill: Vol. 2 – Quentin Tarantino – 2004

A Saga de vingança da Noiva (Uma Thurman) chega ao seu capítulo final. Aqui saberemos mais detalhes da razão por trás do massacre. O filme é perfeito, tanto em estética, quanto em roteiro e principalmente como cinema. Tarantino concebeu uma ode aos filmes de lutas marciais e conseguiu transformar-se em ícone do gênero. A cena final é das mais belas artisticamente e visualmente dos últimos 10 anos do cinema mundial.

Capítulo 6 – Massacre em Two Pines

A Noiva (Uma Thurman) juntamente com alguns amigos e o noivo, fazem um ensaio para a cerimônia religiosa. É quando ela ouve a flauta de Bill (David Carradine) que pergunta o porque dela ter abandonado a vida de assassina e esposa dele. Sergio Leone do começo ao fim. Bill se apresenta como o pai da Noiva. Preto e Branco.

Capítulo 7 – O Túmulo Solitário de Paula Shultz

Budd (Michael Madsen) irmão de Bill, trabalha como segurança num clube de strip e mora num trailer no meio do deserto. Ele é o próximo da lista da Noiva. Mas Bill já o alertara para a vingança da ex-esposa, e ele guarda alguns percalços para a saga da Noiva.

Capítulo 8 – O Treinamento cruel de Pai Mei

Bill leva sua pupila e esposa para treinar com o grande mestre Pai Mei, um sábio que usa métodos nada convencionais para mostrar as artes das lutas marciais. Karatê Kid (1984) para adultos.

Capítulo 9 – Elle e Eu

Elle Driver (Daryl Hannah - magnífica) e a Noiva (Uma Thurman) tem o grande reencontro. Nesse capítulo também ficamos conhecendo o verdadeiro nome da Noiva. Uma luta sensacional e mais uma aula de cinema de QT. Elle, a nova protegida de Bill se ressente da sempre preferida Noiva, por isso guarda raiva. O final é inesperado.

Último Capítulo – Cara a Cara

O grande reencontro, o momento pelo qual todos esperavam, o momento do destino, o momento pelo qual os anúncios dos filmes chamam de “um furor violento de vingança”. Ela se vingou, e com violência. Até ficar satisfeita. Matou muita gente para chegar até aqui, mas ainda falta mais um. O último. O único que falta. E quando chegar lá, ela promete KILL BILL.

O Capítulo 7, O Tumulo Solitário de Paula Schultz, nos leva a uma comédia romântica chamada As Maliciosas Aventuras de uma LoiraThe Wicked Dreams of Paula Schultz (1968), com Bob Crane no papel de Bill.

A personagem Pai Mei aparece em várias produções dos estúdios Shaw Bros nas décadas de 70 e 80. Pai Mei significa grande sobrancelha branca, e foi baseado no lutador de artes marciais Qingfu Pan, também conhecido como o Grande Mestre Pan.

A flauta que a personagem Bill (David Carradine) toca é a mesma que outra personagem, Kwai Chang Caine usa no filme Kung Fu (1972). Carradine também interpretou Kwai e Tarantino resolveu colocar a flauta no filme depois que David a levou pro set de filmagem.
O tapa-olho que a personagem Elle Driver usa é uma referencia ao filme de Jack Hill Faca na Garganta - Switchblade Sisters (1975). Um freqüente colaborador de Hill, o ator Sid Haig, tem uma participação especial em Kill Bill como um garçom do clube de strip onde Budd (Michael Madsen) trabalha. Sid também aparece em Jackie Brown. E a filmografia de Hill é freqüentemente homenageada nos filmes de Tarantino.

Elle Driver é baseada na personagem interpretada por Christina Lindberg no filme sueco, Thriller – En Grym Film (1974). Thriller é também um filme sobre vingança e foi o primeiro longa a ser banido da Suécia.
Esteban (Michael Parks) fala para a Noiva, que Bill está numa vila, no caminho de Salina "the road to Salina". É uma referência ao filme de Rita Hayworth, Road to Salina (1971).
Depois que sai do caixão, na memorável cena, a Noiva passa a ir atrás de Budd no trailer no meio do deserto, sua imagem é vista através do sol fora de foco e calmamente é colocada em foco, igual a Era Uma Vez no Oeste (1968), com a personagem de Henry Fonda, no momento em que mata toda a família do fazendeiro.

Quando começa a falar sobre a lenda de Pai Mei, Bill diz: “Once upon a time in China...”, esse é o nome, em inglês, do filme de Jet Li, Wong Fei Hung (1991), dirigido por Tsui Hark.

“A Leoa recuperou sua cria e tudo está em paz na selva”.

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