18 fevereiro 2006

Syriana

Syriana – Stephen Gaghan – 2005

“Corrupção nos leva a vitória”.

Baseado no livro See No Evil: The True Story of a Ground Soldier in the CIA's War on Terrorism, escrito por Robert Baer, que faz uma ponta no filme como segurança da CIA. Stephen, ganhador do Oscar pelo roteiro de Traffic, mais uma vez narra a história segmentando em 4 núcleos. Por ser um filme de diálogos, a tradução nem sempre é instantânea, perdendo alguns temas centrais. George Clooney e Steven Soderbergh produzem o filme, que é o segundo longa-metragem de Gaghan. Ironicamente as 4 histórias se entrelaçam.

Vivendo o agente da CIA, Bob Barnes (George Clooney), baseado no autor do livro, que é encarregado de uma missão no Oriente Médio. Quando sua verdadeira identidade é descoberta ele é torturado e quase morto, rapidamente a inteligência norte-americana se diz inocente e coloca a culpa no patriotismo exagerado de Barnes.

Bryan Woodman (Matt Damon) é um corretor de ações petrolíferas. Vivendo com a perda acidental do filho, Bryan tenta vender a idéia de um oleoduto para o Sheik, mas não consegue, restando o seu filho, que pensa diferente do pai e por isso passa a ser visto como ameaça aos EUA.

Dois jovens paquistaneses, que não enxergam um futuro promissor são “alistados”, para se tornarem homens bombas.

E a última, e mais complicada das ações da película, se passa nos bastidores de uma grande fusão de duas industrias de petróleo. Envolve uma empresa de advocacia, as duas partes da diretoria da fusão e politicagem.

Tudo está conectado.

Wikipedia: “Syriana é um nome usado para se referir à Síria e, em outros contextos, como um rótulo arbitrário para nações hipotéticas que se assemelhem em graus diferentes àquele país. (...) Também é um termo usado em Washington para descrever uma remodelação hipotética do Oriente Médio”.

* 2 indicações ao Oscar: Melhor roteiro original (Stephen Gaghan), melhor ator coadjuvante (George Clooney).

5 comentários:

Kamila disse...

Em "Syriana - A Indústria do Petróleo" realmente tudo está conectado. Tudo está ligado aos interesses pessoais, comerciais e econômicos dos personagens. "Syriana - A Indústria do Petróleo", assim como "Boa Noite, e Boa Sorte", é um filme extremamente crítico. Que bom que podemos assistir à produção de dois filmes tão importantes para a realidade atual na qual vivemos.

Romeika disse...

Achei os momentos finais do filme espetacular. Outra curiosidade sobre a palavra syriana. Tenho um amigo que assistiu a uma sessão especial do filme semanas atrás na Dinamarca, e na abertura da sessão, uma professora phd em estudos políticos dos EUA disse que um dos signicados da palavra Syriana é que os EUA impõe a sua visão política, a sua "democracia" para o resto do mundo. Não entendi muito a conexão entre isso e a palavra, mas..
Obrigado pelo comentário lá no blog, beijos!

Museu do Cinema disse...

Faz sentido Romeika, Syriana é a visão norte-americana de como a política deve ser conduzida. É incrivel como no filme eles mostram como essa visão distorce os fatos, como no exemplo da personagem morta no atentado dos carros no final.

Numerohum disse...

O interessante do filme é as personagens principais não estarem ligadas ou interligadas e sofrerem de certo modo, diferentes pressões pelo mesmo motivo: "Mundo Coorporativista". Ele retrata que todos sofremos influência por causa da economia mundial.

Numerohum disse...

É bem evidente que a falta de ética empresarial e política, estão bastante presentes nesse filme, e sendo um filme sobre a indústria do petróleo e onde se tem a falta de ética em abundância, nada mais justo do que relembrar de Rockfeller logo no início do filme, figura marcante da indútria norte-americana, envolvido em chantagens, subornos, sabotagens .........