05 fevereiro 2006

Boa Noite e Boa Sorte

Good Night and Good Luck – George Clooney – 2005

No começo dos anos 50 foi criada uma paranóia contra comunistas nos EUA, comparada a atual a imigrantes árabes. Comandada por um senador, Joseph McCarthy, descerebrado e totalmente despreparado para o cargo, a delação era a palavra de ordem, quem tivesse seu nome citado teria a vida invadida e a carreira acabada. As principais mídias evitavam falar ou ir de encontro as idéias de McCarthy, mas na CBS, Edward R. Murrow (David Strathairn), um âncora de credibilidade, resolveu, juntamente com sua equipe, liderada por Fred Friendly (George Clooney) mostrar a ignorância do político eleito pelos norte-americanos.

As cenas de McCarthy são “representadas” pelo próprio. Clooney resolveu “deixá-lo atuar”, porque viu que nenhum ator seria tão caricato. Nos bastidores dizem que algumas pessoas das platéias teste, vendo algumas cenas com o senador, teriam perguntando quem seria o ator tão exagerado.

Clooney, com 3 indicações ao Oscar, desponta como o grande nome atual de Hollywood. As suas escolhas e por fazer a mistura certa entre filmes de teor político e grandes produções para apenas o entretenimento, mostram um ator, diretor e produtor preocupado com seus filmes não só pelo lado financeiro. Boa Noite é seu segundo longa metragem, o primeiro Confissões de uma mente perigosa, conta história de um apresentador de TV, Chuck Barris, que dizia ter sido um matador da CIA.

Destaque especial para as canções que dão o tom à película, cantadas pela excepcional Dianne Reeves, o filme termina com a belíssima interpretação de One for my Baby, imortalizada na voz de Frank Sinatra.

Boa Noite e Boa Sorte era o bordão que o apresentador usava sempre que terminava seus programas.

*6 indicações ao Oscar: Melhor Filme, Diretor (George Clooney), Ator (David Strathairn), Direção de arte (Jim Bissell e Jan Pascale), Fotografia (Robert Elswit) e Roteiro Original (George Clooney e Grant Heslov).

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