27 agosto 2005

Trilha Sonora

Kill Bill - Vols 1 e 2

As trilhas sonoras dos filmes de Quentin Tarantino são um capítulo sempre à parte. Como o próprio diretor já afirmou, são as músicas que fazem o filme, ou seja, antes mesmo de criar o roteiro ele cria as músicas. Outro ponto comum das suas trilhas são os diálogos mais interessantes do filme, que aparecem no cd.

Assim como no filme, Tarantino dividiu a trilha em dois cds. O volume 1 traz uma compilação de canções bem ao estilo do diretor, ou seja, músicas dos anos 60 e 70, country e artistas pouco conhecidos mundialmente. Nancy Sinatra abre o disco com a canção que se tornou cult “Bang Bang (My baby shot me down)” que tem tudo a ver com o filme. Mas o grande destaque do volume 1 é “Don’t let me be misunderstood” do grupo espanhol Santa Esmeralda, bem ao estilo Gipsy Kings. Outros pontos altos do cd são as homenagens, o assobio de “Twisted nerve” a Brian De Palma e “Run fay run”, “Green Hornet” e “Ironside” aos filmes de Kung-fu.

Tem as estranhas músicas de Tarantino que depois passam a ser usadas por vários produtores de TV como a “Woo Hoo” do grupo feminino japonês The 5.6.7.8’S. E a poderosa “Battle without honor or humanity”, que foi usada magistralmente no trailer da película.

No volume 2, a coisa já começa com o famoso monólogo de Uma Thurman que faz parte do trailer do segundo filme. Esse cd também é uma homenagem, mas o homenageado aqui é o gênio Ennio Morricone, responsável pelas melhores músicas do cinema mundial, como Os Intocáveis, A Missão, Cinema Paradiso, Era uma vez na América, Bugsy, Era uma vez no Oeste e outras maravilhas, mas que nunca ganhou o Oscar. O filme é pontuado pela excelente “A silhouette of doom” composta por Morricone para o filme Navajo Joe. “L’arena” é a música da cena mais poética, criativa e claustrofóbica da história do cinema, onde a personagem principal é enterrada viva. Ainda tem Johnny Cash (A Satisfied Mind) e Malcolm McLaren (About her).

Contando com a colaboração de Robert Rodriguez que trabalhou por 1 dólar, o segundo disco termina bem ao estilo do diretor de Sin City com a música “Malaguena Salerosa” do artista mexicano Chingon.

Um comentário:

Anônimo disse...

muuuuuito boom!!! ameeeiii**