06 junho 2007

Sons of Carnival

Filhos do Carnaval – Cao Hamburger – 2006 (HBO)

Sob roteiro de Elena Soares, de Casa de Areia (2005) e direção-geral de Cao Hamburger, a telessérie exibida e produzida pela HBO em parceria com a O2 filmes, conta a história do chefão do jogo do bicho carioca, e também presidente de uma escola de samba, Anésio Gebara (Jece Valadão) e seus quatro filhos, Anesinho (Felipe Camargo), Claudinho (Enrique Diaz), Brown (Rodrigo dos Santos) e Nilo (Thogun), o narrador da série, e o filho bastardo, que hoje trabalha como segurança e motorista do pai.

No primeiro episódio, num total de seis, o suicídio do viciado Anesinho, o preferido do pai, abala toda a família. Os outros três irmãos passam a disputar a preferência do chefão da jogatina. Enquanto Nilo é calado e reservado, Brown é o nervoso e mulherengo e Claudinho é atrapalhado e estressado. As semelhanças com O Poderoso Chefão (1972) não param ai, muitas cenas tentam resgatar o mesmo clima da obra-prima de Francis Ford Coppola e Mario Puzo, porém o grande mote da telessérie é o famoso bicheiro Castor de Andrade, ex-patrono da Mocidade, que morreu em 1997, e que ficou famoso por não querer misturar o jogo do bicho com o tráfico de drogas.

A direção é estilosa, e as interpretações são bem convincentes, a trama tem seus momentos de euforia em que prende a atenção, e momentos insossos que perdem um pouco na qualidade do roteiro. A morte do ator Jece Valadão pôs uma interrogação na produção de novos episódios da série, noticias dão conta que a O2 filmes já tem um roteiro pronto justificando a ausência do patriarca, e só falta a liberação financeira da HBO.

10 comentários:

Kamila disse...

"Filhos do Carnaval", para mim, é uma produção bem melhor do que "Mandrake". A direção e os roteiros da minisséries são excelentes e as atuações maravilhosas, especialmente a de Thogun.

Acho que os roteiristas podem colocar a morte de Jece Valadão como sendo só um capítulo a mais da luta dos irmãos pelo poder dos negócios da família. Aí, o paralelo com "O Poderoso Chefão" ficaria ainda mais claro.

Museu do Cinema disse...

Eu gosto das duas produções Kamila, elas são excelentes, com roteiro pontual e dinâmico que ajuda muito o processo da direção!

Não sei pq vc tem essa "ojeriza" a Mandrake

Marcus Vinícius disse...

A RÁDIO TOCA UM VELHO ROCK N ROLL
LEMBRO O RENATO, O HOMEM GOL
NADA MAIS APAGA NOSSA HISTÓRIA
GRÊMIO IMORTAL, RUMO A VITÓRIA

VOU TORCER PRO GRÊMIO BEBENDO VINHO
E O MUNDIAL É O MEU CAMINHO!

Sofrido, difícil como sempre, porém saímos vitoriosos mais uma vez. Que coisa mais linda! Eu vou pro Olímpico na final, o resto que se foda.

Saudações tricolores!!!

Kamila disse...

Parabéns aos dois gremistas!!!!!

Cassiano, não tenho "ojeriza" à "Mandrake". Minha implicância com a minissérie foi a seguinte: achei as histórias muito repetitivas.

Museu do Cinema disse...

É Marcus, rumo a final! Ser gremista é bom demais!

Kamila, obrigado, mas discordo de vc quanto a Mandrake.

Marcus Vinícius disse...

Maratona esportiva no CN. =]

Anônimo disse...

Não tenho TV paga nem nada, portanto não acompanho esse tipo de produção. Soube que vai ter uma continuação...

Alex Gonçalves disse...

Também estou na mesma situação que o Vinícius, mas acredito que em breve a produção deva ganhar seu espaço no mercado de vídeo, com um possível lançamento em DVD.
Cassiano, assisti “Submundo” e confesso que foi uma grande decepção. Sem “puxa-saquismo”, a sequência onde Julia Stiles ganha destaque é a única intrigante de todo o filme. Espero que um dia você encontre um tempinho disponível para conferir o longa, para conversarmos a respeito.
Abraço.

Museu do Cinema disse...

Valeu Vinicius e Alex,

Grande abraço.

Anônimo disse...

Amigo, só olha isso:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Sandro_Goiano
Muito sarro. Abs